Review: Killing Joke em São Paulo no Carioca Club

Publicado em 14/12/2018


KILLING JOKE em São Paulo/SP
23 de setembro de 2019
Carioca Club

Texto: Adriano Coelho
Fotos: Flavio Santiago

 

Um publico bom, mesmo assim eu esperava mais pessoas, afinal, era a primeira vez que tocavam em terras brasileiras, ao contrario de algumas bandas antigas, que atraem jovens com menos de 30 anos, quem estava no show, era das antigas, podemos dizer acima dos 40. Não houve atraso, nem banda de abertura, o show começa com a musica mais clássica “Love Like Blood”, aqueles que chegaram atrasados, reclamoram muito, essa canção faz parte do álbum Night Time de 1985, o vocalista Jaz Coleman, agita de forma endiabrada, ele que de perfil, lembra um pouco o Alice Cooper. O grupo passou por varias transformações, inclusive chegaram a ter um intervalo de seis anos, hoje, a formação original está de volta, lembrando que nos últimos anos, o Killing Joke conta com tecladista. A quarta canção, foi “Eighties”, que também causou alvoroço, eles não deixaram de fora “Requien” que faz parte do primeiro álbum da banda, que leva o nome do grupo. Sem muito intervalo e, com o som da casa ajudando o espetáculo, eles executam “Labyrinth”, muita performance para “The Wait”, méritos na hora da “Pssyche”. Eles já haviam tocado 15 musicas.


 

Uma pequena parada, eles emendam de uma vez “Primitive”, “War Dance” (que também faz parte do álbum de estreia) e finalizam a boa apresentação com “Pandemoniun”, antes que perguntem, os companheiros de longa data, Youth (baixo), Giordie (guitarra) e Ferguson (bateria) fizeram a parte deles.

Como sabemos, a banda passou por vários segmentos, já foi rotulada, como: Gótico, Pós-Punk, New Wave, Industrial, isso é percebido, até pelos numero de camisetas de estilos diferente que o publico usa, que vai de bandas de heavy metal tradicional, a punk rock, o importante que o show superou as expectativas, tanto que com o final, todos ficaram esperando mais, até que o roadie fez sinal que tinha acabado, o ultimo trabalho da banda foi Pylon de 2015 e, aquele papo que Coleman era envolvido com ocultismo, pelo menos para mim, ficou evidente, da forma em que o clima fica sombrio, ficaram devendo “I am the Virus”.