Biohazard toca pela segunda vez na capital gaúcha

Publicado em 27/03/2013

BIOHAZARD em Porto Alegre
[Opinião, 14/03/2013]

Texto: Mo Hoffelder
Fotos: Sophia Velho

O tempo de espera não fez a menor diferença para o público que pacientemente aguardava o show do Biohazard. Enquanto a banda nova-iorquina de metal core não subia no palco, a galera que ocupava pelo menos metade da capacidade da casa assistia atentamente ao show da banda gaúcha de hard core Grosseria, que começou por volta das 22h45. Formado por Leandro Padraxx (vocal), Guga Prado (guitarra), Rick Santos (guitarra), Daniel Lobato (bateria) e Marcelo Morcego (baixo), o quinteto porto-alegrense tem feito a abertura de diversos shows de peso na capital gaúcha e sabe como agitar a galera antes dos shows principais.

Importante lembrar o recado do Padraxx, vocalista da Grosseria: “É muito importante a ajuda de nós todos, em divulgar e comparecer aos shows de rock e fazer essa cena ganhar visibilidade. Que os shows tenham cada vez mais gente, além de vocês, os confirmados que fazem isso tudo acontecer”. A apresentação durou 30 minutos.
Chegado o momento, em torno das 23h45, a banda Biohazard formada por Billy Graziadei (vocal e guitarra), Scott Roberts (vocal e baixo), Bobby Hambel (guitarra) e Danny Schuller (bateria), começa a tocar a primeira música: ’Shades of grey’ (Urban Discipline, 1992) para a euforia dos presentes.

Nesta segunda vinda do Biohazard à capital gaúcha, o guitarrista Billy Graziadei assumiu, com muita competência e vigor, os vocais depois da saída de Evan Seinfeld, em 2011. Como o microfone de Billy parecia praticamente o show inteiro abafado por problemas técnicos, o som da banda seguiu como guia para que a galera cantasse junto as principais músicas do Biohazard: ‘Wrong side of the tracks’ (Urban Discipline, 1992), e o groove insano que oscila entre guitarras heavy com bases de punk rock da música ‘Urban discipline’, fez a galera agitar freneticamente.

No intervalo entre as músicas, Billy arriscou conversar com a galera em português: “Vocês estão curtindo?” Perguntou o vocalista e a galera respondeu: “Yeahs!” Então, o vocalista replicou dizendo à maneira gauchesca: “Afudê!”

A banda tocou também as músicas: ‘Tales from the hard side’ e ‘Each day’, ‘Victory’ (Biohazard, 1990), ‘Black and white and red all over’, (Urban Discipline, 1992), ‘Five blocks to the subway’ e ‘Down for life’ (State of the world address, 1994).

O Biohazard não poderia deixar de fora a música do novo album: ‘Vengeance is mine’ (Reborn in, 2012). Na sequência, tocaram a música da banda de punk rock californiano Bad Religion: ‘We’re only gonna die’.
Conforme o show se aproximava da metade para o fim, a público pedia em coro um dos clássicos do Biohazard, “Punnishment” (Urban, Discipline, 1992) repetidamente. Em réplica, a agitação da galera, o vocalista exaltava a galera e pedia que gritasse com ele: “Porto Alegre, Porto Alegre...”

Quando começou a rolar ‘Punishment’, a galera que estava na pista começou a invadir o palco e curtir como se estivessem em uma reunião com a banda de amigos no quintal. O Biohazard seguiu tocando enquanto compartilhava aquele momento com a galera.

Irresistivelmente, fui incentivada pela galera da pista a participar daquele momento ápice e inesquecível que quebrou o paradigma da diferença entre banda e fãs. No final da música, todos desceram sem maiores alardes. Em seguida rolou ‘Hold My Onwn’(Biohazard, 1990).
Como se estivessem se sentindo em casa, depois do show, Billy Graziadei e Bobby Hambel vieram do backstage e desceram do palco para agradecer aos fãs, distribuir autógrafos e tirar fotos com todos que ali permaneceram.

O Biohazard mostrou uma excelente presença e desempenho no palco durante cerca de 1h20 minutos de show. Fez valer a pena cada instante da presença dos fãs fieis de diferentes gerações, que pularam, agitaram e se jogavam do palco em meio a grande roda punk que se formou na frente.

http://www.myspace.com/biohazard

GROSSERIA:









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