Accept em Porto Alegre no Bar Opinião

Publicado em 19/04/2013

ACCEPT em Porto Alegre
Bar Opinião
07/04/2013

Por: Luiz Fernando R. Vieira
Fotos: Sophia Velho


Há poucos meses, quando se anunciou a vinda do Accept ao Brasil, fiquei em estado de alerta, cruzando os dedos para que a banda passasse por Porto Alegre. Seria a grande oportunidade de ver de perto uma daquelas bandas lendárias.

Eis então que na noite de 07/04, um domingo de temperatura amena, chegava o esperado momento de vê-los.
Já nos arredores do bar Opinião, a primeira coisa que pude perceber foi o perfil etário do público. Em sua maioria um pessoal mais velho, talvez numa média de 25 anos. O que pode significar, talvez, que são fãs que acompanham o Accept já há algum tempo.
Marcado para 19 horas, o show de abertura ficou a cargo da SPARTACUS.

A banda, que faz um Heavy Metal tradicional com letras em português, iniciou sua apresentação com algum atraso, mas nada absurdo. Durante aproximadamente 40 minutos, o quarteto gaúcho formado por Marco Di Martino (Baixo), M Canto (Vocal), Luciano Reis (Guitarra) e Guilherme Oliveira (Bateria) conduziram com competência o show de abertura, preparando o ambiente para o que viria depois.
Após o show da SPRTACUS, uma pausa para acertar os equipamentos e então, um pouco antes das 21 horas, o Accept aparece no palco para delírio de todos.

Propondo um repertório bastante variado, a banda mesclou material de oito álbuns. Com isso deu aos fãs uma porção de clássicos em meio a trabalhos recentes.
As duas primeiras músicas foram “Hung, Drawn and Quartered” e “Hellfire”, do álbum, “Stalingrad” de 2012. Em seguida “Restless and Wild”, do álbum homônimo; “Losers and Winners”, do clássico disco de 83 (“Balls To The Wall”) - Dono de uma das capas mais esquisitas da história, diga-se de passagem - ; seguidas de “Stalingrad” e “Breaker”.

A essa altura já era possível se impressionar com o encaixe perfeito entre os músicos. Wolf Hoffman, sempre irreverente e com uma presença de palco marcante, se sobressai. Ele representa bem a energia da banda e, embora não seja um virtuoso ao estilo “Guitar Hero”, esbanja desenvoltura, carisma e uma técnica bastante apurada.

Aqui aproveito também para destacar a qualidade do som: Impecável. Todos os instrumentos soando com muita clareza e fidelidade.

Na sequência do set, tivemos ainda “Bucket Full of Hate”, “Monsterman”, “Shadow Soldiers”, “Neon Nights”, “Bulletproof” e “Aiming High”. Reparem como a banda passeia entre novidades e clássicos, explorando com precisão seu vasto repertório.

Durante a maravilhosa “Princess of the Dawn” alguns membros saem do palco enquanto Peter Baltes demonstra um pouco a sua intimidade com o baixo. Wolf caminha em direção ao fundo, onde há algum tipo de “banquete” lhe esperando. Depois de fazer um breve lanche, retorna com um salgado (?) e após entregá-lo a Peter, terminam de executar o clássico, na companhia dos demais.

Os petardos continuariam em alta com “Up to the Limit”, do fantástico Metal Heart; “No Shelter” e “Pandemic”.
Após “Fast as a Shark” a banda se retira do palco por alguns minutos para logo em seguida retorna com a clássica “Metal Heart”; “Teutônic Terror”, ótima faixa do Blood Nations; e por fim, talvez o seu grande hino: “Balls To The Wall”. Dessa forma, após uma hora e quarenta minutos de show, encerrava-se uma noite que provavelmente perdurará na memória de muitos.
Um fator importante a ressaltar é a competência de Mark Tornillo. Sou um saudosista por formações clássicas e mesmo assim é preciso reconhecer que Udo foi sim substituído à altura.

Para finalizar, o único “porém” do show, e aqui confesso estar dando uma opinião absolutamente passional, foi a falta da belíssima Winter Dreams, com sua letra quase poética e arranjos únicos, além da magnífica (e minha preferida) “Midnight Mover”, com seu refrão contagiante, grudento. Por alguns minutos fiquei com a sensação de que o show não poderia ter terminado sem elas. Para mim, dois clássicos que deveriam estar invariavelmente presentes no set da banda.

Contudo, saí do bar Opinião sem o menor resquício de dúvidas em relação a ter presenciado um grande show. Um show verdadeiramente memorável.

Set List:
• Hung, Drawn and Quartered
• Hellfire
• Restless and Wild
• Losers and Winners
• Stalingrad
• Breaker
• Bucket Full of Hate
• Monsterman
• Shadow Soldiers
• Neon Nights
• Bulletproof
• Aiming High
• Princess of the Dawn
• Up to the Limit
• No Shelter
• Pandemic
• Fast as a Shark

Encore:
• Metal Heart
• Teutonic Terror
• Balls to the Wall