UFO em Porto Alegre no Teatro CIEE

Publicado em 19/05/2013

UFO EM PORTO ALEGRE
12/05 - Teatro do CIEE


Resenha: Luiz Fernando Vieira
Fotos: Sophia Velho


UFO: Uma aula de Heavy Metal na capital gaúcha
Com uma longa e consagrada carreira, há mais de 40 anos fazendo música, a banda britânica UFO pisou em solo gaúcho pela primeira vez. Como não poderia ser diferente, arrasou.

O show ocorrido na noite de domingo, dia 12, no Teatro do CIEE, em Porto Alegre, foi o segundo de um total de quatro da turnê nacional.

Formada em 1969 a banda é apontada como uma das pioneiras do Heavy Metal / Hard Rock, sendo frequentemente citada em biografias diversas, o que torna evidente toda sua influência sobre boa parte do que nós, amantes da boa música, consumimos.

Com diversas mudanças de LineUp ocorridas ao longo dos anos, a banda atualmente conta com três membros de sua formação original, são eles: Phil Mogg (vocais), Andy Parker (bateria) e Paul Raymond (teclados, guitarra). Vinnie Moore (guitarra) e Rob De Luca (baixo) completam o time.
Com um atraso de 17 minutos, o show teve início exatamente às 20:17. Nele a banda mesclou clássicos absolutos como “Lights Out”, “Love to Love”, “Rock Bottom”, entre outras, com canções de trabalhos mais recentes como “Burn Your House Down”, “Wonderland”, “Hell Driver”, etc.

Durante o show, um dos principais aspectos a me chamar a atenção foi a energia da banda, em especial a de Phil Mog. O vocalista, no auge de seus 65 anos (isso mesmo, você não leu errado!) esbanja carisma em constantes diálogos com o público e competência digna de causar inveja a muitos de seus colegas mais novos. O domínio que este senhor tem sobre sua voz é algo simplesmente impressionante.

É preciso destacar também o papel de Vinnie Moore. O virtuoso guitarrista ingressou no UFO em 2003 e sua tarefa não foi das mais fáceis. Moore passou a fazer parte de uma banda que teve como referência outro gênio das 6 cordas..., um “tal” de Michael Schenker. Pouca coisa, não?!

Apesar dos estilos de ambos serem bem diferentes, Vinnie Moore conseguiu colocar no UFO um pouco de seu DNA. Isso pode ser percebido nos novos discos da banda e, principalmente, nos materiais de outrora. Sua versatilidade o torna apto a dar outra dinâmica aos antigos clássicos sem descaracterizá-los.

Por falar em clássicos, seguindo entre eles e as novidades o show manteve-se em alto nível até a ótima dobradinha de “Too Hot To Handle” e “Rock Bottom”. Em seguida a banda retirou-se do palco durante 5 minutos retornando na sequência para fechá-lo com chave de ouro. Era a hora do bis.

Embora estivéssemos em um teatro, nessa altura o público já ignorava o protocolo das cadeiras, aglomerando-se em pé na frente do palco, cantando e vibrando ao som de “Doctor Doctor” e “Shoot Shoot”.

Analisando como um todo, o show foi excelente, nada menos do que isso. Talvez, se houvesse uma ressalva a ser feita, seria pelo tamanho do set (16 músicas). Levando em consideração o universo de material que a banda possui, algo em torno de 20 álbuns, esse número se torna um pouco modesto. Contudo, obviamente não se pode culpa-los por terem um acervo tão vasto e qualificado. Além disso, o tempo de duração do show ficou na média, beirando duas horas, tendo seu fim exatamente às 22:12.

Set List:
• Lights Out
• Mother Mary
• Fight Night
• Wonderland
• Cherry
• Let It Roll
• Burn Your House Down
• Only You Can Rock Me
• Love to Love
• Hell Driver
• Mojo Town
• Venus
• Too Hot to Handle
• Rock Bottom

Bis:
• Doctor Doctor
• Shoot Shoot
















Autor: Redação