Rotting Christ em São Paulo no Hangar 110

Publicado em 08/06/2014

ROTTING CHRIST em São Paulo
18 de maio de 2014
Hangar 110

Resenha e Fotos: Priscila Ramos


Um ano depois da última apresentação no Brasil, os gregos do Rotting Christ voltaram ao país para mais 4 apresentações, sendo que presenciei a última delas, no Hangar 110 no domingo dia 18/05.

Eram 3 bandas de abertura: Morte Negra, Justabeli e Ocultan. Quando cheguei, a Morte Negra já estava no fim, então assisti as duas últimas bandas de abertura, Justabeli que entrou no palco 19h30 e a Ocultan as 20h05. De um modo geral as bandas agitaram e aqueceram a todos para o show principal, cumprindo de forma positiva seus papéis.

Terminada as bandas, o público começou a se juntar mais na frente do palco para aguardar o Rotting Christ, e 21h25 começou a tocar a música 666 (Χ ξ Ï‚') do último álbum Kata Ton Daimona Eaytoy, e em seguida o baterista Themis Tolis, o baixista Vagelis Karzis, o guitarrista George Emmanuel e por último o vocalista e guitarrista Sakis Tolis entraram no palco.

O setlist foi repleto de clássicos, como Athanati Este, King of a Stellar War, The Sign of Prime Creation e Non Servian. Além disso, só do álbum Thy Mighty Contract de 1993 tocaram três: The Sign of Evil Existence, Transform All Suffering Into Plagues e Fgmenth, thy Gift. Tocaram também músicas do último álbum de 2013 Kata Ton Daimona Eaytoy como In Yumen - Xibalba e Grandis Spiritus Diavolus, e do álbum antecessor de 2011, Aealo, como Noctis Era e Dub-Sag-Ta-Ke.

Assim como na turnê brasileira do ano passado, também tocaram o cover Societas Satanas da banda Thou Art Lord, projeto paralelo do vocalista Sakis. O setlist abrangeu músicas de várias fases da carreira da banda, satisfazendo todos os fãs.

A casa estava longe de estar lotada, mas o público fiel que se fez presente agitou e cantou as músicas do início ao fim, até mesmo os trechos em grego, sempre com clima de tranquilidade uns com os outros. Da mesma maneira a banda, que demonstrou uma ótima energia no palco, Sakis sempre se comunicando com os fãs e os outros integrantes interagindo com o público.

No final do show Sakis levantou uma bandeira do Brasil escrita Rotting Christ e Non Servian e mostrou muita satisfação em tocar novamente no país. Ao término do show, a banda se retira do palco um pouco antes das 23h, mas retorna com o encore, Archon do álbum Triarchy of the Lost Lovers de 1996.

No final do show, já do lado de fora do Hangar 110, os integrantes da banda, como sempre, foram muito carismáticos e humildes em tirar fotos e conversar com os fãs.

Dos três shows que eu já assisti do Rotting Christ, posso afirmar que esse foi o melhor, pois assim como em cada álbum lançado, a cada show feito, percebo que eles sempre se renovam. O balanço foi muito positivo, com certeza todos saíram satisfeitos do Hangar 110 após um show memorável desses.