Face to Face e Pennywise em São Paulo no Audio Club

Publicado em 14/12/2018


Face to Face – Pennywise

São Paulo: Audio Club 06/11

Texto: Adriano Coelho

Duas bandas literalmente expoentes do hardcore californiano se apresentaram juntas no país, isso já havia acontecido em 2012, no festival Wros, coincidentemente ambas surgiram em 1991 muita coisa aconteceu na história de ambas, principalmente com o Pennywise, que chegou a trocar de vocalista - mas, Jim acabou voltando - suicídio do baixista em 1996, entre outros fatos, já o Face deu um intervalo entre 2004 e 2008, ou seja, casos para contar.

Face to Face: O vocalista Trever provou ser um ótimo frotman, literalmente fez com que todos os presentes se agitassem, mesmo aqueles que estavam lá para assistir apenas a banda principal, a sequencia rápida, sem muito papo, fez com que o local ficasse literalmente punk, muito pogo e, um som ao vivo, que impressionou até quem não tinha um grande conhecimento sobre a banda, “You ve Done Nothing”, “Walk the “Walk” – a que mais agitou, “Blind”, “A-OK”, “Ordinary”, “Pastel” “Bill of Goods” trabalho bem feito, quem não conhecia, ou não fazia questão da banda, literalmente mudou de ideia.

Pennywise: Quem já teve de pelo menos uma vez ter visto uma vez essa banda, sabe a adrenalina que eles possuem, eu já tive essa experiência duas vezes, em 2004 ao lado do Bad Religion e, em 2007 no Credicard Hall, posso afirmar que quase dez anos depois, eles não mudaram, a adrenalina, a emoção que eles passam é a mesma, o Audio Club recebeu um publico grande, muitos na faixa de trinta e poucos anos, sim, como eu disse anteriormente o Face to Face, deu um belo show, mas, o Pennywise foi o dono da noite, seja pela expectativa do publico, ou pelo clima de festa que eles deixam no local. Para quem não sabe o nome da banda surgiu de um romance de Stephen King, um dos motivos que a banda é respeitada, que apesar de Jim ter deixado o vocal, a banda mantem a muito tempo sua formação clássica, com o baixista Randy e o baterista Byron e, os que mais se destacam o guitarra Fletcher e, o vocal Jim. Eles estavam comemorando vinte anos do álbum About Time, que muitos consideram o melhor, eles abrem com “Fight Till You Die”, e emendam um petardo atrás do outro, “Peacefull Day”, “My Own Country”, “Pennywise”, “Living for Today”, “Same old Story” (onde disseram que Jim errou o nome da musica), “Perfect People”, “Every Single Day” posso afirmar que essa foram as que mais agitaram, como a banda mesmo disse, vocês gostam de ouvir as musicas velhas, duas canções tem muito a ver com o atual momento politico do nosso pais, são elas: “Fuck Authory” e “Society”, fez menções a bandas parceiras como: “Circle Jerks”, “Decendents”, “Black Flag” e “Bad Religion” – Onde até saiu um cover “Do What you Want”, saindo fora do punk, rolou um “TNT” do AC/DC e “Stand by Me” eternizada na voz de John Lennon, claro que a “Bro Hymn” não poderia faltar, uma noite maravilhosa, onde tudo estava punk, inclusive os preços para beber e comer, tanto na casa, quanto nos ambulantes na rua.