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Bad Religion e Offspring em São Paulo/SP

Publicado em 28/11/2019

Espaço das Américas – 29/10/2019
Texto: Adriano Coelho

 

Um calor insuportável na cidade de São Paulo, o que não inibiu de muitas pessoas irem ao Espaço das Américas para prestigiar as duas bandas punk que mais venderam CDs na história da musica. O local estava lotado, segundo informações, o show do grupo americano Slayer estava mais cheio, mesmo assim, para circular, pegar uma bebida ou até mesmo ir ao banheiro era uma tarefa difícil.

Quando o relógio marcava 21h10 o Bad Religion entra em cena, a banda dona de 17 álbuns, que possui os clássicos No Control (1989) e Generator (1992). Não entendo o fato de o grupo ter três guitarristas, apesar do baixista Jey e do guitarrista Brett serem da formação original, ambos já saíram e voltaram para o grupo, à banda que fez sua primeira aparição em nossas terras em 1996 (Festival Close-Up Planet, junto com Cypress Hill, Sex Pistols e Silverchair).

O publico estava sedento, e Greg Graffin botou mais fogo ainda quando abriu com “21 Century Digital Boy” pogos eram formados e apareciam no telão, duas musicas que não foram cantadas em Curitiba, não faltaram em São Paulo, são: “Generator” e “Infected” o publico cantava com empolgação, um total de 25 petardos, outras que merecem destaque são: “Los Angeles is Burning”, “I Want to Conquer the World”, “Recipe for Hate”, “Sorow”, “End of History”. O vocal estava perfeito, sem desafinar em momento algum, como não poderia ser diferente, fecharam com “American Jesus” musica mais comercial do grupo.

Durante o show, gritos de ei Bolsonaro vai tomar no..., (fazem isso, para todo presidente que está no poder), o vocalista dizia: Não sei o que vocês estão falando. Um show que para muitos, foi a melhor apresentação da banda no país.

O Offspring que também é da Califórnia, tem uma pegada mais pop, é musicas bem executadas em rádios, o que nunca tirou a alma punk do grupo, eles que possuem nove álbuns destaque para os trabalhos Smash (1994) e Ixmay on the Hombre (1997). Liderada pelo guitarrista e vocalista Dexter, lembrando que o baixista Greg também é remanescente da formação original, eles que já estão com o sexto baterista.

Durante o show, o guitarrista Noodles mostrou seu lado humorístico, chamando a plateia de sexy, ele que no final da apresentação jogou bolas de plástico e papel higiênico para o publico. A banda conversou demais com a plateia, mandou bem nos covers de Ramones (Blitzkrieg Bop) e AC/DC (Whole Lotta Rosie) em relação às musicas, arrasaram com “Gotta Get Away”, para minha decepção Dexter tocou no piano “Gone Away”, foram 18 canções, levaram seus sons mais comerciais como: “Why Don’t You Get a Job?”, “Pretty Fly” e “The Kids Aren’t Alright”, a banda se despediu, voltaram e mandaram de forma magistral “You’re Gonna go Far” e “Self Esteem”. Lembrando que abriram o show com “Americana”. Tocaram também “All I Want”, “Bad Rabbit”, “Come Out and Play”.

O tipo de evento, da qual todos foram para casa feliz, essa foi a terceira edição do Rock Station, as outras foram em 2016 e 2017, espero que continuem a fazer eventos como esse, onde não faltou empenho das bandas e vibração do publico.