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A emocionante trajetória de um fã de In Flames - Parte 2

Publicado em 18/02/2009
In Flames em São Paulo
15/02/2009 - Santana Hall, São Paulo/SP


15 de Fevereiro de 2009 – In Flames!

Cheguei no Santana Hall às 17 horas e a fila era quilométrica, maior até que a do Carcass, pra piorar chovia muito e não tinha nenhum lugar pra escapar da chuva, a casa só foi abrir por volta as 18:40, foram mais de 30 minutos de chuva na cabeça!

Entramos, Santana Hall já quase lotado, na entrada da casa alguns Xbox 360 ligados com Gears Of War 2 rodando (Xbox 360, patrocinador oficial da tour do In Flames). Dessa vez não estava tão quente quanto no show do Carcass, provavelmente deram um jeito no ar-condicionado da casa.

Um certo atraso para o começo do show do Claustrofobia, que começou a tocar quase as 18:30. Olha amigos, eu gosto bastante do Claustro, mas eu estava tão ansioso pelo show do In Flames que nem consegui prestar atenção no show deles. Mas de qualquer forma, já vi shows melhores do Claustrofobia, o som definitivamente não estava muito bom...mas a galera agitou mesmo assim.

Quando terminou o show do Claustrofobia tentei ir o mais a frente possível, fiquei esmagado a três fileiras da grande, bem no meio, numa ótima posição para ver o show. Cada minuto ali parecia um século, e nesse momento um filme veio a minha cabeça, já fazem quase 10 anos que eu conheço essa banda, e um dos meus maiores objetivos na vida era justamente vê-los ao vivo...inacreditável que faltavam apenas alguns minutos para isso acontecer.

Olhei para trás e vi que a casa estava bem cheia, e o publico ao contrario do que eu esperava, a maioria do pessoal era fã do In Flames e já devia conhecer a banda a um bom tempo.

O In Flames entrou no palco quase as 20:00, depois de uma intro de violão, o Daniel primeiro, Peter, o cara do Gardenian, Bjorn e por último o Anders. A primeira musica foi “Delight and Angers” do ultimo álbum, de todas pessoas presentes ali, provavelmente eu era o que mais odiava a música e também fui quem cantou o refrão com maior empolgação...rs.

E se uma música ruim já me fez surtar, quando começaram “Pinball Map” na seqüência eu quase morri. Essa já foi suficiente para detonar minha garganta. Todo mundo pulando e cantando “Guided by the Pinball Map, The Driver Still Unknows to Me...”. De arrepiar, de fazer chorar!

Próxima música, “Leeches”...ruim pra caraio! Mas eu nem queria saber, pulei e cantei igual um louco. Aí na seqüência tocaram uma musica de verdade,”Episode 666” do maravilhoso Whoracle. Enquanto eu estava pulando dei uma baita cotovelada numa menina que estava do meu lado, sem querer...a coitadinha até abaixou, deve ter doido. Mas eu nem fui socorrer, eu não queria era tirar os olhos do palco, era minha banda preferida que estava tocando uma das minhas musicas preferidas.

Emendaram uma porrada com outra, na seqüência veio “Drifter” com seus riffs de Thash Metal destruidores, a essa altura meu joelho já estava doendo de tanto que eu pulava, mas eu não parei nenhum segundo! E pra acabar comigo de vez, as musicas que vieram na seqüência foram nada mais nada menos que The Hive e Colony...tomar no c*! Quase morro do coração!

A próxima foi a modernosa “Cloud Connected”, que foi uma das musicas em que o publico mais agitou e a roda pegou fogo. Na sequencia a chatíssima “Alias” para dar um descanso para o melhor momento do show, a fantástica “Only For The Weak” (que foi um show do publico) e BEHIND SPAAAACCEEEEE! AHHHHHHHHH, ÚNICA MUSICA DO PRIMEIRO ALBUMS QUE ELES AINDA TOCAM AO VIVO....AHHHHHHHHHH MORRIIIIIIII! Música perfeita! CALL ME BY MY ASTRAL NAME, BREEDING FEAR THROUGH WORLDLESS TONGUUEEEEESSS! FODA AO EXTREMO!

Depois da destruição veio “Disconnected”, uma musica bacana do ultimo álbum. “Come Clarit” veio na seqüência, uma balada passável. A estilosa “The Quiet Place” animou bastante o publico, a chata “Mirrors Truth” foi a próxima.

”Trigger” foi provavelmente o refrão que o publico cantou mais alto, musica fantástica do Reroute To Remain. Antes de irem embora ainda tocaram a ótima “Take This Life” (a melhor musica que o In Flames fez nos últimos anos) e fecharam com a única musica legal do Soundtrack To Your Scape, “My Sweet Shadow”, que realmente é uma ótima musica para fechar shows.

Amigos, de fato esse foi um show especial. Não só para mim, mas para todo o público e banda. Eu já um vi uma centena de vídeos ao vivo do In Flames, em praticamente todos a banda sempre me pareceu fria, extremamente profissional, mas bastante fria, ontem foi totalmente diferente. Agora pouco eu estava lendo o comentário de um cara no Orkut que já viu 5 shows do In Flames durante o tempo que morou fora do Brasil, e ele nunca havia visto a banda tão empolgada quanto ontem...ele nunca havia visto o Bjorn sorrir no palco, e ontem o Bjorn estava lá sorrindo e agitando show inteiro. Foda! O próprio Anders em certo momento do show falou, que a Europa tem muito a aprender com a gente, lá eles tocam em lugares maiores para pessoas que não fazem nem 1/10 do barulho que fez o publico brasileiro ontem.

E não sei se é por causa da acústica da casa, mas eu nunca vi um publico fazer tanto barulho...o pessoal sabia cantar todas as musicas da banda, todas mesmo. Em certos momentos era até difícil escutar o Anders... realmente impressionante.

O In Flames já é uma banda bem experiente, e o show deles é absolutamente impecável, Bjorn é um excelente guitarrista, Peter também é fodão, Daniel manda bem demais na bateria, o mano do Gardenian que tocou no lugar do Jesper também representou...e o Anders se mostrou extremamente humilde e se comunicou muito com o publico, sempre fazendo brincadeiras e falando o quão feliz ele estava por estar tocando pela primeira vez aqui. Rolou até uma homenagem ao Jesper no meio do show. Sem dúvidas, todos estavam sentindo falta dele...

O show foi fantástico e fez jus a minha espera de quase 10 anos. Demorou muito para o In Flames vir ao Brasil, espero que eu ainda tenha a oportunidade de vê-los ao vivo muitas outras vezes. Tomara que o Brasil entre de vez em sua rota de shows!