data-ad-client="ca-pub-9371512119858190" data-ad-slot="5580438127" data-ad-format="link" data-full-width-responsive="true">

Rush em São Paulo

Publicado em 13/10/2010


RUSH
08 de outubro de 2010
Estádio do Morumbi, São Paulo/SP

Por Juliana Zaima
Fotos por Juliana Zaima


Depois de 8 anos de espera, o Rush retorna a São Paulo com a turnê Time Machine. Na sexta-feira 08/10, tocaram para aproximadamente 36 mil pessoas no Estádio do Morumbi. Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil Peart, quase sessentões, fizeram um show de 2h30 repleto de clássicos e canções novas, fazendo a alegria do público presente.
A nova turnê vem cheia de novidades e muito bom humor. Logo no início da apresentação, um esquete cômico mostra uma banda iniciante, o “Rash”, e suas várias mudanças no som, passando por uma máquina do tempo (a “Time Machine”). Os integrantes da banda mostraram grande talento cômico e arrancaram risadas do público. Estes esquetes envolvendo a banda permearam vários pontos do show, sendo o ápice no final, quando os atores Paul Rudd e Jason Segel repetem seus papéis no longa “Eu te amo, cara (I Love You, Man)”, em que o personagem de Rudd é um grande fã da banda. Na esquete, a coisa vai mais longe e eles invadem o camarim da banda, até que os mesmos descobrem a farsa.

O novo cenário faz alusões ao tema da turnê: há máquinas do tempo que soltam fumaça, referências a relógios na bateria de Neil e no palco. A bateria, por sinal, além de gigantesca, gira durante o solo do baterista, que é acompanhado em seus movimentos no telão. Há uma enorme aranha mecânica de iluminação que desce do teto e mexe as pernas, explosões e fogos. Alusões ao tempo também são feitas na sequência de imagens, com um contador efetuando a passagem do tempo, prenúncio para as canções da época a serem tocadas.

O setlist foi uma sucessão de clássicos. “The Spirit of Radio” começa a festa, seguida por “Time Stand Still”. O Rush fez um show que abrangeu várias fases da banda, tocando desde a super-esperada “Subdivisions” até músicas como “Presto” e “Stick It Out”, normalmente não inclusas no setlist da banda. Ao fim da primeira metade do show, um locutor anuncia em português, que “a banda fará um intervalo devido à idade avançada”. Este intervalo de cerca de meia hora foi o suficiente para desencadear risos de todos os presentes. Visivelmente uma piada, foi uma ótima forma de encerrar a primeira parte do show. Nesse meio-tempo, grande parte do público começa a se movimentar para as áreas mais próximas ao palco.

Segunda parte: Era um momento muito esperado pela maioria dos presentes, pois a banda tocaria na íntegra o álbum “Moving Pictures”, um de seus maiores sucessos e no Brasil muito conhecido pela música “Tom Sawyer”,utilizada como abertura do seriado “Profissão:Perigo”, na década de 80. A seguir, “Red Barchetta”, a instrumental “YYZ” e “Limelight” levantaram todos os presentes, e Closer To The Heart” fez muita gente chorar. No bis, “La Villa Strangiato” e “Working Man”, como esperado no setlist oficial da tour.

A banda, conhecida pela grande complexidade das composições, fez um show tecnicamente perfeito e demonstrou total controle do público. Geddy Lee é um músico impressionante, que toca linhas complexas ao mesmo tempo em que canta letras igualmente complexas, e às vezes também é o tecladista da banda. Alex Lifeson é um guitarrista de sonoridades, inovador e o responsável pela identidade sonora do grupo. Neil Peart, principal letrista da banda e que sofreu com grandes tragédias pessoais antes da volta do grupo em 2002, quase desaparece por detrás de sua enorme bateria e mostra porque é um dos melhores do mundo.

É uma banda que consegue reunir gerações em seu show, seduzidos pela qualidade de sua música. Experiência única e imperdível.