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Death Angel em Curitiba/PR

Publicado em 12/11/2010
DEATH ANGEL
22 de outubro de 2010
John Bull Music Hall - Curitiba/PR

Por Dane de Souza
Fotos por Fernando Francisco da Silva


Nada melhor que um show em uma sexta-feira, para aliviar toda tensão e stress acumulados durante uma semana cheia de trabalho, se for um show de Thrash então, podemos dizer que este chamado “efeito terapêutico” aumenta, e muito.

Se considerarmos que os “médicos” da noite atendiam por nomes como Rhestus, Sacredeath e Death Angel, poderíamos crer que o “tratamento” seria completo e de primeiríssima qualidade, com pequenas restrições aos cardíacos!

E lá fui eu para mais uma noitada que prometia!

Ao chegar ao local por volta das 20 horas, um susto: Público reduzidíssimo e os integrantes do Death Angel ali no meio da rua embarcando em uma Van! Sem stress! A banda foi ao local somente testar o som, estavam retornando ao hotel e voltariam mais próximo ao horário do show. Eu é que fui ansioso e cheguei cedo demais, aos poucos a galera foi aparecendo.

Cerca de 30 minutos após entrar no local surge no palco a primeira banda da noite, os catarinenses do Rhestus, após uma breve introdução veio “Rage Is My Food, Hate Is My Guide!”, o primeiro petardo da noite.

“Trivial Pieces Of Meat”, “Bullet In Point” e a devastadora “Games Of Joy … Games Of War!” deram sequência ao massacre, pena que o público ainda era pequeno neste momento.

“Insane War” veio seguida de um recado simples e direto “Fuck Off!”, para encerrar mandaram “Hate! Is what I feel”. Quem não conhecia a banda surpreendeu-se positivamente, destaque para todos, desde a presença de palco do vocal e guitarra Fantasma, passando pelos excelentes Tiago Sestrem e Richard Schimdt, guitarra e baixo respectivamente, fechando com um monstro chamado Marcão na batera (velho conhecido dos tempos da banda curitibana Jailor), excelente início de noite!

A banda curitibana Sacredeath veio logo após para mostrar seu trabalho, carregavam ainda a responsabilidade de manter a galera acesa e empolgada enquanto aguardava a atração principal.

Já conhecia a banda de um recente show com o Torture Squad e tinha certeza que os caras iam segurar a onda com competência, e não deu outra. Iniciaram com “Spreading Death” seguida de “Bestial Night”.

“In The Earth Becomes Dark” e “The Plague” precederam a grandiosa “Punishment of Gods”, cuja interpretação do vocal e guitarra Marcelo Lima me trouxe a lembrança o Mille Petroza do Kreator, para finalizar emendaram “Emperor of Souls”, destaque para o ótimo baixista João Victor, Cristiano Hanysz e sua batera precisa e no tempo certo, juntamente com a guitarra furiosa de Alessandro Martins.

Noite mais que perfeita até aqui, a essa altura a casa já tinha um bom público, sedento e ansioso pelo que ainda estava por vir.

Finalmente eis que chegou o tão esperado momento da banda Death Angel subir ao palco para mostrar suas armas, iniciaram com a pegada destruidora de “I Chose The Sky”, do último álbum Relentless Retribution, seguida de “Evil Priest” e “Buried Alive”.

Logo após, o vocalista Mark Osegueda agradeceu ao público presente em nome de todos da banda, era evidente que estavam surpresos e emocionados pela calorosa recepção do público brasileiro, afinal era a primeira vez em terras tupiniquins.

Nem bem terminaram os agradecimentos e já emendaram a clássica “Voracious Souls”, seguida de mais duas recentes, “Relentless Retribution” e “Claws In So Deep”.

“Seemingly Endless Time” e “Stop” deram sequência ao massacre sonoro e incendiaram ainda mais a galera.

O vocalista Mark fez mais um pequeno intervalo para agradecer novamente o público e aproveitou para apresentar um a um os integrantes da banda, iniciando pelo excelente baixista Damien Sisson, passando pelo ótimo batera Will Carroll, até a maravilhosa e entrosada dupla de guitarristas, Ted Aguilar e Rob Cavestany, lembrando que Rob juntamente com Mark são os únicos remanescentes da formação clássica do início dos anos 80.

Logo após uma sequência matadora, “3rd Floor” seguida de “This Hate” e a paulada “Thrown to the Wolves”.

Antes que alguém pensasse em ir para o bar tomar uma gelada, mais uma sequência arregaçante, “Lord Of Hate”, "Falling Asleep” e a ótima “Truce”. Impossível não banguear, haja gelo para o pescoço no dia seguinte!

Para finalizar, “Thrashers”, “Bored” e a clássica das clássicas “Kill As One” encerraram um show perfeito, marcante, insano e principalmente histórico! Energizante, revigorante, de lavar a alma, tudo o que um show de Thrash deve ser, tomara que um dia a medicina moderna descubra nossa receita para o bem da humanidade... he, he.

Local, som e organização impecáveis, tomara que sigam neste caminho e continuem trazendo bandas deste nível para a satisfação dos bangers do sul do país.

E que a devastação Thrash jamais termine!!!


Rhestus:


Death Angel: