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Soulfly em São Paulo no Via Maquês

Publicado em 18/03/2012


SOULFLY
Via Marquês - São Paulo/SP
25 de fevereiro de 2012

Por Danilo


Após 12 anos, o Soulfly de Max Cavalera finalmente retornou ao Brasil em uma iniciativa do site www.ativaai.com.br, onde os fãs adquiriram a cota mínima para a apresentação em São Paulo e foi confirmado um show que seria no mínimo histórico.

A apresentação ocorreu no dia 25 de fevereiro na casa de shows Via Marques situada na zona oeste da capital paulista, uma excelente alternativa para o Santana Hall, onde a apresentação estava inicialmente marcada.

Com abertura da casa programada para as 18h, já se formava uma grande fila na Av. Marquês de São Vicente, e era interessante a variedade de fãs na fila com camisetas de thrash, death, hardcore, nu-metal, etc. todos ávidos para ver o ícone brasileiro Max Cavalera.

A abertura da noite ficou por conta do Skin Culture, banda de metal alternativo formada em 2004 na cidade de Mogi das Cruzes que já foi responsável pela abertura de bandas como P.O.D., Ill Niño e Fear Factory, com uma apresentação muito competente apesar do público ainda estar entrando na casa. Logo em seguida foi a vez dos veteranos do Korzus, que foi um excelente aquecimento! É impressionante como a cada ano que passa a energia no palco só aumenta! O vocalista Marcello Pompeu é um verdadeiro exemplo de frontman, agitando do começo ao fim e no final da apresentação ainda fez questão de fazer sua homenagem ao Max Cavalera, “o cara que levou no nome do Brasil para todo o mundo”. Levando todos os fãs ao delírio, que retribuiram gritando “Korzus” de forma única.

Sem atrasos, o Soulfly subiu ao palco com novidades em sua formação. Durante toda a turnê pela América do Sul, o filho de Max, Zyon Cavalera, de 18 anos, foi o responsável pela bateria, comprovando de uma vez por todas que o dom para a música pesada está no sangue dos Cavaleras. Outro fato curioso, é que dias antes do show, Max foi diagnosticado com paralisia de Bell, uma paralisia do nervo facial de causa desconhecida. Ele foi diagnosticado após retornar de uma viagem a Austrália. Sobre a doença, Max afirmou que acordou e sentiu o quarto "girando". "Olhei para Gloria [sua mulher] e disse que algo estava errado. Ela disse: 'sua cara está estranha'. Fui até o espelho e não conseguia mexer metade de minha face. Pensamos que eu estivesse tendo um derrame, então corremos pro hospital". Após o diagnóstico, Max afirmou que essa paralisia de Bell não iria impedir que um metaleiro cumprisse seus deveres. E ele cumpriu sua promessa.

O set escolhido foi uma mistura bem democrática de músicas do Soulfly e Sepultura, iniciando com a contagiante “Rise of the Fallen”, do álbum “Omen” onde ocorreu uma verdadeira explosão em uma Via Marques lotada. Após quatro música do Soulfly, foi a vez da primeira música do Sepultura, “Refuse/Resist”, apesar da imensa roda formada na pista, os fãs queriam mais e gritavam o nome do baterista Iggor Cavalera. Demorou cinco músicas, mas o pedido foi atendido. Max e Iggor novamente juntos no palco e tocando nada mais, nada menos do que “Troops of Doom”. Foi apenas um aperitivo, mas foi possível matar um pouco a saudade do bom e velho Sepultura.

E as participações especiais não paravam por aí. Richie Cavalera e Iggor Jr subiram ao palco para cantar “Revengeance”, single do mais recente e elogiado álbum de estúdio do Soulfly, “Enslaved”. Após o clássico “Roots Bloody Roots”, Max fechou a noite com um medley muito comum em todas as apresentações do Soulfly, “Jumpdafuckup / Eye for an Eye”.

A apresentação do Soulfly foi uma verdadeira celebração da família Cavalera que durou quase duas horas com inquestionável presença de palco e carisma do Max. Já aguardamos a próxima visita!

Set list
Rise of the Fallen
Prophecy
Back to the Primitive
Downstroy
Seek 'N' Strike
Refuse/Resist
Territory
Porrada
Solo de Bateria
Tribe
No Hope = No Fear
Bring It
Troops of Doom
Arise / Dead Embryonic Cells
Inner Self
No
Attitude
Revengeance

Roots Bloody Roots
Jumpdafuckup / Eye for an Eye