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Viper no Rio de Janeiro no Teatro Rival

Publicado em 12/07/2012

VIPER
Teatro Rival - Rio de Janeiro/RJ
10 de julho de 2012

Por Elga Batista


Sabe uma daquelas cenas que você jura que jamais irá presenciar na vida? Creio que era essa a idéia que a maioria das pessoas, pelo menos daquelas que viveram no cenário metal das décadas de 1980 e 1990, tinha em mente acerca de um show do Viper. Felizmente pensamos errado e tivemos a (grande) sorte de presenciar um evento único, brindando dois ótimos trabalhos da banda, “Soldiers of Sunrise” e “Theater of Fate”. As músicas desses discos formaram o set list, que animou bastante todos os presentes no pequeno (e lotado) Teatro Rival, local sem tradição alguma quando o assunto é metal. O som da casa não ajudava muito, com direito a pedido do público entre uma música e outra para aumentar o volume do vocal, que realmente estava muito baixo. Afinal, todos queriam ouvir com nitidez as notas vindas de um Andre Matos eficiente, sorridente e falante. Esse deslize, assim como o estado alterado do baixista Pit Passarel (quem, aliás, foi carinhosamente aclamado pelo público como “Pit Pit Pit Pit”), não tirou o brilho da longa apresentação. O show foi dividido em dois atos, um para cada disco. No intervalo entre esses dois momentos a platéia assistiu a um vídeo muito bacana e divertido falando um pouco sobre a história da víbora, e de como cada integrante entrou na banda (inclusive como Hugo Mariutti foi “adotado”). Embora seja impossível não sentir a ausência de Yves Passarell em um momento como esse, a sintonia entre Hugo e Felipe Machado era notória, ainda que a interação entre esses tenha sido pequena ao longo da apresentação. Guilherme Martin, assim como todos os músicos da formação clássica da banda, deu conta do recado com uma excelente performance. Como já era previsível, o ponto alto do show ficou por conta do hit “Living for the night”, indiscutivelmente uma das mais belas músicas do metal melódico nacional. “We will rock you” também empolgou, com um arranjo muito interessante. Em tempo: nunca vi tantos flashs sendo disparados em um show de metal... Ou as câmeras estão em promoção no comércio do Rio de Janeiro ou a vontade de registrar esse evento único era enorme! Emocionante, nostálgico, sensacional... Como costumam dizer os cariocas, “só lamento” por quem perdeu esse show antológico!