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Viper em Porto Alegre no Teatro CIEE

Publicado em 26/07/2012

VIPER
Porto Alegre, 21 de julho de 2012
Teatro do CIEE

Fotos: Sophia Velho
Texto: Jonas Pilz e Sophia Velho


O Phornax e o Scelerata tinham uma missão importante na noite do dia 21 de julho, no Teatro do CIEE, em Porto Alegre: aquecer um público sedento para ver, a esmagadora maioria pela primeira vez, o lendário Viper, em turnê comemorativa dos 25 anos do lançamento de Soldiers of Sunrise.

Com um set curto, mas competente, o Phornax mostrou um som pesado para um público ainda pequeno. O show contou com algumas peculiaridades, como uma apresentação de dança do ventre e o envio, por Bluetooth, de uma faixa da banda.

O Scelerata encontrou um público maior, e que já começava a demonstrar descontentamento com as cadeiras do local. A banda aproveitou a oportunidade para apresentar as músicas do seu novo disco, The Sniper.
Havia muita expectativa quando o Viper subiu ao palco, às 22h30, com a rápida Knights of Destruction. André Matos (vocal), Pit Passarell (baixo), Felipe Machado (guitarra), Hugo Mariutti (guitarra) e Guilherme Martin (bateria) seguiram com Nightmares, que teve o refrão cantado por todos. Até este momento o som apresentava alguns problemas, mas foi corrigido antes de a banda começar The Whipper. A sequência foi interrompida por um carismático André Matos despejando elogios ao público gaúcho, e reiterando a importância da cidade para a banda. Ele também avisou que este seria o último show da turnê To Live Again, e que estavam gravando imagens para o lançamento de um DVD. Era visível a alegria dos músicos em cima do palco, e na platéia uma certa incredulidade de ver a banda ao vivo.

Wings of the Evil foi dedicada a todos que desacreditam o heavy metal brasileiro, e a empolgante Signs of the Night, mostrou o grande entrosamento do Viper. André saiu do palco para a execução da instrumental Killera (Princess of Hell), e retornou chamando o público para a clássica Soldiers of Sunrise, cantada por todos. Foi também o ápice da insatisfação com as cadeiras da casa.

Depois de Law of the Sword, Pit lembrou da proximidade de Porto Alegre com sua terra natal (o músico nasceu em Buenos Aires, na Argentina). Junto com André, ele convidou o público a cantar o hino do Rio Grande do Sul, entoado a plenos pulmões por todos os presentes, como já é de praxe em shows na capital. O clima de reverência e celebração era mútuo entre os fãs e a banda. A primeira parte da apresentação encerrou com H.R., de refrão marcante, com destaque para o vocalista. A banda deixou o palco e, num telão improvisado, cenas do DVD Living for the Night – 20 Years of Viper, de 2005, foram exibidas por cerca de 15 minutos. Com a bela Illusions, o Viper retornou e logo mandou ver a potente e melódica At Least a Chance. As primeiras notas levaram o público ao êxtase, que cantou junto durante toda a execução. To Live Again manteve o ritmo forte e foi seguida pela marcante A Cry from the Edge, com uma palhinha de André na bateria. Pitt Passarel apresentou a banda e foi homenageado por André.

O clima de nostalgia e emoção foi coroado com o clássico absoluto do Viper, Living for the Night. A faixa, que acompanhou André Matos em grandes momentos de sua carreira, cantada em uníssono, foi claramente o ponto alto do espetáculo. Theatre of Fate teve um Pit alucinado (e provavelmente já bastante alcoolizado) e André brincando com o público tocando as notas de Ritual, do Shaman. Com ele ainda no teclado, veio Moonlight. A grandiosa Prelude to Oblivion, que é bastante parecida com o material produzido pelo Angra nos seus primeiros anos, encerrou a segunda parte do show e a banda saiu de cena mais uma vez, sob muitos aplausos.

Na volta, Hugo Mariutti chamou Pit para cantar Evolution, do álbum homônimo, já sem André Matos. The Spreading Soul, do mesmo disco, casou bem com o timbre do vocalista, assim como a agitada Rebel Maniac. O final apoteótico foi com We Will Rock You, do Queen, com a participação de integrantes das outras bandas, da produção e da equipe do Viper.

Nas duas horas e meia em que esteve no palco, o Viper trouxe os anos 1980 a um público de diversas idades, e a chance de ver um dos ícones e precursores do heavy metal no país. O clima de festa foi contagiante e satisfez todos os presentes. A ressalva fica para o local, inadequado para um show intenso e vibrante como o do Viper. A banda, renovada, mostrou que ainda tem muita lenha para queimar.

Set List Viper:

Knights of Destruction
Nightmares
The Whipper
Wings of the Evil
Signs of the Night
Killera (Princess of Hell)
Soldiers of Sunrise
Law of the Sword
H.R.

Illusions
At Least a Chance
To Live Again
A Cry from the Edge
Living for the Night
Theatre of Fate
Moonlight
Prelude to Oblivion

Encore:
Evolution
The Spreading Soul
Rebel Maniac
We Will Rock You (Queen)
























Autor: Sophia Velho