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Dream Theater em Porto Alegre no Pepsi on Stage

Publicado em 02/09/2012
Dream Theater
Pepsi on Stage
Porto Alegre
24/08

Fotos: Sophia Velho
Texto: Jonas Pilz


Sexta-feira é um dia atípico para grandes shows em Porto Alegre, mas a do dia 24 de agosto proporcionou aos gaúchos mais uma oportunidade de ver o Dream Theater, em turnê do seu último disco, A Dramatic Turn of Events, de 2011.

A última vez que o ícone do prog metal veio a Porto Alegre, em 2010, dividiu as atenções com o Guns n’ Roses, que se apresentou no mesmo dia. Embora os públicos sejam diferentes, muitas pessoas precisaram escolher. Com a grandiosa Dream is Collapsing, de Hans Zimmer, e uma narrativa psicodélica em desenho animado com referências ao Dream Theater nos telões, a banda foi recebida com muito fervor. Poucos grupos têm fãs tão dedicados e apaixonados.
A nova Bridges in the Sky abriu o show com peso e impacto. Destaque para o jogo de luzes, que, se não conseguiu roubar a cena dos músicos, foi por pouco. James Labrie, com um pedestal estilizado, não parou de caminhar pelo palco, e chegou a rodopiar no final da música.

Com os fãs gritando o nome da banda, These Walls não deixou o público perder o pique. James desejou uma boa noite a todos, em português, e fez alguns comentários sobre a extensa turnê. O refrão de Build me up, Break me down provou ser pegajoso, e o fim da canção, com Jordan Rudess, é sensacional ao vivo.
Caught in a Web, do pesado Awake, fez o Pepsi on Stage vir abaixo. Apesar de a casa ter recebido um bom público, não houve amontoamento de pessoas, e durante toda a apresentação foi possível transitar de um lado a outro do local. Na bela This is the Life, John Petrucci brindou os presentes com um grande solo. Lost not Forgotten teve imagens de um mago tocando teclado no solo de Rudess, e foi sucedida por um dos momentos mais aguardados do show, o solo de bateria de Mike Mangini. A apresentação do novo baterista foi ótima, e como é impossível não falar do antigo Mike, é notável como o baterista está à vontade no Dream Theater, sem sombras ou fantasmas. Fez uma demonstração competente e na medida certa, empolgando o público sem cansá-lo.

As primeiras notas de A Fortune in Lies provocaram uma explosão nos fãs. Um clássico absoluto dos americanos, do seu primeiro disco, ainda sem James Labrie. O vocalista, que inclusive já passou por um problema nas cordas vocais, está mais em forma do que nunca. Fez uma performance esplendida, surpreendente até.

Depois de perguntar como a platéia estava, anunciou uma música para que todos pudessem recuperar o fôlego. Wait for Sleep, com apenas Jordan Rudess e Labrie sentado, talvez nem precisasse da participação do cantor. Um momento emocionante, que se manteve na melancólica Far from Heaven.

Outcry, cujo instrumental é um show à parte, mostrou o entrosamento da banda. Petrucci agradeceu os aplausos, e Mike encerrou a execução batendo com um martelo no gongo que fica ao lado do seu kit.Rudess fez um solo bastante clássico, que chega a lembrar a obra de Chopin. Labrie voltou ao palco para elogiá-lo, assim como os fãs, que o aclamaram.
Outro clássico, Surrounded foi um dos ápices da noite. O público foi junto com Labrie durante toda a música, e quando ela “engrenou”, o chão tremeu. O vocalista, de forma singela, agradeceu. On the Backs of Angels ficou ainda melhor ao vivo, e em seguida, a dobradinha do controverso disco duplo Six Degrees of Inner Turbulence, War Inside My Head e The Test That Stumped Them All. Neste momento, as luzes do palco piscavam em sintonia com as batidas de Mike e depois com as notas de Rudess. E um Labrie alucinado ia de um lado para outro no palco.
Um pequeno solo new age de Rudess e o dueto com Petrucci anunciaram o solo do guitarrista. John Petrucci é uma referência para os amantes do instrumento, e nos shows do Dream Theater a razão disso é facilmente notável. Para o solo, ele sentou, e após um crescendo, junto com Rudess, Labrie retornou e falou do companheiro, com quem divide o palco há 20 anos. Com palavras profundas, o vocalista anunciou a próxima do set. A execução de The Spirit Carries On é difícil de descrever. Arrepiante, arrancou sorrisos e lágrimas, e foi cantada em uníssono, inclusive o solo de guitarra. É uma música única, que passa angústia e paz ao mesmo tempo. Com os fãs ainda se refazendo do auge da noite, veio Breaking All Illusions, outra boa faixa do novo álbum, com destaque para Petrucci. Ao final, cada membro foi até a frente do palco para agradecer. Todos foram muito aplaudidos e o público gritou o nome da banda com força.

No bis, o primeiro grande sucesso da carreira, Pull me Under, fechou a apresentação com grande estilo, com músicos e fãs dando um último gás. A banda se despediu definitivamente, sob apelos por Metropolis.

O Dream Theater é uma daquelas bandas que consegue sempre satisfazer os fãs com sua performance, mas dificilmente com seus set lists. Com fãs tão ardorosos, sempre há uma ou outra canção em falta, dado o numero de ótimos registros que o grupo tem. Uma grande noite, inesquecível para quem presenciou.

Set list
Dream Is Collapsing (Hans Zimmer)
Bridges in the Sky
These Walls
Build Me Up, Break Me Down
Caught in a Web
This is the Life
Lost Not Forgotten
Mike Mangini solo
A Fortune in Lies
Wait for Sleep
Far from Heaven
Outcry
Jordan Rudess solo
Surrounded
On the Backs of Angels
War Inside My Head
The Test that Stumped Them All
John Petrucci solo
The Spirit Carries On
Breaking All Illusions

Pull Me Under















Autor: Jonas Pilz