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Epica em Porto Alegre no Bar Opinião

Publicado em 04/10/2012

EPICA
Porto Alegre
Bar Opinião
30/09/2012

Por Jonas Pilz
Fotos: Sophia Velho


Hoje com dez anos, o Epica surgiu no boom das bandas de metal melódico, ou sinfônico, com voz feminina no início da década passada. O sucesso e evolução do grupo holandês garantiram que não caísse no ostracismo ou dissolução de muitos outros. E com a bela Simone Simmons à frente, o Epica atraiu um bom público para o Opinião, na noite de domingo de 30 de setembro.

O início das atividades foi dos gaúchos da Sastras. Com atraso de 30 minutos, e um set de mesma duração, a banda de Butiá encontrou um pouco de resistência do público, mas mesmo assim conseguiu animar e cair no gosto daqueles que estavam dispostos a curtir a sonoridade do conjunto. Com a bandeira do Rio Grande do Sul nas mãos, a vocalista Nathy Pfütze valorizou a importância de estar dividindo o mesmo palco com o Epica.

Às 21h45, com a intro Karma, que abre o novo álbum Requiem for the Indifferent, os integrantes da banda principal entraram um por um e emendaram a sequência Monopoly on Truth. Simone Simmons veio por último e foi recepcionada com muito calor e histeria. A faixa pesada e a atitude da banda, que não parou de bangear (e fez isso durante todo o espetáculo), contagiaram todos os presentes. Sensorium, do debut The Phantom Agony, trouxe os fãs que ainda não conheciam muito do material novo. A execução contou com muita interação de palmas do público. Simmons arriscou uma saudação em português, mas não avançou muito mais durante a noite.

A dobradinha do Design Your Universe, Unleashed e Martyr of the Free World teve um show à parte da vocalista, em ótima forma. No entanto, até este momento, o som das guitarras de Mark Jansen e Isaac Delahaye e o microfone de Simmons apresentou alguns problemas. E, embora tenha melhorado gradativamente até o final, deixou um pouco a desejar - ao contrário dos ventiladores que esvoaçavam os cabelos dos músicos, em especial o de Simone.
O tecladista Coen Jansen foi o destaque da grandiosa Serenade of Self-Destruction, além do gutural de Mark. O guitarrista-vocalista, aliás, está cada vez mais à vontade no microfone, ainda que já tenha bastante estrada para tal. A sequência providencial foi o hit Cry for the Moon, com o refrão cantado a plenos pulmões pelos fãs. A performance da banda e do público rendeu aplausos dos dois lados.

Um pequeno solo (pequeno mesmo, de apenas 3 minutos) de bateria do competente Ariën van Weesenbeek e a banda seguiu com Storm the Sorrow. O novo baixista Rob van der Loo, que completa a cozinha, também demonstrou sua técnica em The Obsessive Devotion, a primeira faixa do terceiro disco, The Divine Conspiracy, que também teve Santa Terra.

Antes de Quietus, Simmons falou sobre a importância do Brasil na história do Epica, e uma fã foi convidada para subir no palco. Muito emocionada, bangeou junto com os músicos, que foram muito simpáticos com ela. Para encerrar a primeira parte da apresentação, The Phantom Agony, numa versão disco, teve um belo trabalho nas luzes, de diversas cores.

No bis, Coen fez alguns comentários sobre os outros shows da turnê brasileira, e convocou o público de Porto Alegre a ser mais alto do que o das outras cidades. Ele também fez menção para que as pessoas, ao invés de isqueiros, levantassem os seus celulares na bela Delirium.

Blank Inifinity e Consign to Oblivion fecharam a noite no alto, com 1h45min de show. A banda ainda fez uma foto de trás da bateria, com os membros à frente e os fãs ao fundo. Atendendo aos pedidos por souvenirs, jogaram e entregaram diversas palhetas, baquetas e outros itens.

O Epica ao vivo é um tanto mais pesado do que nos álbuns, e mostrou mais maturidade do que na última turnê. Com uma base de fãs muito apaixonados, está na trilha para galgar passos mais altos na carreira.

Set list Epica
Karma
Monopoly on Truth
Sensorium
Unleashed
Martyr of the Free Word
Serenade of Self-Destruction
Cry for the Moon
Storm the Sorrow
The Obsessive Devotion
Sancta Terra
Quietus
The Phantom Agony

Encore:
Delirium
Blank Infinity
Consign to Oblivion

SASTRAS










EPICA
















Autor: Jonas Pilz