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Evanescence em Porto Alegre no Pepsi on Stage

Publicado em 10/10/2012

EVANESCENCE / THE USED
Porto Alegre
Pepsi on Stage
04/10/2012

Por Jonas Pilz
Fotos: Sophia Velho


O estrondoso sucesso do Evanescence no começo da década passada deixou marcas positivas e negativas no grupo. Revigorada após uma pausa e um novo álbum aclamado pelos fãs e crítica, a banda trouxe a turnê que leva o seu nome para a América do Sul. O primeiro show no Brasil foi no Pepsi on Stage, em Porto Alegre.

Às 20h30min, com 15 minutos de antecedência, o The Used começou o opening act com muita energia. O vocalista Bert McCracken, de costas para os fãs, disparou jatos d’água pela boca. A excelente qualidade do som, já corriqueira no Pepsi, contribuiu muito para o show agitado dos americanos.

A banda abriu o set com Take it Away, Bird and the Worm e Listening, com destaque para o baterista Dan Whitesides. Pulando muito, Bert chamou o público para bater palmas. Put me Out foi a única do último disco, Vulnerable, e Bert apresentou a banda, “The Fucking Used”, fazendo os fãs gritarem “fuck you” inúmeras vezes.

I Caught Fire, Taste of Ink e All That I’ve Got levantaram a plateia, que cantou junto, arrancando sorrisos dos músicos. Bret pediu um circle pit, ou roda punk como, é mais conhecida no Brasil, e dedicou Blood on my Hands ao Evanescence. Antes e depois de Pretty Handsome Awkward  o vocalista voltou a fazer menção à banda principal, perguntando se o público estava ansioso. A box full of sharp objects foi precedida pelo riff de Smells Like Teen Spirit, do Nirvana, e encerrou uma apresentação que deixou todos satisfeitos.  Os músicos, muito carismáticos durante os cinquenta minutos do set, causaram estranheza em alguns por saírem sem se despedir.

Assim que o The Used deixou o palco, os gritos pelo Evanescence começaram. Curioso é que o nome de Amy foi chamado mais vezes do que da própria banda. E com o apagar repentino das luzes, às 21h50min o Evanescence entrou no palco com o novo hit What you Want, do último álbum, que também leva o nome da banda.

Sob um barulho ensurdecedor dos fãs, Amy Lee, voz; Terry Balsamo, guitarra; Troy McLawhorn, guitarra; Tim McCord, baixo e Will Hunt, bateria, emendaram Going Under. A histeria dos presentes chegou a fazer o chão do Pepsi tremer. Amy, que trajava uma saia feita de pequenas bandeiras de diversos países; e levava as do Brasil e da Argentina nos cotovelos, agradeceu o apoio do público antes de The Other Side e Weight of the World. A vocalista, inclusive, cantou a maior parte das músicas de olhos fechados. Para a forte Made of Stone, Amy fez uso dos teclados pela primeira vez, e foi muito ovacionada. Um show à parte nessa música é o efeito de luz, que abre um clarão com as batidas da bateria.
Emendando uma música atrás da outra, a equipe da banda trouxe um piano para a frente do palco. A grande participação do público no início de Lithium abafou a voz de Amy,que agradeceu em português e pediu para que cantassem também My Heart is Broken. Ao final da música, enquanto a plateia gritava Amy, a cantora gritou “Brasil!”, para delírio dos fãs.

Na melancólica Lost in Paradise, Amy deixou alguns trechos apenas para o público, que o fez com primor. No meio da execução, os fãs soltaram balões, a maioria brancos, num momento muito bonito. O piano foi retirado rapidamente para Whisper, acompanhada por palmas e com um belo solo de guitarra.

Amy, que conversou pouco com o público, disse que a banda não estaria ali sem os fãs, e que a próxima música, The Change, era uma de suas favoritas do último álbum. O set seguiu com Oceans e Imaginary, sem pausa. O Evanescence fez um show intenso, com pouco ou nenhum intervalo entre as músicas.

Call Me When You’re Sober mostrou a sintonia entre os fãs e Amy, que anunciou querer fazer algo diferente. Pela primeira vez em sete anos, a banda tocaria a faixa If You Don’t Mind, que acabou ficando de fora do disco The Open Door. Amy disse que não havia lugar melhor para tocá-la do que o Brasil. E para encerrar a primeira parte, Bring me to Life, cantada por todos, e que voltou a fazer a casa tremer. A banda saiu do palco, e não demorou para o público pedir os hits que faltavam: Lacrymosa e My Immortal. Além dos gritos pela vocalista. “Os melhroes fãs do mundo”, nas palavras de Amy, foram brindados com as duas canções. Com ela ao piano, My Immortal foi o ponto alto da noite, com a luz apenas na vocalista, grande participação do público, que em número considerável estava aos prantos. Com as mãos estendidas em direção palco, os fãs cantaram com olhos arregalados e provavelmente o coração na boca.

Muito aplaudidos, os músicos se despediram, após 1h15min de show, e saíram. Uma apresentação curta, mas em muito pelas poucas palavras que dirigiram ao público. De qualquer forma, os gritos e abraços entre os fãs durante a saída não deixaram dúvidas quanto à realização e satisfação pós-show.

Set List The Used

Take it Away
Bird And The Worm
Listening
Put Me Out
I Caugth Fire
Taste Of Ink
All That I've Got
Blood on My Hands
Pretty Handsome Awkward
A Box Full of Sharp Objects

Set List Evanescence

What You Want
Going Under
The Other Side
Weight of the World
Made of Stone
Lithium
My Heart Is Broken
Lost in Paradise
Whisper
The Change
Oceans
Imaginary
Call Me When You're Sober
If You Don't Mind
(Previously Unreleased Song)
Bring Me to Life
Encore:
Lacrymosa
My Immortal