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Flogging Molly em Porto Alegre no Bar Opinião

Publicado em 16/11/2012

FLOGGING MOLLY
Bar Opinião - Porto Alegre/RS
09/11/2012

Por Geison Führ da Silva
Fotos: Kamila Kunrath


O calor, o céu da tardinha porto-alegrense com cara de temporal e o show da lenda ex-Guns, Slash, no mesmo horário. Todos esses motivos podem ter levado várias pessoas para longe do Bar Opinião na noite da última sexta-feira na capital gaúcha. Os que foram? Fãs que deram um show à parte.

Às 19h10, diante de um público ainda pequeno, subiram no palco os dois integrantes da "Brothers of Brazil", os irmãos Suplicy: João e Supla. Com seu tradicional cabelo loiro espetado e trajando um terno amarelo e um kilt verde, Supla animou a crescente plateia com sua habitual energia e irreverência. Tocando uma bateria forte e rápida, e uma guitarra frenética em um estilo que pode ser bem definido pelo nome do primeiro álbum da dupla (PunkaNova), os irmãos aqueceram a galera com canções próprias e reinterpretações de clássicos, como "Garota de Ipanema", "Chove Chuva" e "Imagine".

Entre as composições da banda que animaram o povo estavam "Viva Liberty", "On My Way" e a maluca "homenagem aos fotógrafos abutres" da finada Amy Winehouse: "Paparazzi". Após muito barulho e animação, um solo da guitarra de João e uma bola chutada por seu irmão mais velho para a plateia, contemplada com a execução de um dos primeiros sucessos da carreira de Supla, Garota de Berlim, imediatamente acompanhada em coro. Às 19h50, após Supla derrubar várias peças de sua bateria, chegava ao fim a enérgica apresentação dos irmãos, sob fortes aplausos e gritos de um público que só agora começava a demonstrar sinais de que iria preencher os espaços da casa.

Os vinte minutos seguintes não serviram somente para os ajustes finais dos instrumentos da atração principal da noite, mas também para a integração de muitos fãs que chegavam em cima da hora e davam forma àquela massa exaltada e ansiosa à frente do palco. Supla e João ainda atenderam pedidos para fotos, antes que a movimentação dos preparos terminasse.

Enfim, às 20h10, muito exaltados, os sete integrantes do "Flogging Molly" entraram no palco e iniciaram os trabalhos com "The Likes of You Again", provocando a primeira de muitas "rodas-punk" da noite. Em seguida, o vocalista irlandês, Dave King, cumprimentou brevemente o público em português enquanto o resto da banda emendou "Swagger", mal dando tempo para a plateia respirar. Após "Speed of Darkness", Dave mostrou simpatia, e, segurando um copo contendo um líquido escuro, perguntou: "O que diabos é isso que deram para eu beber?" e "Onde está a minha Guiness?", arrancando risadas e aplausos dos fãs.

A flauta da esposa de Dave, Bridget, em "Life in Tenement Square" causou grande alvoroço, fazendo a maioria do público dançar e pular em seu ritmo. Já em "Whistles the Wind", Dave pediu para o pessoal balançar os braços no alto, o que foi atendido prontamente, seguido pelo coro uníssono dos aficionados, com a letra da baladinha na ponta da língua. Mas, um dos grandes momentos da noite, foi quando Dave apresentou Bob Schmitd, que imediatamente se aproximou da beira do palco com seu banjo e tocou os primeiros acordes do sucesso "Drunken Lullabies", para delírio geral.

Na canção seguinte, "The Power's Out", Dave utilizou um megafone para fazer alguns efeitos e cantar alguns trechos. Em seguida, ganhou a companhia da voz de sua esposa em "A Prayer for Me in Silence", que agitou a galera novamente com um cover de Dylan: "The Times They are A-Changin'".

A loucura não parou em "Black Friday Rule" e na jam de Dave com o guitarrista Dennis, que ainda fez um stage diving. Ao retornar para o palco, o músico ainda arrastou sua guitarra pelo chão durante alguns segundos, sem se importar com as distorções e ruídos.

Com um cachecol nas cores da bandeira da Irlanda em volta do pescoço, Dave agradeceu os fãs e pediu uma grande salva de palmas pela noite incrível. Com as luzes diminuídas, a plateia foi brindada com "Rebels of the Sacred Heart", "Devil's Dance Floor" e embalada com "If I Ever Leave this World Alive". A energia entre banda e público era enome, e o "estrago" final foi feito nos acordes de "What's Left of the Flag" e "Seven Deadly Sins".

Sob gritos enlouquecidos, o grupo se retirou do palco, retornando para o ato final daquele momento em que todos eram meio brasileiros, meio irlandeses. "The Worst Day Since Yesterday" abriu o encore, seguida pelo violino e bandolim frenéticos de "Salty Dog", deixando a plateia em frenesi. A balada "Float", a exemplo das outras, foi cantada como um hino pelos extasiados homens e mulheres que ajudaram a deixar a noite ainda mais incrível.

Muito mais do que cantar e dançar em ritmos irlandeses, os fãs que compareceram no Bar Opinião deram um show de paixão e energia que certamente ainda está passando pela cabeça de cada um deles. O Flogging Molly demonstrou grande talento, vontade e simpatia, principalmente na figura de seu frontman, cativando seu público do início ao fim.

Setlist:
The Likes of You Again
Swagger
Speed of Darkness
Revolution
Life In Tenement Square
Whistles the Wind
Saints & Sinners
Drunken Lullabies
Requiem for a Dying Song
The Power's Out
A Prayer for Me in Silence
The Times They are A-Changin' (Bob Dylan cover)
Black Friday Rule
Oliver Boy (All of Our Boys)
Rebels of the Sacred Heart
Devil's Dance Floor
If I Ever Leave this World Alive
What's Left of the Flag
Seven Deadly Sins

Encore:
The Worst Day Since Yesterday
Salty Dog
Float























Autor: Kamila Kunrath