{"version":"1.0","provider_name":"Agenda Metal","provider_url":"https:\/\/agendametal.com.br\/novo","author_name":"agenda","author_url":"https:\/\/agendametal.com.br\/novo\/author\/agenda\/","title":"Cavalera Conspiracy: confira entrevista com Iggor Cavalera - Agenda Metal","type":"rich","width":600,"height":338,"html":"<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"ORTzXAps1b\"><a href=\"https:\/\/agendametal.com.br\/novo\/cavalera-conspiracy-confira-entrevista-com-iggor-cavalera\/\">Cavalera Conspiracy: confira entrevista com Iggor Cavalera<\/a><\/blockquote><iframe sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" src=\"https:\/\/agendametal.com.br\/novo\/cavalera-conspiracy-confira-entrevista-com-iggor-cavalera\/embed\/#?secret=ORTzXAps1b\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;Cavalera Conspiracy: confira entrevista com Iggor Cavalera&#8221; &#8212; Agenda Metal\" data-secret=\"ORTzXAps1b\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" class=\"wp-embedded-content\"><\/iframe><script>\n\/*! This file is auto-generated *\/\n!function(d,l){\"use strict\";l.querySelector&&d.addEventListener&&\"undefined\"!=typeof URL&&(d.wp=d.wp||{},d.wp.receiveEmbedMessage||(d.wp.receiveEmbedMessage=function(e){var t=e.data;if((t||t.secret||t.message||t.value)&&!\/[^a-zA-Z0-9]\/.test(t.secret)){for(var s,r,n,a=l.querySelectorAll('iframe[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),o=l.querySelectorAll('blockquote[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),c=new RegExp(\"^https?:$\",\"i\"),i=0;i<o.length;i++)o[i].style.display=\"none\";for(i=0;i<a.length;i++)s=a[i],e.source===s.contentWindow&&(s.removeAttribute(\"style\"),\"height\"===t.message?(1e3<(r=parseInt(t.value,10))?r=1e3:~~r<200&&(r=200),s.height=r):\"link\"===t.message&&(r=new URL(s.getAttribute(\"src\")),n=new URL(t.value),c.test(n.protocol))&&n.host===r.host&&l.activeElement===s&&(d.top.location.href=t.value))}},d.addEventListener(\"message\",d.wp.receiveEmbedMessage,!1),l.addEventListener(\"DOMContentLoaded\",function(){for(var e,t,s=l.querySelectorAll(\"iframe.wp-embedded-content\"),r=0;r<s.length;r++)(t=(e=s[r]).getAttribute(\"data-secret\"))||(t=Math.random().toString(36).substring(2,12),e.src+=\"#?secret=\"+t,e.setAttribute(\"data-secret\",t)),e.contentWindow.postMessage({message:\"ready\",secret:t},\"*\")},!1)))}(window,document);\n\/\/# sourceURL=https:\/\/agendametal.com.br\/novo\/wp-includes\/js\/wp-embed.min.js\n<\/script>\n","thumbnail_url":"https:\/\/agendametal.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/iggor_cavalera-1.jpg","thumbnail_width":310,"thumbnail_height":205,"description":"Iggor Cavalera provocou estranheza quando, ao sair do Sepultura, em 2006, resolveu investir na m\u00fasica eletr\u00f4nica com o Mixhell \u2013 projeto que divide com a mulher, Laima Leyton. O baterista deu de ombros aos xiitas. Afinal, a iniciativa era s\u00f3 a materializa\u00e7\u00e3o dos anseios art\u00edsticos e do gosto ecl\u00e9tico respons\u00e1vel por moldar o estilo pr\u00f3prio de tocar que desenvolveu ao longo da carreira. Mas, o regozijo de seus detratores durou pouco. No mesmo ano em que deixou o grupo de metal brasileiro mais famoso do mundo, o mineiro, hoje com 43 anos, retomou os la\u00e7os com o irm\u00e3o, com quem n\u00e3o mantinha contato direto havia uma d\u00e9cada. O reencontro de Iggor &amp; Max Cavalera \u2013 n\u00facleo criador do Sepultura \u2013 foi carregado de emo\u00e7\u00f5es. E de m\u00fasica, claro. A partir dali, o peso do clima que se abatia sobre a dupla migrou para a nova empreitada musical criada por eles: o Cavalera Conspiracy. Resgatando as influ\u00eancias mais pesadas do antigo conjunto, o CC mostrou que a qu\u00edmica entre os dois continuava explosiva. Foi a oportunidade perfeita para o baterista fazer quem o acusava de n\u00e3o ser \u2018trOO\u2019 o suficiente morder a l\u00edngua. Prestes a lan\u00e7ar o terceiro disco, batizado de Pandemoniun, o Cavalera Conspiracy est\u00e1 com nova turn\u00ea marcada pelo Brasil, para setembro. Em Porto Alegre, a apresenta\u00e7\u00e3o rolar\u00e1 dia 14, no Opini\u00e3o (Rua Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio, 834). Aproveitamos o ensejo para bater um papo com Iggor, por telefone, direto de Londres. Na conversa, ele fala sobre a turn\u00ea vindoura, o trampo in\u00e9dito do CC, futebol e outros assuntos. Por Homero Pivotto Jr. \u2013 Abstratti Produtora O show com o Cavalera Conspiracy marca a volta da dupla Iggor &amp; Max ao Rio Grande do Sul ap\u00f3s 20 anos. A \u00faltima vez que estiveram juntos no Estado foi em 1994, na hist\u00f3rica apresenta\u00e7\u00e3o ao lado do Ramones e do Raimundos, no Gigantinho, em Porto Alegre. O que lembra daquela ocasi\u00e3o? Iggor Cavalera \u2013 P\u00f4, mano, lembro que foi legal pra caramba. A gente estava fazendo a tour inteira com o Ramones e uma das cidades onde a recep\u00e7\u00e3o rolou mais forte, do Brasil inteiro, acabou sendo a\u00ed. Os caras do Ramones vieram falar com a gente: \u201cPorto Alegre \u00e9 um dos lugares onde voc\u00eas t\u00eam os f\u00e3s mais loucos!\u201d. Engra\u00e7ado que, pelo lado do Ramones, era um dos locais onde eles tinham mais admiradores tamb\u00e9m. Foi quebradeira total, legal pra caramba. Uma das turn\u00eas mais divertidas que a gente fez. Assim como o Ramones, voc\u00eas dividiram o palco e estreitaram la\u00e7os com outros artistas dos quais s\u00e3o abertamente f\u00e3s, como Black Sabbath, Motorhead, Slayer\u00e2\u20ac\u00a6 Na \u00e9poca em que o Sepultura come\u00e7ou, que voc\u00eas passavam perrengues l\u00e1 em Belo Horizonte, imaginavam que isso aconteceria? Iggor Cavalera \u2013 O mais interessante \u00e9 que a gente n\u00e3o tinha nenhum plano de fazer isso. Aconteceu por conta de v\u00e1rios fatores: trabalhamos pra caramba, fizemos v\u00e1rias coisas pra chegar aonde chegamos. Muita gente acha que o Sepultura come\u00e7ou depois do segundo Rock in Rio, na \u00e9poca do Arise. Pessoal n\u00e3o sabe que tinha hist\u00f3ria por tr\u00e1s, que a gente fez muito show desde o comecinho, l\u00e1 em 1984, at\u00e9 chegar no que virou ali pelos anos 1990. Ent\u00e3o, acho que isso \u00e9 legal. E tamb\u00e9m o lance de n\u00e3o ter um plano. Hoje, eu vejo moleque come\u00e7ar uma banda j\u00e1 com business plan: tem que fazer n\u00e3o-sei-o-que no Facebook, no twitter, tem que ter follower\u00e2\u20ac\u00a6 N\u00e3o era nada disso! A gente fazia o som \u2013 e l\u00f3gico que a gente gostava pra caralho da parte de tocar \u2013 e, a\u00ed, um monte de gente ia curtindo cada vez mais, at\u00e9 chegar aonde chegou. Por\u00e9m, n\u00e3o tinha essa vis\u00e3o de business, nem a pau. E como foi passar de f\u00e3 a \u00eddolo de muita gente? Iggor Cavalera \u2013 \u00c9 muito louco, n\u00e9, mano! Pensa que um dia voc\u00ea est\u00e1 ali, ouvindo um vinil do Mot\u00f6rhead, e no outro est\u00e1 dividindo o palco com os caras. \u00c9 bem louco! E, al\u00e9m disso, voc\u00ea est\u00e1 ali batalhando junto com esses artistas. Isso era o mais legal de tudo. N\u00e3o era aquela coisa de \u201cabrir o show de n\u00e3o-sei-quem\u201d. A gente estava ali correndo atr\u00e1s junto com todo mundo. Isso era legal: ver que todos estavam na mesma batalha de fazer um som. \u00c9 muito bacana dar uma olhada no passado e ver o que a gente passou. Voc\u00ea come\u00e7ou a ter interesse por bateria indo aos jogos do Palmeiras e interagindo com as batucadas feitas pela torcida com instrumentos de percuss\u00e3o, certo? Acredita que ritmo \u00e9, antes de t\u00e9cnica, algo mais intuitivo, que nasce com a pessoa? Iggor Cavalera \u2013 Putz, eu acho que os dois. Um n\u00e3o anda sem o outro. \u00c9 l\u00f3gico que, quanto mais voc\u00ea treina, mais vai ficar com t\u00e9cnica apurada. Mas, n\u00e3o adianta s\u00f3 ter a t\u00e9cnica. Eu acho que o feeling \u00e9 muito importante. Um batera que nem o John Bonhan at\u00e9 hoje \u00e9 citado mais pelo feeling do que pela t\u00e9cnica. Creio que, tudo que eu passei desde molequinho, indo no est\u00e1dio, vendo os caras tocar, me influenciou para o estilo pr\u00f3prio de tocar que acabei criando. Acho que isso vem um pouco de n\u00e3o querer a t\u00e9cnica perfeita, mas buscar algo que fosse do caralho pra banda, pra gente crescer juntos como m\u00fasico. Isso \u00e9 o mais legal de passar pra molecada nova. \u00c0s vezes, o cara fica muito bitolado em ser o mais r\u00e1pido, tocar melhor que os outros, e n\u00e3o consegue tocar uma m\u00fasica direito com outros caras. Fica travado na hora de criar, pois acha que tudo j\u00e1 foi feito. \u00c9 bom ter um pouco de cuidado nesse lado. Em qual momento da carreira voc\u00ea percebeu que tinha desenvolvido um estilo pr\u00f3prio? Iggor Cavalera \u2013 \u00c9 muito louco! Al\u00e9m de ter essa hist\u00f3ria de voc\u00ea estar buscando um jeito de tocar, a gente sofria muito com a sonoridade. Os primeiros discos do Sepultura a gente sabia que estavam bons pra caramba, mas n\u00e3o tinha o som que"}