{"id":18427,"date":"2008-07-03T14:12:49","date_gmt":"2008-07-03T17:12:49","guid":{"rendered":"https:\/\/agendametal.com.br\/?p=18427"},"modified":"2008-07-03T14:12:49","modified_gmt":"2008-07-03T17:12:49","slug":"maquinaria-rock-fest","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agendametal.com.br\/novo\/maquinaria-rock-fest\/","title":{"rendered":"Maquinaria Rock Fest"},"content":{"rendered":"<p><strong>MAQUINARIA ROCK FEST (1.\u00ba dia): Biohazard, Suicidal Tendencies, Misfits, Sepultura, Ratos de Por\u00e3o, Matanza, etc.<br \/>\n17\/05\/2008 &#8211; Espa\u00e7o das Am\u00e9ricas &#8211; S\u00e3o Paulo\/SP<\/strong><\/p>\n<p>Alguns instantes antes de picar a mula rumo ao festival, fiquei tentando puxar pela mem\u00f3ria quando havia sido a \u00faltima vez que freq\u00fcentei uma dessas brutais maratonas de shows consecutivos de rock, semelhante a qual estava prestes a encarar pela frente mais uma vez. Me lembrei de algumas, como por exemplo, edi\u00e7\u00f5es dos velhos festivais \u201cSP Punk\u00e2\u20ac? e \u201cNational Garage\u00e2\u20ac?, do \u201cA Um Passo Do Fim Do Mundo\u00e2\u20ac?, entre outros. Em suma: se voc\u00ea n\u00e3o estiver ali a of\u00edcio, s\u00f3 sendo um extremo amante de rock para rigorosamente assistir \u00e0 todas as dezenas de bandas tocarem, ag\u00fcentar firme e forte aos v\u00e1rios kilowatts de som na sua orelha por, no m\u00ednimo, mais de 10 horas consecutivas, al\u00e9m de ficar de p\u00e9 por horas, sem comer e beber direito, e por a\u00ed vai. Na boa, isso n\u00e3o \u00e9 pra qualquer um. Ainda mais, quando voc\u00ea vem de outra cidade, tendo que encarar mais algumas horas de bus\u00e3o e metr\u00f4 pra chegar ao local do evento, como no meu caso. \u00c9&#8230; vida de prolet\u00e1rio, maloqueiro e amante de um bom e velho roque paul\u00eara n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Mas, o que n\u00e3o fazemos para ver, ao vivo e em cores, algumas das nossas mais prediletas bandas, n\u00e9? Sobretudo algumas que voc\u00ea aguarda h\u00e1 anos para ver. Tudo acaba virando fichinha.<br \/>\nPor exemplo, at\u00e9 a v\u00e9spera do evento eu j\u00e1 estava puto e conformado em perder o festival, e eis que, ap\u00f3s driblar uma s\u00e9rie de imprevistos e contar com a fundamental ajuda de amigos, alcancei a d\u00e1diva e descolei credencial e locomo\u00e7\u00e3o ao evento (eterno obrigado, D\u00e9a e Ney!). O mais legal, que ap\u00f3s tanto esfor\u00e7o, quase botei tudo a perder: cheguei cedo ao Espa\u00e7o das Am\u00e9ricas, umas 15h, e n\u00e3o havia come\u00e7ado nenhum show ainda, sendo que o in\u00edcio dos shows estavam previstos para as 14h. Com isso, fui com amigos fazer um aquecimento \u00e1lcoolico num buteco pr\u00f3ximo dali, cerveja vai, cerveja vem, eis que perco a no\u00e7\u00e3o do hor\u00e1rio e j\u00e1 eram quase 17h, hora limite para a entrada da imprensa! Sa\u00ed correndo em disparada ao pico, com o verdadeiro cu na m\u00e3o de n\u00e3o poder mais entrar, e simplesmente perder o festival inteiro. Seria muito azar, vixi, n\u00e3o quero nem pensar nisso, ia ser a vacilada do s\u00e9culo. Enfim, acabou dando tudo certo, n\u00e3o havia fila alguma para entrar, e n\u00e3o levei nem dois minutos para adentrar o Espa\u00e7o das Am\u00e9ricas. Pronto, fudeu tudo, que venha a maratona!<\/p>\n<p>Mal entro no gigantesco galp\u00e3o, tenho minha vis\u00e3o ofuscada pelo baita sistema de jogo de luzes, coisa de cinema, nunca vi algo igual. Para o show de algumas bandas esse jogo de luzes deu todo um clima especial ao show; para outras nem foi utilizado; e para outras erraram feio na dose, utilizado de uma forma pra l\u00e1 de excessiva, causando consider\u00e1vel desconforto e irrita\u00e7\u00e3o aos olhos. E assim, aos poucos fui fazendo o reconhecimento do lugar, prestando aten\u00e7\u00e3o em cada milimetro da mega estrutura que foi montada para suportar o evento\u00a0<strong>Maquinaria Rock Fest<\/strong>, uma esp\u00e9cie de edi\u00e7\u00e3o nacional do famoso festival espanhol &#8220;Vega Rock&#8221;. S\u00f3 digo uma coisa: estrutura monstrual. Al\u00e9m da citada ilumina\u00e7\u00e3o, haviam os dois super palcos, um ao lado do outro, com direito a trilhos para a r\u00e1pida troca de toda a estrutura de bateria, desta forma n\u00e3o perdia-se tempo em desmontar e montar as baterias dos artistas, a bateria j\u00e1 era montada fora do palco e trazida num stage m\u00f3vel. Os shows aconteceram alternadamente e consecutivamente nestes dois palcos, um show ap\u00f3s o outro, no m\u00e1ximo cinco minutos ap\u00f3s o t\u00e9rmino de uma apresenta\u00e7\u00e3o &#8211; algumas vezes nem isso &#8211; j\u00e1 iniciava-se a pr\u00f3xima. As principais atra\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais tocavam no palco principal, chamado Palco 1, com dura\u00e7\u00e3o de 45 minutos a 1 hora em m\u00e9dia; e as demais atra\u00e7\u00f5es nacionais tocavam no palco ao lado, o Palco 2, com dura\u00e7\u00e3o de 30 minutos. Outra coisa que foi not\u00f3ria, foi o investimento pesado no equipamento de som. Animal. De qualquer metro quadrado daquele imenso lugar ouvia-se tranquilamente as bandas tocarem, coisa que n\u00e3o ocorreu no ano passado quando fui assistir Buzzcocks e Less Than Jake neste mesmo Espa\u00e7o das Am\u00e9ricas, ocasi\u00e3o em que a aparelhagem e distribui\u00e7\u00e3o do som no ambiente n\u00e3o estavam num bom dia. Sim, de todos os 13 shows que vi, houveram os em que o som estava espetacular e outros em que o som estava p\u00edfio. Na boa, os shows dessa noite que n\u00e3o sairam legais em termos de som, ouso citar que foi por culpa apenas da respectiva equipe t\u00e9cnica da banda, e da banda em si, que n\u00e3o souberam fazer ajustes e passagens de som decente.<br \/>\nOutro lance legal do evento, foram os tel\u00f5es instalados ao alto do galp\u00e3o, nos quais eram exibidos os shows, estilo transmiss\u00e3o de tv, v\u00e1rias c\u00e2meras no palco filmando, assim, era poss\u00edvel ver nos m\u00ednimos detalhes guitarrista ciclano solando ou vocalista fulano berrando (e babando), por exemplo. Super destaque tamb\u00e9m para os pain\u00e9is eletr\u00f4nicos instalados ao fundo dos palcos (no underground, o famoso &#8216;pano\/bandeira de fundo&#8217;), nos quais eram sempre exibidos o logotipo e nome da bandas &#8211; em meio a anima\u00e7\u00f5es em computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica &#8211; que estavam tocando naquele instante, evitando assim que um perdido de plant\u00e3o chegasse do seu lado e te perguntasse &#8220;que banda \u00e9 essa que t\u00e1 tocando?&#8221;. Grande sacada. Em contrapartida, a pergunta &#8220;qual banda vai ser a pr\u00f3xima a tocar?&#8221; era a que mais se ouvia naquele lugar. Tudo porque a ordem das bandas foi uma bagun\u00e7a s\u00f3 e n\u00e3o seguiu a ordem divulgada na m\u00eddia e no site do evento. Teve gente que deixou pra chegar mais tarde, para ver s\u00f3 as atra\u00e7\u00f5es maiores \/ gringas, e caiu do cavalo. Quem foi por essa \u00f3tica certamente acabou perdendo pelo menos o Misfits por exemplo, que iniciou seu show \u00e0s 19h30 da noite. Eu, no caso, de todos os quinze shows acabei perdendo apenas os dois primeiros de abertura, das bandas\u00a0<strong>Sun Turns Black<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>Child Of Flames<\/strong>.<br \/>\nSem falar que, uma certa hora em fui ao banheiro, ouvi um integrante de uma banda (que n\u00e3o vou citar) reclamando que o hor\u00e1rio e ordem das bandas se apresentarem estavam sendo trocadas de \u00faltima hora por diversas vezes.<\/p><div id=\"suzan-3660458921\" class=\"suzan-no-meio-do-artigo-3 suzan-entity-placement\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: center;\"><div class=\"suzan-adlabel\">An\u00fancios<\/div><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-9371512119858190\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-9371512119858190\" \ndata-ad-slot=\"9995341371\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<p>Bem, vamos aos shows ent\u00e3o. Em meio a essa an\u00e1lise inicial que eu fazia, aparece o logotip\u00e3o do\u00a0<strong>Korzus<\/strong>\u00a0escrito no supracitado painel, e assim, \u00e0s 17h em ponto a banda come\u00e7ava a profanar o seu mal\u00e9fico thrash metal no palco principal. E a veterana banda paulistana n\u00e3o fez feio, em \u00f3tima fase fez um baita show, recheado por sons de diversas fases do grupo como a fodassa &#8220;Wall Of Death&#8221;, e com direito a uma bem executada cover de &#8220;Raining Blood&#8221;, do lend\u00e1rio\u00a0<strong>Slayer<\/strong>, encerrando em grande estilo a meia-hora de um show que foi dedicado em mem\u00f3ria \u00e0 Wander Taffo, um dos mestres da guitarra no Brasil, que j\u00e1 havia tocado na banda, e veio a falecer poucos dias antes do evento. R.I.P.<\/p>\n<p>Aproximadamente 5 minutos depois, os paulistanos do\u00a0<strong>Threat<\/strong>\u00a0j\u00e1 iniciavam sua apresenta\u00e7\u00e3o no palco 2, cheios de energia e vontade. Eles fazem um metal com uma pegada mais pop, e acrescida a isso umas pitadas de thrash, tudo muito semelhante ao que o\u00a0<strong>Metallica<\/strong>\u00a0faz, tanto sonoridade como se portam no palco, e at\u00e9 mesmo a forma\u00e7\u00e3o da banda \u00e9 tamb\u00e9m um quarteto id\u00eantico \u00e0 banda norte-americana citada. N\u00e3o sou muito f\u00e3 de m\u00fasicas longas demais, o que ocorre na maioria das m\u00fasicas do\u00a0<strong>Threat<\/strong>, ent\u00e3o acaba que ficou sendo um show meio cansativo, uma performance de meia-hora com sensa\u00e7\u00e3o de tr\u00eas horas. Um bom show tecnicamente falando, por\u00e9m a banda n\u00e3o me despertou nada de mais.<\/p>\n<p>Pra levantar o meu \u00e2nimo abaixado pela banda anterior, nada melhor do que um show do cl\u00e1ssico\u00a0<strong>Ratos de Por\u00e3o<\/strong>. Fazia nada mais nada menos do que cinco anos que eu n\u00e3o via uma performance dos caras. Na \u00faltima vez que presenciei eu ainda morava em Curitiba, o Gordo era gordo e ia passar pela cirurgia de redu\u00e7\u00e3o de est\u00f4mago se n\u00e3o me engano, e o Juninho tava fazendo seus primeiros shows nas quatro cordas da banda. De fato, faz tempo. Matei as saudades em grande estilo, uma puta banda, com uma puta aparelhagem a favor, ent\u00e3o n\u00e3o deu outra, fizeram um puta show, entre os melhores da noite. Os 40 minutos do show foram suficientes para tocarem um set que passeou rapidamente por todas as \u00e9pocas da carreira, tocando &#8220;Realidades da Guerra&#8221;, &#8220;Sofrer&#8221;, &#8220;Descance em Paz&#8221;, etc., satisfazendo assim aos headbangers, thrashers e hardcorers presentes. O\u00a0<strong>R.D.P.<\/strong>\u00a0estava h\u00e1 mais de meio ano sem tocar, ent\u00e3o faltou o g\u00e1s ao Gordo em alguns momentos, mas nada que tenha comprometido. Destaque para a matadora seq\u00fc\u00eancia uma ap\u00f3s a outra de &#8220;Aids, Pop, Repress\u00e3o&#8221;, &#8220;Beber At\u00e9 Morrer&#8221; e &#8220;Crocodila&#8221;. Show fuderoso e na medida!<\/p>\n<p>Voltando ao palco 2, o\u00a0<strong>Motorocker<\/strong>\u00a0iniciava aquela que seria a apresenta\u00e7\u00e3o mais conturbada da noite. Notadamente um &#8220;peixe fora do aqu\u00e1rio&#8221;, a banda, que toca um hard rock blueszer\u00e3o, fez de tudo e mais um pouco para atrair a aten\u00e7\u00e3o da plat\u00e9ia (com direito a ex\u00f3tica cover, com viola e tudo, de Ti\u00e3o Carreiro), mas n\u00e3o teve jeito. A passagem de som do\u00a0<strong>Misfits<\/strong>\u00a0no palco principal estava muito mais concorrida do que o show da banda curitibana. E sob esse panorama, o\u00a0<strong>Motorocker<\/strong>, parecendo um\u00a0<strong>AC\/DC<\/strong>\u00a0vers\u00e3o nacional caipiresca, deu o sangue no palco, enquanto Jerry Only afinava seu monstruoso baixo no outro palco, e com isso, j\u00e1 ouvia-se os primeiros gritos de &#8220;<strong>Misfits! Misfits! Misfits!<\/strong>&#8221; nos intervalos entre as m\u00fasicas do show do\u00a0<strong>Motorocker<\/strong>. Ali\u00e1s, este foi um dos fatos mais lament\u00e1veis e deprimentes da noite. Como f\u00e3 de\u00a0<strong>Misfits<\/strong>\u00a0que sou, engrossei o coro berrando o nome da banda pois j\u00e1 estava ansioso pelo inicio, e com isso ficou aquela sensa\u00e7\u00e3o de &#8220;intermin\u00e1vel show&#8221; da banda curitibana, que apesar de nervosa em palco, n\u00e3o era uma banda ruim n\u00e3o, apenas n\u00e3o era apropriada para o evento. Mas, se for para analisar friamente e com a raz\u00e3o, houve um grande erro da organiza\u00e7\u00e3o em deixar a banda\u00a0<strong>Misfits<\/strong>\u00a0permanecer no palco ap\u00f3s sua passagem de som. Eles estavam de instrumentos empunhados, prontos pra come\u00e7ar o show, incitando e interagindo com a multid\u00e3o, tudo isso bem antes da hora prevista para iniciar seu show, pois n\u00e3o havia esgotado ainda o tempo da banda\u00a0<strong>Motorocker<\/strong>\u00a0tocar. Com isso criou-se aquela puta saia justa, esmagadora maioria em frente ao palco do\u00a0<strong>Misfits<\/strong>\u00a0afoita pelo inicio do show, enquanto no outro palco estava uma banda tocando pra quase ningu\u00e9m e puta da vida com o fato. Al\u00e9m disso, o\u00a0<strong>Misfits<\/strong>\u00a0fez sua passagem de som com o volume alto, pouco se lixando que tinha banda tocando no outro palco, sem falar no fato (engra\u00e7ado por\u00e9m escroto) do Jerry Only dos\u00a0<strong>Misfits<\/strong>\u00a0dando &#8216;tchauzinho&#8217; para a banda\u00a0<strong>Motorocker<\/strong>, e falando algo no microfone do tipo &#8220;acabem o seu show, n\u00f3s queremos come\u00e7ar&#8221;. Prato cheio para os f\u00e3s da banda estadunidense, que foram \u00e0 loucura, mas na boa, achei um tremendo desrespeito tudo o que rolou, s\u00e3o coisas que poderiam ser facilmente evitadas&#8230;<\/p>\n<p>N\u00e3o deu 1 minuto ap\u00f3s o t\u00e9rmino do show, eis que o\u00a0<strong>Misfits<\/strong>\u00a0sai do palco, h\u00e1 um apag\u00e3o geral de luzes do local, e soltam um som de background pra l\u00e1 de f\u00fanebre: estava iniciando ali o show de horror do lend\u00e1rio\u00a0<strong>Misfits<\/strong>. Ap\u00f3s sentir arrepios com aquele clima, na hora identifiquei que se tratava de um tema sonoro de algum cl\u00e1ssico filme de terror, por\u00e9m n\u00e3o estava com a certeza de qual filme era. Nesse momento, enquanto o tema continuava tocando &#8211; ficou por cerca de uns 2 minutos &#8211; e a banda voltava ao palco para enfim iniciar o seu show, nomes de v\u00e1rios filmes me vieram \u00e0 cabe\u00e7a, at\u00e9 que, conversando rapidamente com um amigo, chegamos \u00e0 conclus\u00e3o de que era o tema do filme &#8220;Halloween&#8221;. E adivinha com qual m\u00fasica o\u00a0<strong>Misfits<\/strong>\u00a0deu in\u00edcio \u00e0 sua apresenta\u00e7\u00e3o? Essa mesmo que leva o nome do filme, mais \u00f3bvio imposs\u00edvel, d\u00e1-lhe dia das bruxas no talo! Era apenas o in\u00edcio de um fuderoso show, rechead\u00edssimo pelos maiores cl\u00e1ssicos do grupo, pra qualquer f\u00e3 n\u00e3o botar defeito, levando aos prantos e gritos pra l\u00e1 de hist\u00e9ricos centenas de f\u00e3s femininas da banda, muitas delas certamente vendo pela primeira vez sua banda preferida ali em palco. Para mim, que os vejo em a\u00e7\u00e3o pela terceira vez, n\u00e3o me surpreendi muito com o show, apesar de um show diferente (e com membros diferentes) das outras vezes que vi, foi bem dentro do que eu esperava, nada de surpresas. Em cerca de 45 minutos executaram in\u00fameros hits &#8211; em sua maioria da fase Danzig &#8211; todos cantados em un\u00edssono coro pelo p\u00fablico presente, como &#8220;Astro Zombies&#8221;, &#8220;I Turned Into A Martian&#8221;, &#8220;Attitude&#8221;, &#8220;Rat Fink&#8221;, &#8220;Hybrid Moments&#8221;, &#8220;Helena&#8221;, &#8220;Die, Die, My Darling&#8221;, &#8220;Last Caress&#8221;, &#8220;Skulls&#8221;, &#8220;We Are 138&#8221;, entre v\u00e1rios outros, com destaque para a dobradinha da fase Graves &#8220;American Psycho&#8221; (com direito \u00e0quela pavorosa introdu\u00e7\u00e3o) e &#8220;Dig Up Her Bones&#8221;. Para quem n\u00e3o sabe, al\u00e9m do original misfit Jerry Only no baixo\/vocal, completam a banda Dez Cadena na guitarra e Robo na bateria, ambo ex-membros do Black Flag. Com isso, executaram uma \u00f3bvia cover do Black Flag, para &#8220;Thirsty and Miserable&#8221;, que foi o que me surpreendeu no show, por n\u00e3o ter sido a manjada &#8220;Rise Above&#8221;, tocada exaustivamente em shows ao redor do mundo, incluindo no show anterior do\u00a0<strong>Misfits<\/strong>\u00a0no Brasil, em 2003, \u00e9poca em que Marky Ramone empunhava as baquetas. Enfim, apesar do som ter soado um pouco embolado em muitos momentos, os Misfits fizeram um show perfeito, sem erros e certamente inesquec\u00edvel para maioria presente. Multid\u00e3o alegre, contente e saltitante era o que se via ao t\u00e9rmino do show. Sou da opini\u00e3o de que esse\u00a0<strong>Misfits<\/strong>\u00a0de hoje \u00e9 apenas uma caricatura do que existiu um dia. Mas, mesmo n\u00e3o sendo nem sombra do que a banda foi no passado e atualmente ser apenas um Mi$fit$ ca\u00e7a-n\u00edqueis, n\u00e3o h\u00e1 como negar que ao vivo s\u00e3o competentes no que fazem e sabem como poucos executar a arte do business-entertainment.\u00a0<strong>Misfits<\/strong>\u00a0\u00e9 uma entidade do punk rock, \u00e9 mais do que uma banda, \u00e9 uma marca forte, e sempre onde estiver vai arrastar multid\u00f5es.<\/p>\n<p>Na seq\u00fc\u00eancia era a vez dos paulistas do\u00a0<strong>Embrioma<\/strong>\u00a0n\u00e3o deixarem pedra sobre pedra no outro palco. Confesso que n\u00e3o conhe\u00e7o direito a banda e n\u00e3o prestei muita aten\u00e7\u00e3o no show deles, pois ap\u00f3s o\u00a0<strong>Misfits<\/strong>\u00a0o cansa\u00e7o j\u00e1 come\u00e7ava a dar os seus primeiros sinais, e utilizei esta meia-hora do show da banda para ir at\u00e9 ao superlotado banheiro, no qual devo ter perdido ao menos uns 15 minutos na fila, e depois dei uma repousada no imundo ch\u00e3o. O m\u00ednimo que prestei aten\u00e7\u00e3o, achei interessante a pegada da banda, um lance meio metal com rock industrial, com um vocalista pra l\u00e1 de furioso, teclados e sintetizadores maluc\u00f5es e uma bateria destruidora, e pelo que vi, o p\u00fablico parece ter gostado bastante do conjunto e aparentavam possuir uma boa legi\u00e3o de f\u00e3s e seguidores.<\/p>\n<p>Mal termina o show do\u00a0<strong>Embriona<\/strong>, um novo apag\u00e3o geral no Espa\u00e7o das Am\u00e9ricas, e come\u00e7ava ali talvez o show mais esperados da noite pela na\u00e7\u00e3o headbanger: berros e mais berros clamando &#8220;<strong>Sepultura! Sepultura! Sepultura!<\/strong>&#8220;, j\u00e1 tradicional nos shows da banda. Em meio \u00e0 escurid\u00e3o, o painel ao fundo ia mostrando um a um os nomes e fotos de cada um dos integrantes do grup<br \/>\no mais cabeludo dos seres do universo e fiquei balan\u00e7ando minha cabe\u00e7a que nem um headbanger e berrando junto com cl\u00e1ssicos como &#8220;Refuse \/ Resist&#8221;, &#8220;Arise&#8221;, &#8220;Roots Bloody Roots&#8221;, &#8220;Territory&#8221; e &#8220;Orgasmatron&#8221;. Show monstruoso, e a banda mostrou com esse show que ainda possui garra, autoridade e plena capacidade de tocar em frente a carreira por muito mais anos, por mais que muitos a de\u00eam como acabada h\u00e1 tempos.<\/p>\n<p>Fazendo jus ao car\u00e1ter heavy metal primordial do festival, eis que os noruegueses do\u00a0<strong>Tristania<\/strong>\u00a0deram prosseguimento a festa. A banda faz um som na linha do chamado metal g\u00f3tico \/ metal \u00f3pera, sonoridade da qual devo confessar, acho insuport\u00e1vel. Assisti cerca dos tr\u00eas primeiros minutos da apresenta\u00e7\u00e3o, ou seja, nem a primeira m\u00fasica inteira, e as duas \u00fanicas coisas que ficaram na minha mente de lembran\u00e7a da banda foram: a bela vocalista Mary &#8211; uma daquelas t\u00edpicas morenas bel\u00edssimas; e o horroroso guitarrista que era a cara do Beetlejuice fazendo uns vocais guturais bizonhos. Pude perceber que a banda tem um consider\u00e1vel contingente de f\u00e3s que fielmente assistiram e vibraram com o concerto. Enfim, a banda fez sua parte, um show seguro, tranquilo, que para mim passou despercebido. Aproveitei os 50 minutos de show deles para tirar aquela pestana salvadora, completamente deitado no ch\u00e3o do lugar, recuperando as energias do show do\u00a0<strong>Sepultura<\/strong>, pois dali a instantes estava pra come\u00e7ar aquela que era a performance mais esperada da noite pela minha pessoa, a do\u00a0<strong>SxTx<\/strong>. Por fim, cabe informar que neste momento era a banda\u00a0<strong>Matanza<\/strong>\u00a0quem deveria estar se apresentando, e o\u00a0<strong>Tristania<\/strong>\u00a0era a banda escalada para encerrar o evento, mas a organiza\u00e7\u00e3o trocou ordem de v\u00e1rias bandas ao longo do evento, como j\u00e1 mencionado neste texto.<\/p>\n<p>Sem mais delongas, ao apagar das luzes do show do\u00a0<strong>Tristania<\/strong>, j\u00e1 surgia no tel\u00e3o do palco principal o lend\u00e1rio logotipo do\u00a0<strong>Suicidal Tendencies<\/strong>, motivo suficiente para o enorme mar de pessoas come\u00e7ar a ficar em polvorosa, se amontoando, se apertando e berrando &#8220;Suicidal!, Suicidal!&#8221;. Ainda no escuro a banda entrava de fininho para posicionar-se no palco e a casa veio a baixo quando as luzes foram acessas e mister Mike Muir entra todo serelepe percorrendo a extens\u00e3o inteira do palco, dum lado ao outro, iniciando ali o concerto com nada mais do que o cl\u00e1ssico &#8220;You Can&#8217;t Bring Me Down&#8221;. A partir da\u00ed, a cada cl\u00e1ssico executado, eram formadas rodas mostruosas, formadas por dezenas de pessoas completamente insandecidas por poder presenciar ali em palco uma das maiores lendas vivas da hist\u00f3ria do hardcore e do skate rock, uma banda que foi e ainda \u00e9 trilha sonora na vida de muitas pessoas ao redor do mundo, ditou tend\u00eancias, e \u00e9 influ\u00eancia para uma caralhada de bandas que existem at\u00e9 hoje.<br \/>\nApesar das marcas do tempo j\u00e1 castigarem um gorduchinho e envelhecido Mike Muir, sem d\u00favida alguma o frontman surpreendeu com seu pique de moleque de vinte anos, igual naqueles velhos videos de show em VHS&#8217;s que voc\u00ea talvez j\u00e1 tenha visto da banda: correndo e pulando pra l\u00e1 e pra c\u00e1, interagindo com a galera mandando ela repetir as iniciais da banda &#8220;S. T.&#8221;, as suas dancinhas esquisitinhas, tudo com aquele inconfund\u00edvel carisma e simpatia digno de um verdadeiro frontman. Pessoalmente, presenciar um show do\u00a0<strong>SxTx<\/strong>\u00a0foi o realizar de um sonho para mim. Escuto a banda desde meus 16, 17 anos atrav\u00e9s de imundas fitinhas K7, justamente \u00e9poca em que eles vieram pela \u00faltima vez ao Brasil, e eu n\u00e3o pude ir ao show deles. Ao longo destes quase 11 anos de espera houveram v\u00e1rias tentativas frustradas de trazer a banda ao Brasil, culminando com a \u00faltima que foi no festival Claro Q \u00c9 Rock, em 2005, quando a pr\u00f3pria banda cancelou de \u00faltima hora sua vinda, devido, o que me fez ficar t\u00e3o puto na \u00e9poca que desisti de ir ao festival. Desta forma, nada pude fazer a n\u00e3o ser me arrebentar no pogo, ao poder ouvir e ver ali, ao vivo e em cores, o Suicidal tocar cl\u00e1ssicos e mais cl\u00e1ssicos do naipe de &#8220;Subliminal&#8221;, &#8220;War Inside My Head&#8221;, &#8220;Cyco Vision&#8221;, &#8220;I Saw Your Mommy&#8221;, &#8220;We Are Family&#8221;, &#8220;Send Me Your Money&#8221;, &#8220;Fascist Pig&#8221;, e outras mais. Um dos pontos altos da apresenta\u00e7\u00e3o foi quando, ao tocar &#8220;Possessed to Skate&#8221;, um rapaz com um gigantesco moicano consegue driblar a seguran\u00e7a e sobe ao palco portando em m\u00e3os um skate, e l\u00e1 faz uma manobra antiga do skate, chamada &#8220;Handplant&#8221;, que consiste em plantar bananeira com o skate. Nisso, seguran\u00e7as conseguiram abordar o rapaz e o levaram na base da chave de bra\u00e7o para fora do palco. Ao perceber grotesco fato, Mike Muir saiu em disparada atr\u00e1s do rapaz, ainda no meio da m\u00fasica, e depois de uns 30 segundos voltam abra\u00e7ados Muir e o rapaz devolta para o palco! Pra qu\u00ea: a multid\u00e3o foi ao del\u00edrio, Muir voltou a cantar a m\u00fasica, e a mesma foi alongada por mais tempo que o normal, para que o skatista punk fizesse mais uma s\u00e9rie de manobras no palco, culminando com uma bela pancada com o skate no ch\u00e3o do palco, comemorando toda a situa\u00e7\u00e3o. Fudido.<br \/>\nVale informar que a forma\u00e7\u00e3o do\u00a0<strong>SxTx<\/strong>\u00a0que veio ao Brasil n\u00e3o contou com os irm\u00e3os Ron Brunner Jr. (bateria) e Steve Brunner (baixo), que at\u00e9 onde eu sei ainda s\u00e3o os m\u00fasicos titulares da banda. Tentei pesquisar o porqu\u00ea da forma\u00e7\u00e3o ser diferente para este show por aqui, saber se os irm\u00e3os ainda est\u00e3o na banda, e a \u00fanica coisa que achei foi a forma\u00e7\u00e3o que apresentou-se (muito bem, a prop\u00f3sito) no\u00a0<strong>Maquinaria Rock Fest<\/strong>: Mike Muir (vocal), Mike Clark (guitarra base), Dean Pleasants (guitarra solo), David Hidalgo Jr. (bateria) e Josh Peden (baixo).<br \/>\nInfelizmente o show s\u00f3 n\u00e3o foi perfeito, pois acabou sendo curto demais para a import\u00e2ncia da banda &#8211; 1 hora cravada &#8211; o que acabou fazendo com que a banda deixasse de finalizar seu setlist. Tive acesso ao setlist completo do show, e para meu desespero, por conta do tempo o Suicidal deixou de tocar nada mais nada menos que &#8220;Institutionalized&#8221;, &#8220;Lovely&#8221; e I Shot Reagan, sons estes que constavam no setlist na parte do &#8216;bis&#8217;. Foi frustante saber disso, mas enfim, n\u00e3o diminuiu a imensa magnetude do concerto, algo para ficar rememorando na mente at\u00e9 o fim da minha vida de cada um que esteve ali presente, e d\u00e1-lhe hematomas que ser\u00e3o esp\u00e9cie de trof\u00e9us pelo resto da semana.<\/p>\n<p>Entrando j\u00e1 no domingo, quem se apresentava era o grupo carioca\u00a0<strong>Sayowa<\/strong>, fazendo um curioso e interessante som: um heavy metal recheado de percuss\u00f5es. A banda \u00e9 mais um daqueles exemplos de banda que \u00e9 pouco conhecida e valorizada por aqui e j\u00e1 bem reconhecida l\u00e1 fora na gringa. J\u00e1 possui oito anos de vida, fez turn\u00eas internacionais, e conta um rec\u00e9m lan\u00e7ado \u00e1lbum que j\u00e1 est\u00e1 sendo distribuido pelo resto do mundo e contou com produ\u00e7\u00e3o do Andreas Kisser do\u00a0<strong>Sepultura<\/strong>\u00a0e colabora\u00e7\u00e3o do Billy Graziadei do\u00a0<strong>Biohazard<\/strong>. Belo curr\u00edculo e um belo show, seguro, tudo certinho no seu lugar, por\u00e9m, a banda faz um som que n\u00e3o \u00e9 de t\u00e3o f\u00e1cil digest\u00e3o \u00e0 primeira audi\u00e7\u00e3o, justamente pela proposta musical adotada. Somando-se \u00e0 isso o fato de n\u00e3o ser t\u00e3o (re)conhecida em sua terra natal, a empolga\u00e7\u00e3o do p\u00fablico com a banda foi apenas morna, talvez por ficarem cruelmente escalados para tocar logo ap\u00f3s o\u00a0<strong>Suicidal<\/strong>\u00a0e anteceder o\u00a0<strong>Biohazard<\/strong>. Vale destacar dois momentos do show em que tocaram duas covers com uma pegada bem diferente das originais, que acabaram por me impressionar at\u00e9 mesmo mais do que as pr\u00f3prias can\u00e7\u00f5es do grupo: tocaram &#8220;Seek and Destroy&#8221; do\u00a0<strong>Metallica<\/strong>\u00a0com percuss\u00e3o; e &#8220;Manguetown&#8221; do\u00a0<strong>Chico Science &amp; Na\u00e7\u00e3o Zumbi<\/strong>\u00a0numa &#8216;bizarre heavy metal version&#8217;.<\/p>\n<p>Regressando ao palco principal, era chegada a hora e a vez da (possivelmente) maior atra\u00e7\u00e3o da noite apresentar-se: os nova-iorquinos do\u00a0<strong>Biohazard<\/strong>. A lend\u00e1ria banda, pioneira em fundir o hardcore ao metal e elementos do rap, chega pela sua 4.\u00aa vez ao Brasil, e desta vez com a sua turn\u00ea comemorativa de 20 anos de exist\u00eancia do conjunto, trazendo sua mais cl\u00e1ssica forma\u00e7\u00e3o composta por todos os membros originais da banda: Evan Seinfeld (vocalista e baixista), Billy Graziadei (vocalista e guitarrista), Bobby Hambel (guitarrista) e Danny Schuler (baterista). Essa turn\u00ea tamb\u00e9m marca o retorno da banda a ativa acontecida em janeiro deste ano, visto que esta havia encerrado suas atividades em 2006. O que se sabe \u00e9 que a pr\u00edncipio n\u00e3o \u00e9 uma volta definitiva, a banda se reuniu apenas para esta turn\u00ea de comemora\u00e7\u00e3o e ainda n\u00e3o se sabe se ap\u00f3s a tour a banda prosseguir\u00e1 em frente. De qualquer maneira, privilegiados foram os brasileiros que puderam conferir este show com a forma\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica da banda, e com isso, logicamente, um show completamente recheado dos sons mais cl\u00e1ssicos do grupo.\u00a0<strong>Biohazard<\/strong>\u00a0\u00e9 uma outra banda da qual ou\u00e7o h\u00e1 bons anos, tenho cds oficiais e tudo mais, nunca pude ir a um show deles, e sempre fui curioso para presenci\u00e1-los ao vivo. Ao iniciar o show com &#8220;Shades of Grey&#8221;, o que se via eram milhares de seres, muitos deles aut\u00eanticos veteranos f\u00e3s do grupo com camiseta desbotada da banda berrando em coro faixa a faixa que foi executada a seguir. Coisa de cinema ou DVD. E d\u00e1-lhe muitos brutamontes fazendo as maiores e mais violentas rodas punk (circles pits) que j\u00e1 presenciei na vida. Coisa assustadora que o meu velho e franzino corpo n\u00e3o comporta mais, ent\u00e3o, me ative a ficar longe disso e apenas assistir a essa pancadaria e ao show. E que show!<br \/>\nComo j\u00e1 citado, por se tratar de ser a forma\u00e7\u00e3o original da banda, foram tocados apenas sons gravados nessa fase da banda, o que acabou me frustando um pouco, pois importantes cl\u00e1ssicos da fase posterior a sa\u00edda de Bobby Hambel da banda, como &#8220;H.F.F.K.&#8221;, &#8220;Sellout&#8221;, &#8220;These Eyes&#8221;, &#8220;Switchback&#8221; e at\u00e9 mesmo o mega hit &#8220;Authority&#8221;, infelizmente acabaram ficando de fora do setlist do show. J\u00e1 da fase cl\u00e1ssica, as aus\u00eancias mais sentidas ficaram para &#8220;How It Is&#8221; e &#8220;Tales From The Hard Side&#8221; que tamb\u00e9m ficaram de fora. Mas em compensa\u00e7\u00e3o, nada como poder ouvir ao vivo as poderosas &#8220;Victory&#8221;, &#8220;Punishment&#8221;, &#8220;Five Blocks to the Subway&#8221;, &#8220;Urban Discipline&#8221;, &#8220;Down For Life&#8221;, e outros cl\u00e1ssicos mais. Monstruoso.<br \/>\nUm dos momentos mais fudidos do show, foi quando o Evan pediu ao p\u00fablico para que fosse aberta uma roda punk, mas que fosse uma gigante, a maior que j\u00e1 fosse vista no Brasil. E assim, ao meu ver, foi. Um gigantesco c\u00edrculo foi aberto e s\u00f3 se avistava pessoas amontoadas para que aquele imenso clar\u00e3o redondo no meio do Espa\u00e7o das Am\u00e9ricas fosse ficando cada vez maior. Com esse cen\u00e1rio, o\u00a0<strong>Biohazard<\/strong>\u00a0tocou uma vers\u00e3o matadora de &#8220;We&#8217;re Only Gonna Die&#8221;, cl\u00e1ssico do\u00a0<strong>Bad Religion<\/strong>, som perfeito para a completa destrui\u00e7\u00e3o de pessoas ocorrida nesse circle pit, que mais parecia um furac\u00e3o. Magn\u00edfico. Ap\u00f3s a cover, sa\u00edram do palco, e numa esp\u00e9cie de &#8216;bis&#8217; retornaram para tocar &#8220;Hold My Own&#8221;, fechando a apresenta\u00e7\u00e3o que durou ao todo pouco mais de 1 hora.<br \/>\nApesar do puta show, cabe relatar que pr\u00f3ximo do fim do show, houveram alguns pol\u00eamicos fatos que, dependendo da \u00f3tica, uns acharam desrespeito e outros levaram como tom de brincadeira. Ao longo do show, todos da banda sempre tentavam conversar com o p\u00fablico, seja em ingl\u00eas, em espanhol, e at\u00e9 um pouco de portugu\u00eas. O Billy Graziadei, que \u00e9 quem entende um pouco de portugu\u00eas da banda &#8211; por possuir esposa brasileira -, percebendo que o p\u00fablico j\u00e1 estava morto e a falta de retorno do p\u00fablico quando ele falava &#8211; fundamentalmente ocasionada pela l\u00edngua inglesa &#8211; falou ao microfone: &#8220;- voc\u00eas n\u00e3o me entender? the book is on the table!&#8221;, inclusive pedindo para que o p\u00fablico repetisse a caricata frase em ingl\u00eas. A grande maioria riu, repetiu, e uns at\u00e9 bateram palmas. Mais ou menos em cima dessa id\u00e9ia, no momento da imensa roda punk j\u00e1 citada aqui, o Evan soltou &#8220;- only gays guys in the circle pit&#8221;. Nessa hora haviam alguns seres pulando e outros desfilando no centro da ainda vazia e imensa roda com uma bandeira do Brasil e outra da cidade de S\u00e3o Paulo. Enfim, essas atitudes da banda d\u00e3o margem \u00e0 v\u00e1rias interpreta\u00e7\u00f5es, que at\u00e9 j\u00e1 viraram debate acirrado no orkut. Sejam brincadeiras-ir\u00f4nicas ou prepot\u00eancia\/desrespeito da banda para com o p\u00fablico brasuca, o que interessou \u00e9 que, apesar desses causos, de alguns erros no show, e da falta de um melhor ajuste de seus equipamentos, foi uma puta performance do Biohazard, que no fim das contas, certamente agradou a grande maioria.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o\u00a0<strong>Biohazard<\/strong>, cerca de dois ter\u00e7os do p\u00fablico foram embora do evento, e com isso, dos que permaneceram para ver o evento, um tanto ficou papeando\/dormindo, e o outro punhado de gente foi pela \u00faltima vez para a frente do palco 2 para ver a banda equatoriana\u00a0<strong>Muscaria<\/strong>. A banda j\u00e1 \u00e9 veterana, est\u00e3o prestes a completar 15 anos de estrada, e neste show tocaram um set de meia-hora despejando um bem executado metalcore em espanhol com um swing todo latino. Apesar das dificuldades de estar praticamente fechando o festival, ou seja, fazer um show quase sem p\u00fablico e com um equipamento que j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 na sua melhor performance, a banda fez a sua parte e n\u00e3o decepcionou. Confesso que eu j\u00e1 estava esgotado dos shows anteriores e usei este show para dar um belo cochilo, por isso, n\u00e3o fiquei ligado no show. Mas sem d\u00favida alguma, o maior destaque da banda que eu pude perceber, ficou para a sua imensa simpatia, qualidade que falta em muitas bandas. Se houvesse um trof\u00e9u de &#8216;banda mais simp\u00e1tica&#8217; do festival certamente iria para o\u00a0<strong>Muscaria<\/strong>.<\/p>\n<p>A esta altura eu j\u00e1 estava mais do que morto, com uma louca vontade de ir embora, mas para ver show de uma banda como o\u00a0<strong>Matanza<\/strong>\u00a0n\u00e3o d\u00e1 nem pra dormir e nem ficar indiferente. Por mais que o cansa\u00e7o e o sono batessem forte, pois j\u00e1 eram passadas mais de duas e meia da madrugada quando a banda carioca subiu ao palco, n\u00e3o \u00e9 toda hora que posso presenciar um show dessa que \u00e9 uma das mais prediletas bandas nacionais. Sem sombra de d\u00favidas o Matanza \u00e9 uma das melhores bandas da atualidade do rock nacional, e o show dos caras \u00e9 sempre animalesco. E isso ficou provado mais uma vez para quem aguentou ficar at\u00e9 o fim do\u00a0<strong>Maquinaria Rock Fest<\/strong>. Cheio de bom humor e tiradas sarc\u00e1sticas, o vocalista Jimmy \u00e9 o \u00faltimo a adentrar o palco agradecendo ao p\u00fablico por aguentar at\u00e9 aquela hora para assist\u00ed-los, e aproveitando para cutucar a organiza\u00e7\u00e3o do evento com a frase: &#8220;- Puta que pariu, trocaram a gente de lugar com a banda &#8216;Tristona&#8217; e por isso \u00e9 que tamos tocando s\u00f3 agora aqui pra voc\u00eas, puta que pariu, muito obrigado por voc\u00eas terem aguentado at\u00e9 agora para ver essa banda filha da puta chamada\u00a0<strong>Matanza<\/strong>!&#8221;. E come\u00e7am quebrando tudo com a j\u00e1 hit &#8220;Ressaca Sem Fim&#8221;. O show foi todo baseado em cima do novo trabalho da banda, o DVD ao vivo &#8220;MTV Apresenta: Matanza&#8221;, ou seja, tocaram as maiores p\u00e9rolas da banda dos seus tr\u00eas \u00e1lbuns de pr\u00f3prias, como &#8220;N\u00e3o Gosto de Ningu\u00e9m&#8221;, &#8220;Ela Roubou Meu Caminh\u00e3o&#8221;, &#8220;P\u00e9 na Porta, Soco na Cara&#8221;, &#8220;Interceptor V6&#8221;, &#8220;Clube dos Canalhas&#8221;, entre outras. Mas, o mais legal de tudo dessa apresenta\u00e7\u00e3o, foi que assisti o show colado no palco, sem ningu\u00e9m me empurrando, nem apertando, nem nada, bem diferente de todas as outras vezes que os assisti. Foi praticamente um &#8216;pocket-show&#8217; de 45 minutos, ou seja, aquela sensa\u00e7\u00e3o da banda estar tocando apenas para voc\u00ea e seus amigos, muito foda a apresenta\u00e7\u00e3o. E aproveitei muito o show, gastei as minhas \u00faltimas for\u00e7as e resto de voz nele com gosto.<br \/>\nE assim, passadas 03h30 da matina, era a hora de partir. Eu todo porco, suado, ca<br \/>\nsado, em estado de fim de feira, e com o frio do cacete l\u00e1 fora, s\u00f3 me restou comer um salvador hot-dog fim de rol\u00ea, pra dar aquela \u00faltima energia pra fazer a peregrina\u00e7\u00e3o de volta pra casa.<\/p>\n<p>E a pergunta que n\u00e3o quis calar ao t\u00e9rmino do evento, foi: onde diabos est\u00e1 o Wally? Digo, a Jasmine St. Claire ? Para quem esperava ver a beldade de perto apresentando o festival, deve ter ficado muito puto. Maior bola fora do festival. Anyway, agora s\u00f3 resta assist\u00ed-la em algum porn movie, e que venha o pr\u00f3ximo Maquinaria, quem sabe, com uma dupla do quilate de Silvia Saint e Joanna Angel apresentando, n\u00e9?<\/p>\n<p>Texto por Crixxx<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MAQUINARIA ROCK FEST (1.\u00ba dia): Biohazard, Suicidal Tendencies, Misfits, Sepultura, Ratos de Por\u00e3o, Matanza, etc. 17\/05\/2008 &#8211; Espa\u00e7o das Am\u00e9ricas &#8211; S\u00e3o Paulo\/SP Alguns instantes antes de picar a mula rumo ao festival, fiquei tentando puxar pela mem\u00f3ria quando havia sido a \u00faltima vez que freq\u00fcentei uma dessas brutais maratonas de shows consecutivos de rock, semelhante a qual estava prestes a encarar pela frente mais uma vez. Me lembrei de algumas, como por exemplo, edi\u00e7\u00f5es dos velhos festivais \u201cSP Punk\u00e2\u20ac? e \u201cNational Garage\u00e2\u20ac?, do \u201cA Um Passo Do Fim Do Mundo\u00e2\u20ac?, entre outros. Em suma: se voc\u00ea n\u00e3o estiver ali a of\u00edcio, s\u00f3 sendo um extremo amante de rock para rigorosamente assistir \u00e0 todas as dezenas de bandas tocarem, ag\u00fcentar firme e forte aos v\u00e1rios kilowatts de som na sua orelha por, no m\u00ednimo, mais de 10 horas consecutivas, al\u00e9m de ficar de p\u00e9 por horas, sem comer e beber direito, e por a\u00ed vai. Na boa, isso n\u00e3o \u00e9 pra qualquer um. Ainda mais, quando voc\u00ea vem de outra cidade, tendo que encarar mais algumas horas de bus\u00e3o e metr\u00f4 pra chegar ao local do evento, como no meu caso. \u00c9&#8230; vida de prolet\u00e1rio, maloqueiro e amante de um bom e velho roque paul\u00eara n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Mas, o que n\u00e3o fazemos para ver, ao vivo e em cores, algumas das nossas mais prediletas bandas, n\u00e9? Sobretudo algumas que voc\u00ea aguarda h\u00e1 anos para ver. Tudo acaba virando fichinha. Por exemplo, at\u00e9 a v\u00e9spera do evento eu j\u00e1 estava puto e conformado em perder o festival, e eis que, ap\u00f3s driblar uma s\u00e9rie de imprevistos e contar com a fundamental ajuda de amigos, alcancei a d\u00e1diva e descolei credencial e locomo\u00e7\u00e3o ao evento (eterno obrigado, D\u00e9a e Ney!). O mais legal, que ap\u00f3s tanto esfor\u00e7o, quase botei tudo a perder: cheguei cedo ao Espa\u00e7o das Am\u00e9ricas, umas 15h, e n\u00e3o havia come\u00e7ado nenhum show ainda, sendo que o in\u00edcio dos shows estavam previstos para as 14h. Com isso, fui com amigos fazer um aquecimento \u00e1lcoolico num buteco pr\u00f3ximo dali, cerveja vai, cerveja vem, eis que perco a no\u00e7\u00e3o do hor\u00e1rio e j\u00e1 eram quase 17h, hora limite para a entrada da imprensa! Sa\u00ed correndo em disparada ao pico, com o verdadeiro cu na m\u00e3o de n\u00e3o poder mais entrar, e simplesmente perder o festival inteiro. Seria muito azar, vixi, n\u00e3o quero nem pensar nisso, ia ser a vacilada do s\u00e9culo. Enfim, acabou dando tudo certo, n\u00e3o havia fila alguma para entrar, e n\u00e3o levei nem dois minutos para adentrar o Espa\u00e7o das Am\u00e9ricas. Pronto, fudeu tudo, que venha a maratona! Mal entro no gigantesco galp\u00e3o, tenho minha vis\u00e3o ofuscada pelo baita sistema de jogo de luzes, coisa de cinema, nunca vi algo igual. Para o show de algumas bandas esse jogo de luzes deu todo um clima especial ao show; para outras nem foi utilizado; e para outras erraram feio na dose, utilizado de uma forma pra l\u00e1 de excessiva, causando consider\u00e1vel desconforto e irrita\u00e7\u00e3o aos olhos. E assim, aos poucos fui fazendo o reconhecimento do lugar, prestando aten\u00e7\u00e3o em cada milimetro da mega estrutura que foi montada para suportar o evento\u00a0Maquinaria Rock Fest, uma esp\u00e9cie de edi\u00e7\u00e3o nacional do famoso festival espanhol &#8220;Vega Rock&#8221;. S\u00f3 digo uma coisa: estrutura monstrual. Al\u00e9m da citada ilumina\u00e7\u00e3o, haviam os dois super palcos, um ao lado do outro, com direito a trilhos para a r\u00e1pida troca de toda a estrutura de bateria, desta forma n\u00e3o perdia-se tempo em desmontar e montar as baterias dos artistas, a bateria j\u00e1 era montada fora do palco e trazida num stage m\u00f3vel. Os shows aconteceram alternadamente e consecutivamente nestes dois palcos, um show ap\u00f3s o outro, no m\u00e1ximo cinco minutos ap\u00f3s o t\u00e9rmino de uma apresenta\u00e7\u00e3o &#8211; algumas vezes nem isso &#8211; j\u00e1 iniciava-se a pr\u00f3xima. As principais atra\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais tocavam no palco principal, chamado Palco 1, com dura\u00e7\u00e3o de 45 minutos a 1 hora em m\u00e9dia; e as demais atra\u00e7\u00f5es nacionais tocavam no palco ao lado, o Palco 2, com dura\u00e7\u00e3o de 30 minutos. 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Sim, de todos os 13 shows que vi, houveram os em que o som estava espetacular e outros em que o som estava p\u00edfio. Na boa, os shows dessa noite que n\u00e3o sairam legais em termos de som, ouso citar que foi por culpa apenas da respectiva equipe t\u00e9cnica da banda, e da banda em si, que n\u00e3o souberam fazer ajustes e passagens de som decente. Outro lance legal do evento, foram os tel\u00f5es instalados ao alto do galp\u00e3o, nos quais eram exibidos os shows, estilo transmiss\u00e3o de tv, v\u00e1rias c\u00e2meras no palco filmando, assim, era poss\u00edvel ver nos m\u00ednimos detalhes guitarrista ciclano solando ou vocalista fulano berrando (e babando), por exemplo. 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Com isso, fui com amigos fazer um aquecimento \u00e1lcoolico num buteco pr\u00f3ximo dali, cerveja vai, cerveja vem, eis que perco a no\u00e7\u00e3o do hor\u00e1rio e j\u00e1 eram quase 17h, hora limite para a entrada da imprensa! Sa\u00ed correndo em disparada ao pico, com o verdadeiro cu na m\u00e3o de n\u00e3o poder mais entrar, e simplesmente perder o festival inteiro. Seria muito azar, vixi, n\u00e3o quero nem pensar nisso, ia ser a vacilada do s\u00e9culo. Enfim, acabou dando tudo certo, n\u00e3o havia fila alguma para entrar, e n\u00e3o levei nem dois minutos para adentrar o Espa\u00e7o das Am\u00e9ricas. Pronto, fudeu tudo, que venha a maratona! Mal entro no gigantesco galp\u00e3o, tenho minha vis\u00e3o ofuscada pelo baita sistema de jogo de luzes, coisa de cinema, nunca vi algo igual. Para o show de algumas bandas esse jogo de luzes deu todo um clima especial ao show; para outras nem foi utilizado; e para outras erraram feio na dose, utilizado de uma forma pra l\u00e1 de excessiva, causando consider\u00e1vel desconforto e irrita\u00e7\u00e3o aos olhos. E assim, aos poucos fui fazendo o reconhecimento do lugar, prestando aten\u00e7\u00e3o em cada milimetro da mega estrutura que foi montada para suportar o evento\u00a0Maquinaria Rock Fest, uma esp\u00e9cie de edi\u00e7\u00e3o nacional do famoso festival espanhol &#8220;Vega Rock&#8221;. S\u00f3 digo uma coisa: estrutura monstrual. Al\u00e9m da citada ilumina\u00e7\u00e3o, haviam os dois super palcos, um ao lado do outro, com direito a trilhos para a r\u00e1pida troca de toda a estrutura de bateria, desta forma n\u00e3o perdia-se tempo em desmontar e montar as baterias dos artistas, a bateria j\u00e1 era montada fora do palco e trazida num stage m\u00f3vel. Os shows aconteceram alternadamente e consecutivamente nestes dois palcos, um show ap\u00f3s o outro, no m\u00e1ximo cinco minutos ap\u00f3s o t\u00e9rmino de uma apresenta\u00e7\u00e3o &#8211; algumas vezes nem isso &#8211; j\u00e1 iniciava-se a pr\u00f3xima. As principais atra\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais tocavam no palco principal, chamado Palco 1, com dura\u00e7\u00e3o de 45 minutos a 1 hora em m\u00e9dia; e as demais atra\u00e7\u00f5es nacionais tocavam no palco ao lado, o Palco 2, com dura\u00e7\u00e3o de 30 minutos. Outra coisa que foi not\u00f3ria, foi o investimento pesado no equipamento de som. Animal. De qualquer metro quadrado daquele imenso lugar ouvia-se tranquilamente as bandas tocarem, coisa que n\u00e3o ocorreu no ano passado quando fui assistir Buzzcocks e Less Than Jake neste mesmo Espa\u00e7o das Am\u00e9ricas, ocasi\u00e3o em que a aparelhagem e distribui\u00e7\u00e3o do som no ambiente n\u00e3o estavam num bom dia. Sim, de todos os 13 shows que vi, houveram os em que o som estava espetacular e outros em que o som estava p\u00edfio. Na boa, os shows dessa noite que n\u00e3o sairam legais em termos de som, ouso citar que foi por culpa apenas da respectiva equipe t\u00e9cnica da banda, e da banda em si, que n\u00e3o souberam fazer ajustes e passagens de som decente. Outro lance legal do evento, foram os tel\u00f5es instalados ao alto do galp\u00e3o, nos quais eram exibidos os shows, estilo transmiss\u00e3o de tv, v\u00e1rias c\u00e2meras no palco filmando, assim, era poss\u00edvel ver nos m\u00ednimos detalhes guitarrista ciclano solando ou vocalista fulano berrando (e babando), por exemplo. Super destaque tamb\u00e9m para os pain\u00e9is eletr\u00f4nicos instalados ao fundo dos palcos (no underground, o famoso &#8216;pano\/bandeira de fundo&#8217;), nos quais eram sempre exibidos o logotipo e nome da bandas &#8211; em meio a anima\u00e7\u00f5es em computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica &#8211; que estavam tocando naquele instante, evitando assim que um perdido de plant\u00e3o chegasse do seu lado e te perguntasse &#8220;que banda \u00e9 essa que t\u00e1 tocando?&#8221;. Grande sacada. Em contrapartida, a pergunta &#8220;qual banda vai ser a pr\u00f3xima a tocar?&#8221; era a que mais se ouvia naquele lugar. Tudo porque a ordem das bandas foi uma bagun\u00e7a s\u00f3 e n\u00e3o seguiu a ordem divulgada na m\u00eddia e no site do evento. Teve gente que deixou pra chegar mais tarde, para ver s\u00f3 as atra\u00e7\u00f5es maiores \/ gringas, e caiu do cavalo. Quem foi por essa \u00f3tica certamente acabou perdendo pelo menos o Misfits por exemplo, que iniciou seu show \u00e0s 19h30 da noite. 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