{"id":2609,"date":"2015-05-25T05:13:44","date_gmt":"2015-05-25T08:13:44","guid":{"rendered":"https:\/\/agendametal.com.br\/?p=2609"},"modified":"2015-05-25T05:13:44","modified_gmt":"2015-05-25T08:13:44","slug":"classico-ou-ousado-sempre-com-energia-entrevista-iggor-cavalera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agendametal.com.br\/novo\/classico-ou-ousado-sempre-com-energia-entrevista-iggor-cavalera\/","title":{"rendered":"Cl\u00e1ssico Ou Ousado, Sempre Com Energia \u2013 Entrevista Iggor Cavalera"},"content":{"rendered":"<p><strong>Cl\u00e1ssico Ou Ousado, Sempre Com Energia \u2013 Entrevista Iggor Cavalera<\/strong><\/p>\n<div>\n<p>N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que <strong>Iggor Cavalera<\/strong> desenvolveu um estilo pr\u00f3prio de tocar, que mistura elementos de diferentes ritmos musicais. Afinal, o ex-baterista do <strong>Sepultura <\/strong>est\u00e1 longe de ser um xiita defensor do purismo met\u00e1lico, como muitos admiradores do som pesado. Pelo contr\u00e1rio, faz quest\u00e3o de ouvir e se aventurar em qualquer g\u00eanero que \u2013 nas palavras dele \u2013 tenha\u00a0\u201cnovidade, energia e pessoas experimentando\u201d. Atualmente, seu foco principal \u00e9 o <strong>MixHell<\/strong>, empreitada eletr\u00f4nica que mant\u00e9m com a mulher (Layma).<\/p>\n<p>Entretanto, o m\u00fasico mineiro n\u00e3o deixou de explorar as sonoridades mais agressivas que o tornaram famoso nos quatro cantos do planeta. Desde 2007, Iggor e o irm\u00e3o mais velho, Max (vocal e guitarra), tocam o<strong> Cavalera Conspiracy<\/strong>, projeto que transita pelo hardcore, death, thrash e grind. Com tr\u00eas discos lan\u00e7ados \u2013 sendo o mais recente\u00a0<em>Pandemonium<\/em>, de 2014 \u2013 o grupo corre o globo mostrando que a qu\u00edmica para criar sons \u2018porrada\u2019 continua no sangue da fam\u00edlia.\u00a0Dia 23 de maio, a banda far\u00e1 sua segunda apresenta\u00e7\u00e3o em Porto Alegre, no\u00a0<a href=\"http:\/\/abstratti.com.br\/cavalera-conspiracy-23-mai-2015-opiniao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Opini\u00e3o\u00a0(Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio, 834), \u00e0s 20h<\/a>. Aproveitamos a o ensejo para fazer uma r\u00e1pida bateria de perguntas, por e-mail, ao respons\u00e1vel pelas batidas do CC.<br \/>\n<iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PQYEZO-Dr-A?feature=oembed\" width=\"630\" height=\"354\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<p><em><strong>Por Homero Pivotto Jr. \u2013 Abstratti Produtora<\/strong><\/em><br \/>\n<strong>O Cavalera Conspiracy foi meio que o teu retorno ao universo do metal \u2013 no sentido mais amplo que essa defini\u00e7\u00e3o possa ter. Tu chegaste a comentar na imprensa que nem sabia se algum dia iria voltar a trampar com algo do g\u00eanero. Passou mesmo pela tua cabe\u00e7a tocar a carreira s\u00f3 com trabalhos fora dos sons mais pesados e extremos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Iggor<\/strong>\u00a0\u2013 N\u00e3o tem muito a ver com o\u00a0g\u00eanero musical. O motivo de eu ter\u00a0come\u00e7ado o Cavalera Conspiracy com o Max foi para fazer algo novo, direcionado ao futuro, sem ficar remoendo a historia do passado. Assim como comecei o Mixhell e outros projetos\u00a0tamb\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>O novo disco do CC apresenta linhas de baterias mais b\u00e1sicas, at\u00e9 puxando para o hardcore. Foi muito complicado pra ti, que desenvolveu um estilo mais rebuscado \u2013 at\u00e9 meio tribal \u2013, tocar linhas mais, digamos, retas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Iggor<\/strong>\u00a0\u2013 N\u00e3o, n\u00e3o foi nada complicado. Curti muito reviver o jeito que eu tocava com o meu\u00a0irm\u00e3o\u00a0no\u00a0come\u00e7o\u00a0da nossa carreira.<br \/>\n<iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/jJqRizIzpVg?feature=oembed\" width=\"630\" height=\"354\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><br \/>\n<strong>O fato de voltar a tocar m\u00fasicas mais agressivas com o Max te pilhou, de alguma maneira a, de repente, explorar isso com algum outro projeto?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Iggor<\/strong>\u00a0\u2013 Na verdade, n\u00e3o. Mas, no meio do metal tem\u00a0in\u00fameros\u00a0m\u00fasicos\u00a0para colaborar de outras maneiras. Vide o Greg\u00a0Puciato\u00a0(The Dillinger Escape Plan), que trampou com o Mixhell em uma track.<br \/>\n<iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VxUqqiXGcy8?feature=oembed\" width=\"630\" height=\"354\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><br \/>\n<strong>Se fosse poss\u00edvel criar um projeto musical dos sonhos, qual seria? Que tipo de som faria e quais os integrantes tu escolheria para te acompanhar na empreitada?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Iggor<\/strong>\u00a0\u2013 Seria um projeto mais cinematogr\u00e1fico, com o produtor John Carpenter (<em>Halloween, Os Aventureiros do Bairro Proibido, O Enigma do Outro Mundo<\/em>\u2026) e, talvez, o Mike Patton (Faith No More).<\/p>\n<p><strong>Bicho, j\u00e1 que falamos em metal: rolou uma declara\u00e7\u00e3o tua algum tempo atr\u00e1s sobre um show de m\u00fasica eletr\u00f4nica (talvez o Daft Punk, n\u00e3o tenho bem certeza). Dizia que a apresenta\u00e7\u00e3o dos caras, na tua opini\u00e3o, havia sido t\u00e3o \u2013 ou mais \u2013 brutal que a da uma banda de metal. Por que dessa impress\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Iggor<\/strong>\u00a0\u2013 Na real, eu falei isso do Justice. Foi um momento em que o metal estava muito chato, muito repetitivo e as bandas e DJs que transgrediam os\u00a0g\u00eaneros\u00a0musicais eram os mais interessantes.\u00a0Penso assim ate hoje.<br \/>\n<iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QWaWsgBbFsA?feature=oembed\" width=\"630\" height=\"473\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><br \/>\n<strong>Isso tem a ver com teu trampo no MixHell, que \u00e9 uma parada mais eletr\u00f4nica. Qual o motivo da escolha por trabalhar com esse estilo? Liberdade criativa? Possibilidade de explorar sonoridades diversas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Iggor<\/strong>\u00a0\u2013 Como eu disse, tudo o que tem novidade, energia e pessoas experimentando me interessa muito. Acho que a musica\u00a0eletr\u00f4nica\u00a0tem esse terreno\u00a0f\u00e9rtil,\u00a0como o rock tinha quando comecei a tocar.<\/p>\n<p><strong>O que h\u00e1 de semelhante no trabalho do MixHell com o que tu fazias anteriormente?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Iggor<\/strong>\u00a0\u2013 Para mim, n\u00e3o e diferente. \u00c9 como se fosse uma continuidade do meu trabalho.<br \/>\n<iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zUh4mJK5eOo?feature=oembed\" width=\"630\" height=\"354\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><br \/>\n<strong>Chegaste a ler o livro do\u00a0<em>Max, My Blood Roots \u2013 Toda A Verdade Sobre A Maior Lenda do Heavy Metal Brasileiro<\/em>? Mudaria algo ou o que \u00e9 narrado ali te representa 100%?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Iggor<\/strong>\u00a0\u2013 N\u00e3o li, mas acho que\u00a0n\u00e3o\u00a0mudaria nada. \u00c9 a\u00a0vis\u00e3o\u00a0que o Max tem da historia,\u00a0n\u00e3o\u00a0a minha.<\/p>\n<p><strong>Ultimamente, o que tens ouvido? Mais bandas barulhentas ou umas paradas eletr\u00f4nicas? Pode citar algumas, por favor?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Iggor<\/strong>\u00a0\u2013 Eletr\u00f4nicas\u00a0barulhentas: Silent Servant, Youth Code, Tzsusing e Jimmy Edgard.<br \/>\n<iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pIa_yJWurgc?feature=oembed\" width=\"630\" height=\"354\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><br \/>\n<strong>Quando tu est\u00e1s atr\u00e1s do kit de bateria, o que mais te inspira e te d\u00e1 g\u00e1s pra esmurrar o bagulho? E, por outro lado, o que \u00e9 desmotivador ou broxante?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Iggor<\/strong>\u00a0\u2013 Quando estou l\u00e1 nada \u00e9\u00a0broxante. A m\u00fasica d\u00e1 todo o g\u00e1s.<br \/>\n<iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GeztjRhDJLI?feature=oembed\" width=\"630\" height=\"473\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cl\u00e1ssico Ou Ousado, Sempre Com Energia \u2013 Entrevista Iggor Cavalera N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que Iggor Cavalera desenvolveu um estilo pr\u00f3prio de tocar, que mistura elementos de diferentes ritmos musicais. Afinal, o ex-baterista do Sepultura est\u00e1 longe de ser um xiita defensor do purismo met\u00e1lico, como muitos admiradores do som pesado. Pelo contr\u00e1rio, faz quest\u00e3o de ouvir e se aventurar em qualquer g\u00eanero que \u2013 nas palavras dele \u2013 tenha\u00a0\u201cnovidade, energia e pessoas experimentando\u201d. Atualmente, seu foco principal \u00e9 o MixHell, empreitada eletr\u00f4nica que mant\u00e9m com a mulher (Layma). Entretanto, o m\u00fasico mineiro n\u00e3o deixou de explorar as sonoridades mais agressivas que o tornaram famoso nos quatro cantos do planeta. Desde 2007, Iggor e o irm\u00e3o mais velho, Max (vocal e guitarra), tocam o Cavalera Conspiracy, projeto que transita pelo hardcore, death, thrash e grind. Com tr\u00eas discos lan\u00e7ados \u2013 sendo o mais recente\u00a0Pandemonium, de 2014 \u2013 o grupo corre o globo mostrando que a qu\u00edmica para criar sons \u2018porrada\u2019 continua no sangue da fam\u00edlia.\u00a0Dia 23 de maio, a banda far\u00e1 sua segunda apresenta\u00e7\u00e3o em Porto Alegre, no\u00a0Opini\u00e3o\u00a0(Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio, 834), \u00e0s 20h. Aproveitamos a o ensejo para fazer uma r\u00e1pida bateria de perguntas, por e-mail, ao respons\u00e1vel pelas batidas do CC. Por Homero Pivotto Jr. \u2013 Abstratti Produtora O Cavalera Conspiracy foi meio que o teu retorno ao universo do metal \u2013 no sentido mais amplo que essa defini\u00e7\u00e3o possa ter. Tu chegaste a comentar na imprensa que nem sabia se algum dia iria voltar a trampar com algo do g\u00eanero. Passou mesmo pela tua cabe\u00e7a tocar a carreira s\u00f3 com trabalhos fora dos sons mais pesados e extremos? Iggor\u00a0\u2013 N\u00e3o tem muito a ver com o\u00a0g\u00eanero musical. O motivo de eu ter\u00a0come\u00e7ado o Cavalera Conspiracy com o Max foi para fazer algo novo, direcionado ao futuro, sem ficar remoendo a historia do passado. Assim como comecei o Mixhell e outros projetos\u00a0tamb\u00e9m. O novo disco do CC apresenta linhas de baterias mais b\u00e1sicas, at\u00e9 puxando para o hardcore. Foi muito complicado pra ti, que desenvolveu um estilo mais rebuscado \u2013 at\u00e9 meio tribal \u2013, tocar linhas mais, digamos, retas? Iggor\u00a0\u2013 N\u00e3o, n\u00e3o foi nada complicado. Curti muito reviver o jeito que eu tocava com o meu\u00a0irm\u00e3o\u00a0no\u00a0come\u00e7o\u00a0da nossa carreira. O fato de voltar a tocar m\u00fasicas mais agressivas com o Max te pilhou, de alguma maneira a, de repente, explorar isso com algum outro projeto? Iggor\u00a0\u2013 Na verdade, n\u00e3o. Mas, no meio do metal tem\u00a0in\u00fameros\u00a0m\u00fasicos\u00a0para colaborar de outras maneiras. Vide o Greg\u00a0Puciato\u00a0(The Dillinger Escape Plan), que trampou com o Mixhell em uma track. Se fosse poss\u00edvel criar um projeto musical dos sonhos, qual seria? Que tipo de som faria e quais os integrantes tu escolheria para te acompanhar na empreitada? Iggor\u00a0\u2013 Seria um projeto mais cinematogr\u00e1fico, com o produtor John Carpenter (Halloween, Os Aventureiros do Bairro Proibido, O Enigma do Outro Mundo\u2026) e, talvez, o Mike Patton (Faith No More). Bicho, j\u00e1 que falamos em metal: rolou uma declara\u00e7\u00e3o tua algum tempo atr\u00e1s sobre um show de m\u00fasica eletr\u00f4nica (talvez o Daft Punk, n\u00e3o tenho bem certeza). Dizia que a apresenta\u00e7\u00e3o dos caras, na tua opini\u00e3o, havia sido t\u00e3o \u2013 ou mais \u2013 brutal que a da uma banda de metal. Por que dessa impress\u00e3o? Iggor\u00a0\u2013 Na real, eu falei isso do Justice. Foi um momento em que o metal estava muito chato, muito repetitivo e as bandas e DJs que transgrediam os\u00a0g\u00eaneros\u00a0musicais eram os mais interessantes.\u00a0Penso assim ate hoje. Isso tem a ver com teu trampo no MixHell, que \u00e9 uma parada mais eletr\u00f4nica. Qual o motivo da escolha por trabalhar com esse estilo? Liberdade criativa? Possibilidade de explorar sonoridades diversas? Iggor\u00a0\u2013 Como eu disse, tudo o que tem novidade, energia e pessoas experimentando me interessa muito. Acho que a musica\u00a0eletr\u00f4nica\u00a0tem esse terreno\u00a0f\u00e9rtil,\u00a0como o rock tinha quando comecei a tocar. O que h\u00e1 de semelhante no trabalho do MixHell com o que tu fazias anteriormente? Iggor\u00a0\u2013 Para mim, n\u00e3o e diferente. \u00c9 como se fosse uma continuidade do meu trabalho. Chegaste a ler o livro do\u00a0Max, My Blood Roots \u2013 Toda A Verdade Sobre A Maior Lenda do Heavy Metal Brasileiro? Mudaria algo ou o que \u00e9 narrado ali te representa 100%? Iggor\u00a0\u2013 N\u00e3o li, mas acho que\u00a0n\u00e3o\u00a0mudaria nada. \u00c9 a\u00a0vis\u00e3o\u00a0que o Max tem da historia,\u00a0n\u00e3o\u00a0a minha. Ultimamente, o que tens ouvido? Mais bandas barulhentas ou umas paradas eletr\u00f4nicas? Pode citar algumas, por favor? 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Afinal, o ex-baterista do Sepultura est\u00e1 longe de ser um xiita defensor do purismo met\u00e1lico, como muitos admiradores do som pesado. Pelo contr\u00e1rio, faz quest\u00e3o de ouvir e se aventurar em qualquer g\u00eanero que \u2013 nas palavras dele \u2013 tenha\u00a0\u201cnovidade, energia e pessoas experimentando\u201d. Atualmente, seu foco principal \u00e9 o MixHell, empreitada eletr\u00f4nica que mant\u00e9m com a mulher (Layma). Entretanto, o m\u00fasico mineiro n\u00e3o deixou de explorar as sonoridades mais agressivas que o tornaram famoso nos quatro cantos do planeta. Desde 2007, Iggor e o irm\u00e3o mais velho, Max (vocal e guitarra), tocam o Cavalera Conspiracy, projeto que transita pelo hardcore, death, thrash e grind. Com tr\u00eas discos lan\u00e7ados \u2013 sendo o mais recente\u00a0Pandemonium, de 2014 \u2013 o grupo corre o globo mostrando que a qu\u00edmica para criar sons \u2018porrada\u2019 continua no sangue da fam\u00edlia.\u00a0Dia 23 de maio, a banda far\u00e1 sua segunda apresenta\u00e7\u00e3o em Porto Alegre, no\u00a0Opini\u00e3o\u00a0(Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio, 834), \u00e0s 20h. Aproveitamos a o ensejo para fazer uma r\u00e1pida bateria de perguntas, por e-mail, ao respons\u00e1vel pelas batidas do CC. Por Homero Pivotto Jr. \u2013 Abstratti Produtora O Cavalera Conspiracy foi meio que o teu retorno ao universo do metal \u2013 no sentido mais amplo que essa defini\u00e7\u00e3o possa ter. Tu chegaste a comentar na imprensa que nem sabia se algum dia iria voltar a trampar com algo do g\u00eanero. Passou mesmo pela tua cabe\u00e7a tocar a carreira s\u00f3 com trabalhos fora dos sons mais pesados e extremos? Iggor\u00a0\u2013 N\u00e3o tem muito a ver com o\u00a0g\u00eanero musical. O motivo de eu ter\u00a0come\u00e7ado o Cavalera Conspiracy com o Max foi para fazer algo novo, direcionado ao futuro, sem ficar remoendo a historia do passado. Assim como comecei o Mixhell e outros projetos\u00a0tamb\u00e9m. O novo disco do CC apresenta linhas de baterias mais b\u00e1sicas, at\u00e9 puxando para o hardcore. Foi muito complicado pra ti, que desenvolveu um estilo mais rebuscado \u2013 at\u00e9 meio tribal \u2013, tocar linhas mais, digamos, retas? Iggor\u00a0\u2013 N\u00e3o, n\u00e3o foi nada complicado. Curti muito reviver o jeito que eu tocava com o meu\u00a0irm\u00e3o\u00a0no\u00a0come\u00e7o\u00a0da nossa carreira. O fato de voltar a tocar m\u00fasicas mais agressivas com o Max te pilhou, de alguma maneira a, de repente, explorar isso com algum outro projeto? Iggor\u00a0\u2013 Na verdade, n\u00e3o. Mas, no meio do metal tem\u00a0in\u00fameros\u00a0m\u00fasicos\u00a0para colaborar de outras maneiras. Vide o Greg\u00a0Puciato\u00a0(The Dillinger Escape Plan), que trampou com o Mixhell em uma track. Se fosse poss\u00edvel criar um projeto musical dos sonhos, qual seria? Que tipo de som faria e quais os integrantes tu escolheria para te acompanhar na empreitada? Iggor\u00a0\u2013 Seria um projeto mais cinematogr\u00e1fico, com o produtor John Carpenter (Halloween, Os Aventureiros do Bairro Proibido, O Enigma do Outro Mundo\u2026) e, talvez, o Mike Patton (Faith No More). Bicho, j\u00e1 que falamos em metal: rolou uma declara\u00e7\u00e3o tua algum tempo atr\u00e1s sobre um show de m\u00fasica eletr\u00f4nica (talvez o Daft Punk, n\u00e3o tenho bem certeza). Dizia que a apresenta\u00e7\u00e3o dos caras, na tua opini\u00e3o, havia sido t\u00e3o \u2013 ou mais \u2013 brutal que a da uma banda de metal. Por que dessa impress\u00e3o? Iggor\u00a0\u2013 Na real, eu falei isso do Justice. Foi um momento em que o metal estava muito chato, muito repetitivo e as bandas e DJs que transgrediam os\u00a0g\u00eaneros\u00a0musicais eram os mais interessantes.\u00a0Penso assim ate hoje. Isso tem a ver com teu trampo no MixHell, que \u00e9 uma parada mais eletr\u00f4nica. Qual o motivo da escolha por trabalhar com esse estilo? Liberdade criativa? Possibilidade de explorar sonoridades diversas? Iggor\u00a0\u2013 Como eu disse, tudo o que tem novidade, energia e pessoas experimentando me interessa muito. Acho que a musica\u00a0eletr\u00f4nica\u00a0tem esse terreno\u00a0f\u00e9rtil,\u00a0como o rock tinha quando comecei a tocar. O que h\u00e1 de semelhante no trabalho do MixHell com o que tu fazias anteriormente? Iggor\u00a0\u2013 Para mim, n\u00e3o e diferente. \u00c9 como se fosse uma continuidade do meu trabalho. Chegaste a ler o livro do\u00a0Max, My Blood Roots \u2013 Toda A Verdade Sobre A Maior Lenda do Heavy Metal Brasileiro? Mudaria algo ou o que \u00e9 narrado ali te representa 100%? Iggor\u00a0\u2013 N\u00e3o li, mas acho que\u00a0n\u00e3o\u00a0mudaria nada. \u00c9 a\u00a0vis\u00e3o\u00a0que o Max tem da historia,\u00a0n\u00e3o\u00a0a minha. Ultimamente, o que tens ouvido? Mais bandas barulhentas ou umas paradas eletr\u00f4nicas? Pode citar algumas, por favor? Iggor\u00a0\u2013 Eletr\u00f4nicas\u00a0barulhentas: Silent Servant, Youth Code, Tzsusing e Jimmy Edgard. Quando tu est\u00e1s atr\u00e1s do kit de bateria, o que mais te inspira e te d\u00e1 g\u00e1s pra esmurrar o bagulho? E, por outro lado, o que \u00e9 desmotivador ou broxante? Iggor\u00a0\u2013 Quando estou l\u00e1 nada \u00e9\u00a0broxante. 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Afinal, o ex-baterista do Sepultura est\u00e1 longe de ser um xiita defensor do purismo met\u00e1lico, como muitos admiradores do som pesado. Pelo contr\u00e1rio, faz quest\u00e3o de ouvir e se aventurar em qualquer g\u00eanero que \u2013 nas palavras dele \u2013 tenha\u00a0\u201cnovidade, energia e pessoas experimentando\u201d. Atualmente, seu foco principal \u00e9 o MixHell, empreitada eletr\u00f4nica que mant\u00e9m com a mulher (Layma). Entretanto, o m\u00fasico mineiro n\u00e3o deixou de explorar as sonoridades mais agressivas que o tornaram famoso nos quatro cantos do planeta. Desde 2007, Iggor e o irm\u00e3o mais velho, Max (vocal e guitarra), tocam o Cavalera Conspiracy, projeto que transita pelo hardcore, death, thrash e grind. Com tr\u00eas discos lan\u00e7ados \u2013 sendo o mais recente\u00a0Pandemonium, de 2014 \u2013 o grupo corre o globo mostrando que a qu\u00edmica para criar sons \u2018porrada\u2019 continua no sangue da fam\u00edlia.\u00a0Dia 23 de maio, a banda far\u00e1 sua segunda apresenta\u00e7\u00e3o em Porto Alegre, no\u00a0Opini\u00e3o\u00a0(Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio, 834), \u00e0s 20h. Aproveitamos a o ensejo para fazer uma r\u00e1pida bateria de perguntas, por e-mail, ao respons\u00e1vel pelas batidas do CC. Por Homero Pivotto Jr. \u2013 Abstratti Produtora O Cavalera Conspiracy foi meio que o teu retorno ao universo do metal \u2013 no sentido mais amplo que essa defini\u00e7\u00e3o possa ter. Tu chegaste a comentar na imprensa que nem sabia se algum dia iria voltar a trampar com algo do g\u00eanero. Passou mesmo pela tua cabe\u00e7a tocar a carreira s\u00f3 com trabalhos fora dos sons mais pesados e extremos? Iggor\u00a0\u2013 N\u00e3o tem muito a ver com o\u00a0g\u00eanero musical. O motivo de eu ter\u00a0come\u00e7ado o Cavalera Conspiracy com o Max foi para fazer algo novo, direcionado ao futuro, sem ficar remoendo a historia do passado. Assim como comecei o Mixhell e outros projetos\u00a0tamb\u00e9m. O novo disco do CC apresenta linhas de baterias mais b\u00e1sicas, at\u00e9 puxando para o hardcore. Foi muito complicado pra ti, que desenvolveu um estilo mais rebuscado \u2013 at\u00e9 meio tribal \u2013, tocar linhas mais, digamos, retas? Iggor\u00a0\u2013 N\u00e3o, n\u00e3o foi nada complicado. Curti muito reviver o jeito que eu tocava com o meu\u00a0irm\u00e3o\u00a0no\u00a0come\u00e7o\u00a0da nossa carreira. O fato de voltar a tocar m\u00fasicas mais agressivas com o Max te pilhou, de alguma maneira a, de repente, explorar isso com algum outro projeto? Iggor\u00a0\u2013 Na verdade, n\u00e3o. Mas, no meio do metal tem\u00a0in\u00fameros\u00a0m\u00fasicos\u00a0para colaborar de outras maneiras. Vide o Greg\u00a0Puciato\u00a0(The Dillinger Escape Plan), que trampou com o Mixhell em uma track. Se fosse poss\u00edvel criar um projeto musical dos sonhos, qual seria? Que tipo de som faria e quais os integrantes tu escolheria para te acompanhar na empreitada? Iggor\u00a0\u2013 Seria um projeto mais cinematogr\u00e1fico, com o produtor John Carpenter (Halloween, Os Aventureiros do Bairro Proibido, O Enigma do Outro Mundo\u2026) e, talvez, o Mike Patton (Faith No More). Bicho, j\u00e1 que falamos em metal: rolou uma declara\u00e7\u00e3o tua algum tempo atr\u00e1s sobre um show de m\u00fasica eletr\u00f4nica (talvez o Daft Punk, n\u00e3o tenho bem certeza). Dizia que a apresenta\u00e7\u00e3o dos caras, na tua opini\u00e3o, havia sido t\u00e3o \u2013 ou mais \u2013 brutal que a da uma banda de metal. Por que dessa impress\u00e3o? Iggor\u00a0\u2013 Na real, eu falei isso do Justice. Foi um momento em que o metal estava muito chato, muito repetitivo e as bandas e DJs que transgrediam os\u00a0g\u00eaneros\u00a0musicais eram os mais interessantes.\u00a0Penso assim ate hoje. Isso tem a ver com teu trampo no MixHell, que \u00e9 uma parada mais eletr\u00f4nica. Qual o motivo da escolha por trabalhar com esse estilo? Liberdade criativa? Possibilidade de explorar sonoridades diversas? Iggor\u00a0\u2013 Como eu disse, tudo o que tem novidade, energia e pessoas experimentando me interessa muito. Acho que a musica\u00a0eletr\u00f4nica\u00a0tem esse terreno\u00a0f\u00e9rtil,\u00a0como o rock tinha quando comecei a tocar. O que h\u00e1 de semelhante no trabalho do MixHell com o que tu fazias anteriormente? Iggor\u00a0\u2013 Para mim, n\u00e3o e diferente. \u00c9 como se fosse uma continuidade do meu trabalho. Chegaste a ler o livro do\u00a0Max, My Blood Roots \u2013 Toda A Verdade Sobre A Maior Lenda do Heavy Metal Brasileiro? Mudaria algo ou o que \u00e9 narrado ali te representa 100%? Iggor\u00a0\u2013 N\u00e3o li, mas acho que\u00a0n\u00e3o\u00a0mudaria nada. \u00c9 a\u00a0vis\u00e3o\u00a0que o Max tem da historia,\u00a0n\u00e3o\u00a0a minha. Ultimamente, o que tens ouvido? Mais bandas barulhentas ou umas paradas eletr\u00f4nicas? Pode citar algumas, por favor? Iggor\u00a0\u2013 Eletr\u00f4nicas\u00a0barulhentas: Silent Servant, Youth Code, Tzsusing e Jimmy Edgard. Quando tu est\u00e1s atr\u00e1s do kit de bateria, o que mais te inspira e te d\u00e1 g\u00e1s pra esmurrar o bagulho? E, por outro lado, o que \u00e9 desmotivador ou broxante? Iggor\u00a0\u2013 Quando estou l\u00e1 nada \u00e9\u00a0broxante. 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