{"id":3640,"date":"2015-05-21T05:42:03","date_gmt":"2015-05-21T08:42:03","guid":{"rendered":"https:\/\/agendametal.com.br\/?p=3640"},"modified":"2015-05-21T05:42:03","modified_gmt":"2015-05-21T08:42:03","slug":"confira-entrevista-exclusiva-com-samhen-e-foizer-da-banda-mork","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agendametal.com.br\/novo\/confira-entrevista-exclusiva-com-samhen-e-foizer-da-banda-mork\/","title":{"rendered":"Confira entrevista exclusiva com Samhen e Foizer da banda Mork"},"content":{"rendered":"<p>Com apenas nove anos de carreira, o <strong>Mork <\/strong>n\u00e3o para de crescer e conquistar seu espa\u00e7o. Reconhecida como uma das \u00faltimas revela\u00e7\u00f5es do cen\u00e1rio nacional, a banda liderada por Samhen (guitarra\/vocal) e Foizer (guitarra) recebeu a alcunha de &#8220;o Dimmu Borgir brasileiro&#8221; tamanha a\u00a0qualidade do black metal sinf\u00f4nico executado pelo grupo.<\/p>\n<p>Fundada na capital federal Brasilia, em 2006, o Mork j\u00e1 lan\u00e7ou tr\u00eas elogiados trabalhos: o EP &#8220;Preposterous&#8221; (2006), &#8220;Exemption&#8221; (2010) e \u201cAwake\u201d (2014). Ao longo dos anos, a banda vem colecionando boas cr\u00edticas e chamando a aten\u00e7\u00e3o do mercado europeu, principalmente ap\u00f3s shows ao lado de grandes nomes como Mayhem e Marduk.<\/p>\n<p>E as novidades n\u00e3o param. Al\u00e9m da apresenta\u00e7\u00e3o no festival\u00a0<strong>Ro\u00e7a\u00a0N&#8217; Roll 2015<\/strong>, o\u00a0<strong>Mork\u00a0<\/strong>est\u00e1 confirmado no festival\u00a0<strong>Agosto Negro<\/strong>\u00a0que ocorrer\u00e1\u00a0em S\u00e3o Paulo (08\/08 \u2013 Clash Club) e Rio de Janeiro (09\/08 \u2013 Teatro Odisseia) ao lado do\u00a0grupo noruegu\u00eas\u00a0<strong>Taake<\/strong>.<\/p><div id=\"suzan-274340492\" class=\"suzan-no-meio-do-artigo-3 suzan-entity-placement\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: center;\"><div class=\"suzan-adlabel\">An\u00fancios<\/div><script async src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-9371512119858190\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display:block;\" data-ad-client=\"ca-pub-9371512119858190\" \ndata-ad-slot=\"9995341371\" \ndata-ad-format=\"auto\"><\/ins>\n<script> \n(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); \n<\/script>\n<\/div>\n<p>Em entrevista exclusiva ao\u00a0<strong>Agenda Metal<\/strong>,\u00a0Samhen e Foizer\u00a0nos contaram\u00a0algumas curiosidades sobre a banda, sua hist\u00f3ria\u00a0e o que vem por a\u00ed. Confira!<\/p>\n<p><em>Por Priscila Ramos<\/em><\/p>\n<p><strong><em>O Mork lan\u00e7ou um novo \u00e1lbum em novembro de 2014, &#8220;Awake&#8221;. Como foi o processo de composi\u00e7\u00e3o e grava\u00e7\u00e3o?\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Samhen: O processo de composi\u00e7\u00e3o foi complicado porque ocorreu antes, durante e depois da sa\u00edda de quase todos os integrantes (bateria, baixo, teclado e guitarra). Nessa transi\u00e7\u00e3o, n\u00f3s tivemos que rever a proposta musical da banda e compor tudo em duo (Samhen e Foizer), incluindo bateria, baixo e teclado.<\/p>\n<p>No geral, o \u00e1lbum foi gravado, mixado e masterizado no meu home Studio, exceto a bateria, que foi executada pelo nosso amigo e convidado V. Digger (banda Miasthenia). Todos os outros instrumentos e vozes foram gravados por n\u00f3s.<\/p>\n<p><strong>Foizer:<\/strong> Foi um trabalho \u00e1rduo, pois tivemos que aprender na real como fazer todas as etapas t\u00e9cnicas de grava\u00e7\u00e3o, mixagem, masteriza\u00e7\u00e3o, assim como o uso correto de todos os equipamentos necess\u00e1rios para se fazer um bom trabalho de \u00e1udio.<br \/>\nQuanto ao processo de composi\u00e7\u00e3o, na verdade desde o inicio da banda, a maior parte das ideias sempre foram feitas por mim e pelo Samhen. Os membros antigos contribu\u00edam mais com alguns detalhes nas composi\u00e7\u00f5es, o que na verdade acabava tirando um pouco da nossa ess\u00eancia.<br \/>\n\u00c9 muito complicado trabalhar com outras pessoas com ideias completamente diferentes das prim\u00e1rias. Por tanto, dessa vez foi \u00f3timo, pois focamos num ponto e n\u00e3o tivemos interfer\u00eancias. Fizemos o que realmente quer\u00edamos fazer.<\/p>\n<p><strong>Samhen:<\/strong> No geral, o \u00e1lbum foi gravado, mixado e masterizado no meu home Studio, exceto a bateria, que foi executada pelo nosso amigo e convidado V. Digger (banda Miasthenia). Todos os outros instrumentos e vozes foram gravados por n\u00f3s.<\/p>\n<p><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agendametal.com.br\/Uploads\/Entrevistas\/cd_mork_awake.jpg\" alt=\"\" \/><\/strong><\/p>\n<p><em>O \u00e1lbum Awake foi bem recebido pelo p\u00fablico e teve grande reconhecimento pela m\u00eddia nacional e internacional. Qual \u00e9 a opini\u00e3o pessoal da banda sobre o material, ap\u00f3s a finaliza\u00e7\u00e3o os objetivos iniciais foram alcan\u00e7ados?\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Samhen: N\u00f3s ficamos muito satisfeitos com o material novo, foi uma evolu\u00e7\u00e3o sonora significativa.<br \/>\nOs nossos dois objetivos eram: ter liberdade na edi\u00e7\u00e3o da mixagem e buscar uma qualidade semelhante ao que havia de melhor no mercado. Isso se tornou um problema, porque \u201cqualidade\u201d em \u00e1udio \u00e9 diretamente proporcional a \u201crecursos\u201d, resultando em um investimento alto. A melhor solu\u00e7\u00e3o que n\u00f3s encontramos foi fazer tudo por conta pr\u00f3pria da forma mais criteriosa poss\u00edvel e o resultado foi extremamente satisfat\u00f3rio.<\/p>\n<p><strong>Foizer:<\/strong> Trabalhamos muito para chegar nesse resultado, tudo foi feito com muita cautela. Fizemos o melhor que pod\u00edamos com os recursos que estavam dispon\u00edveis naquele momento. O aprendizado que tivemos tem sido e com certeza vai continuar sendo muito \u00fatil no futuro. Hoje em dia podemos entrar em est\u00fadio e acompanhar todo o procedimento sabendo como realmente as coisas funcionam e n\u00e3o simplesmente jogar tudo na m\u00e3o de algum produtor musical esperando que ele alcance o resultado que queremos trabalhando sozinho e as cegas, o que infelizmente \u00e9 o que acontece com algumas bandas que acabam se perdendo da ess\u00eancia do \u00e1lbum no meio do processo de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><em>A banda lan\u00e7ou ano passado seu primeiro videoclipe \u201cInfirmita Carnis\u201d do \u00e1lbum Awake. Por que escolheram esta m\u00fasica e como foram as filmagens?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Samhen: Escolhemos essa m\u00fasica porque ela tem a estrutura sonora mais f\u00e1cil de ser interpretada e absorvida. Foi uma esp\u00e9cie de cart\u00e3o de visitas para a nova proposta sonora da banda.<br \/>\nAs filmagens foram realizadas em dois dias em um matadouro desativado perto de Bras\u00edlia. Foi o local com a \u201cenergia\u201d mais densa que encontramos para interpretar essa m\u00fasica, j\u00e1 que a tem\u00e1tica trata de um assassino canibal (Sagawa). O cheiro era horr\u00edvel, os locais eram assustadores e, enfim, era a loca\u00e7\u00e3o perfeita (risos).<\/p>\n<p><strong>Foizer:<\/strong> Quanto a escolha da m\u00fasica, fa\u00e7o das palavras do Samhen \u00e0s minhas. A filmagem desse clipe foi algo que com certeza lembraremos por muito tempo. N\u00e3o pod\u00edamos ter achado um lugar melhor para interpretar a hist\u00f3ria de um canibal. Durante os dois dias, pudemos sentir o clima extremamente pesado que esse lugar emana, sem d\u00favida, foi a loca\u00e7\u00e3o perfeita.<\/p>\n<p><strong><iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3kw7wl8YdjE\" width=\"640\" height=\"360\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/strong><\/p>\n<p><em>A banda foi formada em 2006. Nesses 9 anos de estrada, quais foram as maiores mudan\u00e7as e evolu\u00e7\u00f5es at\u00e9 os dias de hoje?<\/em><\/p>\n<p>Samhen: De uma forma geral, podemos falar que o que mais nos impactou foi a decis\u00e3o de tratar essa banda como uma profiss\u00e3o. Antes de come\u00e7armos a gravar o \u00e1lbum Awake, optamos por nos separarmos dos outros quatro membros da banda para buscar mais profissionalismo e seriedade nos anos seguintes; essa foi a mudan\u00e7a mais intensa da nossa carreira. A partir desse ponto, tudo come\u00e7ou a mudar significativamente de hobby para profissionalismo: composi\u00e7\u00f5es, t\u00e9cnica, qualidade de desempenho ao vivo, termos e contratos, etc. A maior mudan\u00e7a foi essa, de buscar transformar o sonho em profiss\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Foizer: <\/strong>Ressaltando as palavras do Samhen, com certeza foi a decis\u00e3o de profissionalizar a banda. Foi nesse ponto que vimos quem realmente estava disposto a tentar viver dessa profiss\u00e3o e dar aten\u00e7\u00e3o e empenho total ao Mork.<\/p>\n<p><strong><em>O Mork j\u00e1 foi comparado\u00a0ao Dimmu Borgir por causa da qualidade do black metal sinf\u00f4nico executado pela banda. Essas compara\u00e7\u00f5es s\u00e3o positivas para a banda?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Samhen: Elas foram positivas at\u00e9 certo ponto na nossa carreira, onde precis\u00e1vamos de visibilidade no mercado para poder divulgar o material da banda para casas de shows e selos. Ainda foi \u00fatil depois, na cria\u00e7\u00e3o do novo \u00e1lbum, porque serviu como combust\u00edvel para mudarmos nossa estrutura sonora e tentar algo novo, melhor. Nossa meta \u00e9 sair dessa \u201csombra\u201d estrangeira que sempre \u00e9 aplicada sobre bandas brasileiras e buscar ser uma refer\u00eancia. Nunca \u00e9 bom para uma banda, com material autoral, ser comparada com o expoente do seu mercado alvo durante muito tempo, representa car\u00eancia criativa.<\/p>\n<p><strong>Foizer:<\/strong> Eu penso que \u00e9 sempre um elogio ser comparado com grandes nomes da ind\u00fastria do Metal Extremo, significa que o potencial da banda \u00e9 evidente, por\u00e9m, \u00e9 algo perigoso. Se voc\u00ea tem o intuito de ser refer\u00eancia algum dia, \u00e9 preciso quebrar esses estere\u00f3tipos e seguir seu pr\u00f3prio caminho. Ningu\u00e9m da ind\u00fastria est\u00e1 interessado em um Dimmu Borgir \u201c2\u201d.<\/p>\n<p><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agendametal.com.br\/Uploads\/Entrevistas\/foizer.jpg\" alt=\"\" \/>\u00a0 \u00a0 \u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agendametal.com.br\/Uploads\/Entrevistas\/samhen.jpg\" alt=\"\" \/><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>O Mork \u00e9 uma das principais atra\u00e7\u00f5es no Festival Ro\u00e7a \u2018n\u2019 Roll no dia 6 de Junho. \u00a0Qual \u00e9 a expectativa da banda em tocar no festival?\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Samhen: A expectativa \u00e9 alta! Durante anos, ouvimos e vimos o Ro\u00e7a \u2018n\u2019 Roll, \u00e9 um festival brasileiro de excelente qualidade. Fazer parte desse cast \u00e9 uma responsabilidade e oportunidade grande de fazer o p\u00fablico conhecer o nosso trabalho, significa que estamos no caminho certo.<\/p>\n<p><strong>Foizer:<\/strong> Alta! Estamos finalmente voltando aos palcos depois de um bom tempo. Iniciar novamente nossos shows em um festival t\u00e3o renomado como o Ro\u00e7a \u201cN\u201d Roll \u00e9 muito gratificante! Estamos trabalhando duro para proporcionar ao p\u00fablico um show bem legal.<\/p>\n<p><strong><em>Quais s\u00e3o os pr\u00f3ximos planos e projetos da banda?\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Samhen: Como lan\u00e7amos recentemente o \u00e1lbum Awake, nosso foco atual est\u00e1 nos shows e em divulgar a banda da melhor forma poss\u00edvel. Se esse ciclo se fechar como previsto, devemos come\u00e7ar a trabalhar em um material novo apenas em 2016.<\/p>\n<p><strong><em>Qual \u00e9 a origem do nome da banda?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Samhen: Quer\u00edamos um nome simples que representasse essa tem\u00e1tica sombria do metal extremo. Escolhemos pela palavra \u201cescurid\u00e3o\u201d e procuramos a forma escrita em diversas l\u00ednguas. O mais interessante para n\u00f3s foi a palavra em escandinavo \u201cM\u00d8RKE\u201d, fizemos uma varia\u00e7\u00e3o livre e mudamos para Mork.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agendametal.com.br\/Uploads\/Entrevistas\/mork_logo.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><strong><em>Quais as bandas que voc\u00eas est\u00e3o ouvindo ultimamente?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Samhen: \u00c1lbuns novos das bandas Triptykon, Behemoth e Satyricon. Antigos das bandas Type o Negative, Death, Johnny Cash, acho que por a\u00ed.<br \/>\n<strong>Foizer:<\/strong> Watain, Satyricon, Behemoth, Patria, 1349, Kampfar, Slayer e Dimmu Borgir.<\/p>\n<p><strong><em>Muito obrigada pela entrevista, deixo o espa\u00e7o aberto para que enviem uma mensagem aos leitores do Agenda Metal.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Samhen: N\u00f3s que agradecemos a oportunidade de expor nossas ideias!<br \/>\nLeitores, precisamos principalmente do seu apoio para crescer, nenhuma banda conquista novos territ\u00f3rios sem um p\u00fablico forte dando suporte. Confiram nossas p\u00e1ginas para obter \u00e1udios, v\u00eddeos, not\u00edcias e merchandising do novo \u00e1lbum Awake! Nos vemos dia 6 no Ro\u00e7a \u2019n\u2019 Roll!<\/p>\n<p><strong>Foizer:<\/strong> Muito obrigado a todos do Agenda Metal pelo espa\u00e7o e agradecemos tamb\u00e9m a todos que acreditam e apoiam o Mork!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com apenas nove anos de carreira, o Mork n\u00e3o para de crescer e conquistar seu espa\u00e7o. Reconhecida como uma das \u00faltimas revela\u00e7\u00f5es do cen\u00e1rio nacional, a banda liderada por Samhen (guitarra\/vocal) e Foizer (guitarra) recebeu a alcunha de &#8220;o Dimmu Borgir brasileiro&#8221; tamanha a\u00a0qualidade do black metal sinf\u00f4nico executado pelo grupo. Fundada na capital federal Brasilia, em 2006, o Mork j\u00e1 lan\u00e7ou tr\u00eas elogiados trabalhos: o EP &#8220;Preposterous&#8221; (2006), &#8220;Exemption&#8221; (2010) e \u201cAwake\u201d (2014). Ao longo dos anos, a banda vem colecionando boas cr\u00edticas e chamando a aten\u00e7\u00e3o do mercado europeu, principalmente ap\u00f3s shows ao lado de grandes nomes como Mayhem e Marduk. E as novidades n\u00e3o param. Al\u00e9m da apresenta\u00e7\u00e3o no festival\u00a0Ro\u00e7a\u00a0N&#8217; Roll 2015, o\u00a0Mork\u00a0est\u00e1 confirmado no festival\u00a0Agosto Negro\u00a0que ocorrer\u00e1\u00a0em S\u00e3o Paulo (08\/08 \u2013 Clash Club) e Rio de Janeiro (09\/08 \u2013 Teatro Odisseia) ao lado do\u00a0grupo noruegu\u00eas\u00a0Taake. Em entrevista exclusiva ao\u00a0Agenda Metal,\u00a0Samhen e Foizer\u00a0nos contaram\u00a0algumas curiosidades sobre a banda, sua hist\u00f3ria\u00a0e o que vem por a\u00ed. Confira! Por Priscila Ramos O Mork lan\u00e7ou um novo \u00e1lbum em novembro de 2014, &#8220;Awake&#8221;. Como foi o processo de composi\u00e7\u00e3o e grava\u00e7\u00e3o?\u00a0 Samhen: O processo de composi\u00e7\u00e3o foi complicado porque ocorreu antes, durante e depois da sa\u00edda de quase todos os integrantes (bateria, baixo, teclado e guitarra). Nessa transi\u00e7\u00e3o, n\u00f3s tivemos que rever a proposta musical da banda e compor tudo em duo (Samhen e Foizer), incluindo bateria, baixo e teclado. No geral, o \u00e1lbum foi gravado, mixado e masterizado no meu home Studio, exceto a bateria, que foi executada pelo nosso amigo e convidado V. Digger (banda Miasthenia). Todos os outros instrumentos e vozes foram gravados por n\u00f3s. Foizer: Foi um trabalho \u00e1rduo, pois tivemos que aprender na real como fazer todas as etapas t\u00e9cnicas de grava\u00e7\u00e3o, mixagem, masteriza\u00e7\u00e3o, assim como o uso correto de todos os equipamentos necess\u00e1rios para se fazer um bom trabalho de \u00e1udio. Quanto ao processo de composi\u00e7\u00e3o, na verdade desde o inicio da banda, a maior parte das ideias sempre foram feitas por mim e pelo Samhen. Os membros antigos contribu\u00edam mais com alguns detalhes nas composi\u00e7\u00f5es, o que na verdade acabava tirando um pouco da nossa ess\u00eancia. \u00c9 muito complicado trabalhar com outras pessoas com ideias completamente diferentes das prim\u00e1rias. Por tanto, dessa vez foi \u00f3timo, pois focamos num ponto e n\u00e3o tivemos interfer\u00eancias. Fizemos o que realmente quer\u00edamos fazer. Samhen: No geral, o \u00e1lbum foi gravado, mixado e masterizado no meu home Studio, exceto a bateria, que foi executada pelo nosso amigo e convidado V. Digger (banda Miasthenia). Todos os outros instrumentos e vozes foram gravados por n\u00f3s. O \u00e1lbum Awake foi bem recebido pelo p\u00fablico e teve grande reconhecimento pela m\u00eddia nacional e internacional. Qual \u00e9 a opini\u00e3o pessoal da banda sobre o material, ap\u00f3s a finaliza\u00e7\u00e3o os objetivos iniciais foram alcan\u00e7ados?\u00a0 Samhen: N\u00f3s ficamos muito satisfeitos com o material novo, foi uma evolu\u00e7\u00e3o sonora significativa. Os nossos dois objetivos eram: ter liberdade na edi\u00e7\u00e3o da mixagem e buscar uma qualidade semelhante ao que havia de melhor no mercado. Isso se tornou um problema, porque \u201cqualidade\u201d em \u00e1udio \u00e9 diretamente proporcional a \u201crecursos\u201d, resultando em um investimento alto. A melhor solu\u00e7\u00e3o que n\u00f3s encontramos foi fazer tudo por conta pr\u00f3pria da forma mais criteriosa poss\u00edvel e o resultado foi extremamente satisfat\u00f3rio. Foizer: Trabalhamos muito para chegar nesse resultado, tudo foi feito com muita cautela. Fizemos o melhor que pod\u00edamos com os recursos que estavam dispon\u00edveis naquele momento. O aprendizado que tivemos tem sido e com certeza vai continuar sendo muito \u00fatil no futuro. Hoje em dia podemos entrar em est\u00fadio e acompanhar todo o procedimento sabendo como realmente as coisas funcionam e n\u00e3o simplesmente jogar tudo na m\u00e3o de algum produtor musical esperando que ele alcance o resultado que queremos trabalhando sozinho e as cegas, o que infelizmente \u00e9 o que acontece com algumas bandas que acabam se perdendo da ess\u00eancia do \u00e1lbum no meio do processo de produ\u00e7\u00e3o. A banda lan\u00e7ou ano passado seu primeiro videoclipe \u201cInfirmita Carnis\u201d do \u00e1lbum Awake. Por que escolheram esta m\u00fasica e como foram as filmagens? Samhen: Escolhemos essa m\u00fasica porque ela tem a estrutura sonora mais f\u00e1cil de ser interpretada e absorvida. Foi uma esp\u00e9cie de cart\u00e3o de visitas para a nova proposta sonora da banda. As filmagens foram realizadas em dois dias em um matadouro desativado perto de Bras\u00edlia. Foi o local com a \u201cenergia\u201d mais densa que encontramos para interpretar essa m\u00fasica, j\u00e1 que a tem\u00e1tica trata de um assassino canibal (Sagawa). O cheiro era horr\u00edvel, os locais eram assustadores e, enfim, era a loca\u00e7\u00e3o perfeita (risos). Foizer: Quanto a escolha da m\u00fasica, fa\u00e7o das palavras do Samhen \u00e0s minhas. A filmagem desse clipe foi algo que com certeza lembraremos por muito tempo. N\u00e3o pod\u00edamos ter achado um lugar melhor para interpretar a hist\u00f3ria de um canibal. Durante os dois dias, pudemos sentir o clima extremamente pesado que esse lugar emana, sem d\u00favida, foi a loca\u00e7\u00e3o perfeita. A banda foi formada em 2006. Nesses 9 anos de estrada, quais foram as maiores mudan\u00e7as e evolu\u00e7\u00f5es at\u00e9 os dias de hoje? Samhen: De uma forma geral, podemos falar que o que mais nos impactou foi a decis\u00e3o de tratar essa banda como uma profiss\u00e3o. Antes de come\u00e7armos a gravar o \u00e1lbum Awake, optamos por nos separarmos dos outros quatro membros da banda para buscar mais profissionalismo e seriedade nos anos seguintes; essa foi a mudan\u00e7a mais intensa da nossa carreira. A partir desse ponto, tudo come\u00e7ou a mudar significativamente de hobby para profissionalismo: composi\u00e7\u00f5es, t\u00e9cnica, qualidade de desempenho ao vivo, termos e contratos, etc. A maior mudan\u00e7a foi essa, de buscar transformar o sonho em profiss\u00e3o. Foizer: Ressaltando as palavras do Samhen, com certeza foi a decis\u00e3o de profissionalizar a banda. Foi nesse ponto que vimos quem realmente estava disposto a tentar viver dessa profiss\u00e3o e dar aten\u00e7\u00e3o e empenho total ao Mork. O Mork j\u00e1 foi comparado\u00a0ao Dimmu Borgir por causa da qualidade do black metal sinf\u00f4nico executado pela banda. Essas compara\u00e7\u00f5es s\u00e3o positivas para a banda? 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O aprendizado que tivemos tem sido e com certeza vai continuar sendo muito \u00fatil no futuro. Hoje em dia podemos entrar em est\u00fadio e acompanhar todo o procedimento sabendo como realmente as coisas funcionam e n\u00e3o simplesmente jogar tudo na m\u00e3o de algum produtor musical esperando que ele alcance o resultado que queremos trabalhando sozinho e as cegas, o que infelizmente \u00e9 o que acontece com algumas bandas que acabam se perdendo da ess\u00eancia do \u00e1lbum no meio do processo de produ\u00e7\u00e3o. A banda lan\u00e7ou ano passado seu primeiro videoclipe \u201cInfirmita Carnis\u201d do \u00e1lbum Awake. Por que escolheram esta m\u00fasica e como foram as filmagens? Samhen: Escolhemos essa m\u00fasica porque ela tem a estrutura sonora mais f\u00e1cil de ser interpretada e absorvida. Foi uma esp\u00e9cie de cart\u00e3o de visitas para a nova proposta sonora da banda. As filmagens foram realizadas em dois dias em um matadouro desativado perto de Bras\u00edlia. Foi o local com a \u201cenergia\u201d mais densa que encontramos para interpretar essa m\u00fasica, j\u00e1 que a tem\u00e1tica trata de um assassino canibal (Sagawa). O cheiro era horr\u00edvel, os locais eram assustadores e, enfim, era a loca\u00e7\u00e3o perfeita (risos). Foizer: Quanto a escolha da m\u00fasica, fa\u00e7o das palavras do Samhen \u00e0s minhas. A filmagem desse clipe foi algo que com certeza lembraremos por muito tempo. N\u00e3o pod\u00edamos ter achado um lugar melhor para interpretar a hist\u00f3ria de um canibal. Durante os dois dias, pudemos sentir o clima extremamente pesado que esse lugar emana, sem d\u00favida, foi a loca\u00e7\u00e3o perfeita. A banda foi formada em 2006. Nesses 9 anos de estrada, quais foram as maiores mudan\u00e7as e evolu\u00e7\u00f5es at\u00e9 os dias de hoje? Samhen: De uma forma geral, podemos falar que o que mais nos impactou foi a decis\u00e3o de tratar essa banda como uma profiss\u00e3o. Antes de come\u00e7armos a gravar o \u00e1lbum Awake, optamos por nos separarmos dos outros quatro membros da banda para buscar mais profissionalismo e seriedade nos anos seguintes; essa foi a mudan\u00e7a mais intensa da nossa carreira. A partir desse ponto, tudo come\u00e7ou a mudar significativamente de hobby para profissionalismo: composi\u00e7\u00f5es, t\u00e9cnica, qualidade de desempenho ao vivo, termos e contratos, etc. A maior mudan\u00e7a foi essa, de buscar transformar o sonho em profiss\u00e3o. Foizer: Ressaltando as palavras do Samhen, com certeza foi a decis\u00e3o de profissionalizar a banda. Foi nesse ponto que vimos quem realmente estava disposto a tentar viver dessa profiss\u00e3o e dar aten\u00e7\u00e3o e empenho total ao Mork. O Mork j\u00e1 foi comparado\u00a0ao Dimmu Borgir por causa da qualidade do black metal sinf\u00f4nico executado pela banda. Essas compara\u00e7\u00f5es s\u00e3o positivas para a banda? 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