Despedida dos palcos: confira entrevista com Paul Di’anno

Publicado em 10/02/2013

Paul Di’anno confirma que turnê de 2013 será a última

Por Homero Pivotto Jr – Abstratti Produtora

Tem gente que não acredita que o vocalista Paul Di’anno, 54 anos, deve abandonar os palcos em 2013. No entanto, o próprio músico é categórico: ”estou me aposentando de verdade”! Não à toa o nome do giro mundial que ele divulga em 2013 é “The Last Tour” (A Última Turnê). Apaixonado pelo Brasil, o ex-cantor do Iron Maiden – Paul gravou os clássicos Iron Maiden (1980) e Killers (1981) – fez questão de não deixar o maior país da América do Sul fora do cronograma de seus derradeiros shows. As apresentações por aqui ocorrerão entre os dias 27 de março e 27 de abril (datas e outras informações aqui http://www.abstratti.com.br/pauldianno/ e aqui http://www.facebook.com/thelasttour).

Para agendar e promover suas últimas performances em solo brasileiro, Paul escolheu a Abstratti Produtora, de Porto Alegre. Uma opção natural, já que a empresa gaúcha de entretenimento e o inglês trabalharam juntos em três ocasiões (2009, 2010 e 2011). Sua banda de apoio também será do Rio Grande do Sul. É a Scelerata, que já deu suporte ao vocalista em anos anteriores.

Com o objetivo de divulgar a tour de despedida, ‘The Beast’ – como Paul se autodenomina – concedeu, por e-mail, uma entrevista exclusiva para a Abstratti. Na conversa, garantiu que deixará de vez o mundo da música, falou sobre seus diversos trabalhos e algumas de suas escolhas.



Paul, você mencionou algumas vezes, no passado, que gostaria de se aposentar. No entanto, agora resolveu realmente ‘pendurar o microfone’. Por que escolheu deixar os palcos neste momento?
Paul –
Por razões pessoais. Além disso, estou na estrada direto há uns 10 anos e estou meio cansado. Preciso de um tempo pra relaxar e ficar com minha família.

No Brasil, algumas pessoas duvidam que sua passagem por aqui em 2013 seja realmente a última turnê. O que você diria para essa galera?
Paul –
Sim, eu estou me aposentando de verdade. Você pode ver que todas as divulgações dos meus shows mundo afora estão alertando isso.

Além do Brasil, esse último giro deve passar também por onde?
Paul –
Pela Europa e espero que pelo maior número possível de outros países. Gostaria de circular por alguns novos lugares, mas os mais comuns por onde possivelmente passaremos são USA, Austrália, Nova Zelândia, Japão e América do Sul.

E depois que você se aposentar, quais são seus planos? Pretende continuar trabalhando com música?
Paul –
Meus planos são fazer nada além de me tatuar mais, ir pescar, assistir futebol e montar uma moto Harley Davidson.

Por que você escolheu a Abstratti para ser a produtora responsável por essa última turnê brasileira?
Paul –
O promotor Ricardo (dono da Abstratti) é um grande amigo. Então, eu confio nele como um irmão. Por isso optei por sua empresa, a Abstratti.



E sobre a Scelarata, sua banda de apoio no Brasil há algum tempo e que o acompanhará novamente este ano, o que você tem a dizer?
Paul –
Os músicos da Scelerata são meus amigos e irmãos, e a banda é excelente.

Você é conhecido por ser o primeiro vocalista do Iron Maiden. Gosta que as pessoas tenham essa lembrança de você?
Paul –
Sou conhecido como sendo eu mesmo, não apenas como cantor do Iron Maiden. Porém, não me incomoda ser lembrado como ex-integrante da banda.

Você ainda mantém contato com algum outro integrante do Maiden?
Paul –
Não mais.

Você cantou nos dois primeiros discos do hoje sexteto - Iron Maiden (1980) e Killers (1981). Como entrou para a banda? Conte-nos algo sobre como era o cenário rock’n’roll da Inglaterra naquele tempo?
Paul –
Fiz uma audição para o cargo de cantor do Iron Maiden e consegui o posto com facilidade. Isso foi quando o grupo ainda não era conhecido. Era tudo muito inocente e excitante naquela época. A cena roqueira era vibrante e nova.



E sobre seus outros projetos – Gogmagog, Di'Anno's Battlezone, Praying Mantis e Killers –, o que poderia dizer sobre eles?
Paul –
Eu ajudei o Gogmagog e também o Praying Mantis, mas eles não chegam a ser projetos meus. Battlezone e Killers foram minhas bandas depois que saí do Iron Maiden. Amei tocar com eles, foram ótimas bandas! Excursionamos de maneira intensa ao redor do mundo.

Qual a diferença desses grupos para seu trabalho solo?
Paul –
O material da minha carreira solo é mais pesado e agressivo.

Como anda sua carreira solo? Alguma novidade?
Paul –
Apenas esta última turnê mundial na qual estamos trabalhando.

De que maneira o Brasil tornou-se uma segunda casa para você (Paul vem com frequência para o país, onde é, inclusive, integrante da Gaviões da Fiel, torcida organizada do Corinthians)?
Paul –
Eu amo o Brasil e meus melhores amigos estão no país, além do meu time de futebol. Os brasileiros são pessoas normais que sempre foram ótimos comigo. Por isso, também tento ser legal com eles! Eu amo o povo aí do Brasil!

Você teve um projeto musical por aqui chamado Rockfellas – com Canisso (Raimundos), Marcão (Charlie Brown Jr.) e Jean Dolabella (ex-Sepultura) – e é torcedor fanático do Corinthians. Como começou seu envolvimento com músicos e com o futebol brasileiros?
Paul –
Vi o Corinthians na TV inglesa e amei o estilo como eles jogavam. Tenho conhecido diversos músicos brasileiros e, então, percebi que pareço fazer meu trabalho com mais confiança quando estou com eles, pois todos tocam de maneira excelente.

O que o público pode esperar dessas suas últimas performances como músico pelo Brasil?
Paul –
Por hora, isso é segredo.

E o repertório, terá músicas de todas as fases de sua carreira solo e também de época em que você esteve no Iron Maiden, certo? Quais faixas não devem faltar nas apresentações?
Paul –
Isso também é segredo por enquanto, mas rolarão as favoritas do Maiden e um monte de composições dos meus discos solo.

Autor: Homero Pivotto Jr.