70000 Tons of Metal 2026 — Dia 2

O segundo dia começou com céu azul, calor e muita expectativa: era dia de conhecer Nassau, nas Bahamas. Depois do café da manhã, descemos para explorar a cidade e, em poucas horas, conseguimos passear pelo centrinho, caminhar até uma praia pública e mergulhar em uma água de um azul impressionante. Apesar da paisagem paradisíaca, a temperatura do mar estava mais fria do que eu imaginava, mas nada que impedisse o mergulho.

Na volta ao navio, repetimos o mesmo esquema de segurança do embarque, com controle e checagem antes de retornar a bordo. Já era possível perceber que o cenário começava a mudar, e, pouco depois, a chuva e o vento passaram a fazer parte do ambiente.

Confesso que aquele parecia o momento ideal para finalmente testar as hot tubs e relaxar antes da maratona noturna de shows. Mas, como desde o início do cruzeiro, elas estavam sempre cheias de metalheads aproveitando cada espaço disponível. Acabei deixando a ideia de lado, voltando para a cabine para me arrumar — era hora de focar no que viria a seguir: mais uma noite intensa de música.

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Shows do Dia 2
Amorphis — Pool Deck

O show do Amorphis foi um verdadeiro teste de resistência para público e banda. Naquele momento, a chuva caía com força, acompanhada de ventos intensos. Ainda assim, ninguém arredou o pé.

Mesmo sob condições adversas, a banda manteve sua força e entregou uma apresentação sólida e envolvente. O repertório passou por “Silver Bride”, “Death of a King”, “Black Winter Day” e “The Bee”, culminando em “House of Sleep”, que foi cantada em coro pelo público, criando um dos momentos mais marcantes da noite.

A combinação entre a atmosfera melancólica da banda, o cenário do oceano e o clima instável acabou tornando a apresentação ainda mais especial e memorável.

Kanonenfieber — Pool Deck

Se no primeiro dia o Kanonenfieber já havia impressionado, no Pool Deck a experiência ganhou ainda mais impacto visual e emocional. Ao ar livre, com o oceano ao fundo e o clima já mais controlado, a banda conseguiu ampliar sua proposta estética e narrativa.

Eu sabia que não podia perder essa segunda apresentação, e a expectativa foi totalmente correspondida. O set passou por faixas como “Menschenmühle”, “Der Maulwurf”, “Kampf und Sturm” e “Die Havarie”, mantendo o público completamente imerso do início ao fim.

Mais uma vez, o Kanonenfieber mostrou por que foi um dos grandes destaques da edição, entregando um dos shows mais impactantes de todo o cruzeiro, na minha opinião.

Leaves’ Eyes — Pool Deck

Com presença de palco impressionante, o Leaves’ Eyes transformou o Pool Deck em um verdadeiro cenário épico, mantendo um nível altíssimo de performance ao longo de toda a apresentação.

Um detalhe importante do show no cruzeiro foi a ausência do baterista Simon, que não pôde embarcar devido a problemas com o ESTA (autorização de entrada nos Estados Unidos). Para o seu lugar, entrou Paweł Jaroszewicz, que estava tocando com o Ignea no navio. Com pouquíssimas horas de ensaio, ele entregou uma performance impressionante, sendo amplamente elogiado pelo público e pelos próprios músicos.

No repertório, músicas como “Chain of the Golden Horn”, “Across the Sea”, “Hell to the Heavens” e “Forged by Fire” reforçaram o caráter grandioso da apresentação, que foi, sem dúvida, um dos pontos altos do dia.

Vader — Pool Deck

Também acompanhei o show do Vader no Pool Deck, que trouxe uma descarga direta de brutalidade e precisão. A banda apresentou um set agressivo e sem concessões, com destaques para “Wings”, “Epitaph”, “Triumph of Death” e “Shock and Awe”.

Infelizmente, não consegui registrar esse show em fotos, mas a intensidade da apresentação ficou marcada como um dos momentos mais pesados da noite.

Beast in Black — Royal Theater

O show do Beast in Black estava originalmente programado para o Pool Deck, logo após o Amorphis, mas precisou ser transferido devido à chuva intensa. A apresentação acabou acontecendo no Royal Theater por volta das 4h da manhã. Mesmoem plena madrugada, o público marcou presença. A banda entregou um show extremamente bem executado, com um alto nível de sincronização, precisão técnica e presença de palco. Tudo funcionava de forma quase milimétrica — dos vocais às coreografias, passando pelos solos e interações.

O repertório incluiu “Power of the Beast”, “Highway to Mars”, “Moonlight Rendezvous”, “Blind and Frozen” e “No Surrender”, mantendo a energia lá em cima até o final.

Não é exatamente o meu estilo favorito, mas é impossível não reconhecer a qualidade, o profissionalismo e o impacto do show.

Para quem quiser conferir a programação completa do evento, com todos os horários e palcos, a running order oficial está disponível neste link: RUNNING ORDER

O segundo dia deixou claro que esta seria uma edição marcada pela adaptação e pelo espírito do público. Moletons, casacos e capas de chuva passaram a fazer parte do nosso “uniforme”, acompanhando cada deslocamento entre palcos e cada hora passada no deck. Ainda assim, a energia e o entusiasmo permaneciam intactos, e ninguém parecia disposto a abrir mão de um único show.

Com a intensidade da maratona de shows e a energia ainda em alta, o terceiro dia prometia trazer algumas das maiores surpresas do cruzeiro. É sobre essas descobertas, grandes momentos e alguns dos shows mais emocionantes da viagem que falo na Parte 3.

Veja aqui a parte 1: https://agendametal.com.br/70000-tons-of-metal-2026-dia-1/

Confira também o reels com os melhores momentos do segundo dia neste link: https://www.instagram.com/p/DVNNaB5jhhg/

Por: Priscila Ramos

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