70000 Tons of Metal 2026 — Dia 3

O terceiro dia foi praticamente todo dedicado aos palcos. A programação estava intensa, e eu queria aproveitar cada apresentação ao máximo. Ainda assim, encontrei tempo para explorar um pouco mais o navio e começar a manhã no Windjammer Café, o grande buffet à beira-mar com cardápio variado. Entre um café da manhã tardio e o almoço, era curioso observar músicos e fãs dividindo o mesmo espaço com absoluta naturalidade, algo que só o 70000 Tons consegue tornar tão espontâneo.

Ao longo do dia, vários meet & greets aconteceram em diferentes áreas do navio. Participei do encontro do Leaves’ Eyes, que reuniu fãs de diversas nacionalidades em um ambiente descontraído e próximo. Essa interação direta é um dos grandes diferenciais do 70000 Tons: ali, artistas e público convivem no mesmo espaço, tornando tudo mais acessível e genuinamente humano.

Shows do Dia 3
Anúncios
Ad Infinitum — Pool Deck

A apresentação do Ad Infinitum foi uma das surpresas mais positivas do dia. Melissa Bonny demonstrou, ao vivo, por que é considerada uma das vozes mais fortes da nova geração. Carisma, controle vocal e presença de palco marcaram o set, que passou por músicas como “Follow Me Down”, “Aftermath”, “Unstoppable” e “Into the Night”. O público respondeu com entusiasmo, transformando o deck em um grande coro coletivo.

Soilwork — Royal Theater

No Royal Theater, o Soilwork entregou peso e consistência do início ao fim. O setlist incluiu “Like the Average Stalker”, “As We Speak”, “The Ride Majestic” e “Stabbing the Drama”, mantendo a energia elevada e o público completamente envolvido. Foi um show direto, intenso e extremamente bem executado.

Haggard — Pool Deck

Confesso que não estava entre as bandas que eu mais aguardava, mas o Haggard me surpreendeu completamente. A combinação entre instrumentos clássicos, arranjos sinfônicos e peso criou uma atmosfera quase teatral. Faixas como “Eppur si muove” e “Awaking the Centuries” transformaram o Pool Deck em um verdadeiro espetáculo a céu aberto. Foi uma grande surpresa e, na minha opinião, um dos melhores shows do dia.

Paradise Lost — Pool Deck

Logo após o espetáculo do Haggard, foi a vez do Paradise Lost subir ao palco do Pool Deck, e esse era um dos shows que eu mais aguardava. Já havia assistido à banda no Brasil anteriormente, mas o Paradise Lost é daquele tipo de grupo que nunca decepciona ao vivo. O set trouxe um equilíbrio perfeito entre fases da carreira, passando por “Enchantment”, “Tragic Idol”, “Gothic” e “Requiem”, além de momentos marcantes como “As I Die”, “Embers Fire” e “The Last Time”. A atmosfera densa e melancólica da banda se encaixou perfeitamente no cenário, criando um daqueles shows que prendem a atenção do início ao fim.

Eluveitie — Royal Theater

Este era, sem dúvida, um dos shows que eu mais aguardava. A última vez que havia visto o Eluveitie ao vivo foi em 2014, e desde então ansiava por reviver aquela experiência. O Royal Theater estava completamente lotado quando a banda abriu com “Helvetios”, seguida por “Ategnatos” e “Exile of the Gods”.

Momentos como “A Rose for Epona”, “The Call of the Mountains”, “Ambiramus” e, claro, “Inis Mona” foram recebidos com entusiasmo absoluto. O entrosamento da banda e a entrega no palco reforçaram por que o Eluveitie continua sendo uma referência dentro do folk metal. Foi o melhor show do dia para mim.

Wind Rose — Pool Deck

No Pool Deck, o Wind Rose trouxe leveza e diversão para a noite. O vocalista Francesco Cavalieri brincou com o público dizendo que era a primeira vez que se sentia verdadeiramente confortável com as vestimentas da banda, já que o figurino combinava quase ironicamente com as condições da noite. Músicas como “Mine Mine Mine!”, “Diggy Diggy Hole” e “Rock and Stone” transformaram o deck em uma grande celebração coletiva.

Insomnium — Royal Theater

Já passava da 1h da manhã quando o Insomnium subiu ao palco, encerrando minha maratona do dia. A atmosfera introspectiva da banda encaixou perfeitamente no ambiente do Royal Theater. “While We Sleep”, “Ephemeral” e “Shadows of the Dying Sun” conduziram o público por uma jornada densa e melancólica. Foi um fechamento intenso e extremamente coerente com a proposta sonora da banda.

Para quem quiser conferir a programação completa do evento, com todos os horários e palcos, a running order oficial está disponível neste link: RUNNING ORDER

Entre um show e outro, a rotina era a mesma: uma parada estratégica no Sorrento’s para pegar uma fatia de pizza, encontros inesperados com músicos e novos amigos pelos corredores, conversas aleatórias com pessoas de diferentes partes do mundo e o planejamento do próximo show da noite. O navio realmente nunca dorme.

Após um dos dias mais intensos da viagem, ainda restava o grande encerramento: o All-Star Jam, o Belly Flop Contest, as despedidas e os últimos grandes shows.

Na Parte 4, falo sobre o último dia e o balanço final dessa experiência única.

Veja aqui a parte 1: https://agendametal.com.br/70000-tons-of-metal-2026-dia-1/
Veja aqui a parte 2: https://agendametal.com.br/70000-tons-of-metal-2026-dia-2/ 

Confira também o reels com os melhores momentos do terceiro dia neste link: https://www.instagram.com/p/DVY0BV8Dh5O/

Por: Priscila Ramos

Posts Relacionados

Nenhum Comentário ainda! Seja o(a) Primeiro(a) a Comentar!!!


Adicionar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *