Limp Bizkit incendia São Paulo no Loserville Festival

O Loserville Festival transformou o Allianz Parque em um grande encontro entre gerações do rock alternativo, nu metal e cultura crossover. Antes dos nomes principais da noite, o público acompanhou uma sequência diversa de apresentações que ajudaram a construir o clima do festival, com passagens de Slay Squad e Riff Raff, trazendo uma abordagem mais voltada ao hip hop e à estética provocativa que dialoga diretamente com o espírito irreverente do Loserville.

Na sequência do evento, Ecca Vandal se destacou com uma apresentação intensa e fora do padrão, misturando atitude punk, rock alternativo e grooves modernos. Sua presença de palco magnética e a entrega energética ajudaram a manter o público em movimento constante, funcionando como uma ponte perfeita entre os estilos apresentados ao longo do dia e o peso que ainda estava por vir.

Na sequência, o 311 trouxe um clima mais solar e descontraído, equilibrando peso e melodia com sua mistura característica de rock alternativo, reggae e rap. A banda mostrou entrosamento absoluto e uma relação tranquila com o público, criando um respiro musical que manteve a plateia em movimento constante, sem perder intensidade.

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O tom da noite começou a pesar de vez com o Bullet For My Valentine, que apresentou um set direto, técnico e carregado de riffs. A resposta do público foi imediata, com rodas se formando e refrões cantados em coro, provando que a banda segue sendo um dos nomes mais consistentes do metal moderno ao vivo. Foi um show que elevou a temperatura do festival e preparou o terreno para o fechamento.

Quando o Limp Bizkit assumiu o palco, o Allianz Parque já estava completamente entregue. Sem rodeios, a banda apostou em um set focado em impacto, interação e memória afetiva. Fred Durst conduziu a apresentação com o carisma caótico que se tornou sua marca, dialogando o tempo todo com o público e transformando o show em uma grande experiência coletiva.

Clássicos como “My Way”, “Rollin’” e “Break Stuff” funcionaram como gatilhos imediatos de catarse, mas um dos momentos mais marcantes da noite veio quando Durst chamou a fã Bia ao palco para cantar Full Nelson. A participação espontânea arrancou aplausos, gritos e reforçou algo que define os shows do Limp Bizkit até hoje: a quebra constante da barreira entre banda e plateia.

Musicalmente, o grupo mostrou coesão e peso, com guitarras afiadas, baixo pulsante e uma base rítmica que manteve o show sempre em alta rotação. Mais do que nostalgia, o que se viu foi uma banda confortável com seu próprio legado, sabendo exatamente quando provocar, quando deixar o público cantar e quando simplesmente deixar o som falar mais alto.

O Loserville não funcionou como um simples alinhamento de bandas, mas como um percurso bem construído. Cada apresentação acrescentou uma camada à noite, até que o encerramento transformasse o Allianz Parque em um ponto de convergência entre memória, energia e pertencimento. Um lembrete de que essa cultura continua se reinventando sem perder sua essência.

Assista o Recap:

Foto de capa: @bmaisca (via Instagram da @30e).

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