Thrash, peso e casa cheia: como foi o Dark Dimensions Fest 2026 em São Paulo

No dia 8 de fevereiro de 2026, a segunda edição do Dark Dimensions Fest aconteceu na Burning House, em São Paulo, reunindo Forbidden, Vio-lence e Venom Inc. em uma maratona de peso, técnica e história. A casa estava lotada, confirmando a alta expectativa do público para o encontro de três nomes fundamentais do metal.

Apesar de um pequeno atraso na abertura, a logística funcionou bem ao longo do dia, com ajustes que evitaram grandes impactos na programação.

A abertura ficou por conta da New Democracy, que subiu ao palco às 16h20. Mesmo com o atraso, a banda entregou um show consistente e bem recebido. A apresentação contou com participações especiais de Iara Vilaça e Fábio Seterval, que deram um tempero extra ao set. Com presença de palco segura e som bem definido, o grupo aqueceu o público e mostrou por que é um dos nomes em destaque da nova geração nacional.

Anúncios

Abrindo a parte internacional do festival, o Venom Inc. trouxe ao palco a sonoridade crua e direta que marcou o metal extremo dos anos 1980. Comandado por Tony “Demolition Man” Dolan, o trio apostou em um repertório que mesclou clássicos ligados ao legado do Venom e músicas da fase atual.

O público respondeu com intensidade, criando rodas e acompanhando os refrões. Foi um show direto, sem excessos, mantendo o clima pesado e preparando o terreno para o thrash que viria na sequência.

Na sequência, o Vio-lence mostrou por que segue sendo um dos nomes mais cultuados do thrash metal. Celebrando os 35 anos de Oppressing the Masses e resgatando faixas de Eternal Nightmare, a banda entregou um set agressivo e bem executado.

Com Sean Killian liderando o palco, o grupo manteve a energia em alta, estimulando rodas, headbangings e um clima constante de adrenalina. Foi um dos momentos mais intensos da tarde, com forte conexão entre banda e plateia.

Encerrando o festival, o Forbidden subiu ao palco já com a casa completamente tomada. A banda apresentou um repertório equilibrado entre clássicos como os da fase Forbidden Evil e Twisted Into Form e material mais recente.

A performance foi técnica, intensa e sem quedas de ritmo. Os solos, as viradas de bateria e o entrosamento do grupo garantiram um fechamento à altura da proposta do evento. O público respondeu até o último minuto, mantendo a energia mesmo após horas de festival.

Com a casa cheia, o Dark Dimensions Fest mostrou mais uma vez sua força dentro do circuito underground e profissional. Para quem esteve presente, foi uma celebração do metal em suas várias formas — técnica, agressividade, história e paixão. Uma edição que reforçou a identidade do festival e sua conexão com o público.

Por: Priscila Ramos

Posts Relacionados

Nenhum Comentário ainda! Seja o(a) Primeiro(a) a Comentar!!!


Adicionar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *