Na última sexta-feira, 20 de março, o Symphony X subiu ao palco do Tokio Marine Hall para mais uma apresentação de sua turnê de 30 anos, e o resultado foi exatamente o que se espera de uma banda desse porte: técnica, peso e uma execução praticamente impecável.
A noite começou com Andy Addams, que subiu ao palco alguns minutos antes do horário previsto (20h55). Com seu som instrumental, o guitarrista chamou atenção também pelo visual, com suas já características vestimentas com luzes piscantes, que ajudam a criar uma atmosfera própria em suas apresentações. Andy já havia passado pelo Brasil recentemente, abrindo para Kiko Loureiro no ano passado, e voltou a mostrar por que vem ganhando espaço entre o público.
Com a casa lotada, o Symphony X iniciou sua apresentação pontualmente às 22h, sem introduções longas, apenas entrando direto com Of Sins and Shadows, deixando claro desde o primeiro momento que a noite seria intensa.
A sequência com Sea of Lies e Out of the Ashes manteve o nível lá em cima, com a banda demonstrando uma coesão impressionante. No palco, tudo soa muito bem encaixado: guitarras afiadas, bateria precisa e um vocal que segue sendo um dos grandes diferenciais. Russell Allen continua sendo um frontman absurdo ao vivo. Seguro, potente e com presença de palco dominante, ele conduz o show com naturalidade. Já Michael Romeo é um espetáculo à parte. Sua execução é limpa, técnica e extremamente precisa, reforçando por que é considerado um dos grandes nomes da guitarra no metal progressivo.
O show seguiu em uma crescente, com faixas como Evolution (The Grand Design), Inferno (Unleash the Fire) e Nevermore, que mantiveram a energia alta e mostraram o equilíbrio entre técnica e peso que define o som da banda. No encore, a banda voltou com Without You, Dehumanized e fechou a noite com Set the World on Fire (The Lie of Lies) de forma intensa, sem deixar o nível cair em nenhum momento. Celebrando três décadas de estrada, o repertório funcionou como um verdadeiro panorama da carreira da banda, passando por diferentes momentos e reforçando a força de sua discografia.
O show foi uma demonstração de consistência. Não houve surpresas mirabolantes ou grandes efeitos, apenas uma banda extremamente afiada fazendo exatamente o que sabe fazer de melhor. Para quem esteve presente, ficou a sensação de assistir a uma verdadeira aula de metal progressivo ao vivo.
Fotos: André Tedim @andretedimphotography
Texto: Priscila Ramos





















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