O Moonspell voltou a São Paulo no domingo dia 22/03 para uma celebração que muita gente esperava: os 30 anos do álbum Wolfheart. O Carioca Club recebeu um show que conseguiu ser denso e emotivo sem perder o peso característico dos portugueses.
A noite começou pontualmente às 19h com os também portugueses do Sinistro. Eles entregaram 40 minutos de um som arrastado e hipnótico, que surpreendeu quem ainda não conhecia a banda. A presença da vocalista é o grande diferencial; ela domina o palco com uma interpretação muito intensa. Foi uma abertura com personalidade, que preparou bem o clima para o que vinha a seguir.
Às 20h, o Moonspell subiu ao palco e foi direto ao ponto com “Wolfshade (A Werewolf Masquerade)”. Tocar um álbum clássico na íntegra corre o risco de soar datado, mas com eles a sensação foi oposta. As músicas do Wolfheart continuam soando muito atuais. O que mais impressiona ao vivo é a consistência do Fernando Ribeiro: o vocal dele é idêntico ao disco, com uma presença de palco segura e sem precisar de discursos longos para prender a atenção.
Momentos como “Vampiria” e “Trebaruna” geraram uma conexão total com o público, mas o ápice veio mesmo com “Alma Mater”. O peso dessa faixa ganhou um reforço especial com a participação do Jairo Guedez (The Troops of Doom / ex-Sepultura), o que empolgou a galera e reforçou a ligação histórica da banda com o Brasil. Outra surpresa que funcionou muito bem foi a versão de “Lanterna dos Afogados”, dos Paralamas; por mais que pareça inusitado, o arranjo deles se encaixou perfeitamente na proposta soturna da noite.
Sem enrolação e com uma execução impecável, o Moonspell mostrou que entende o tamanho do seu legado. Foi um show coeso, que revisitou o passado com respeito e com o vigor de uma banda que continua extremamente relevante no palco.
Por: Priscila Ramos e Raquel Gewehr de Mello

























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