No dia 28 de fevereiro, o Alesana retornou a São Paulo para uma apresentação especial no Carioca Club, celebrando os 15 anos de The Emptiness. Com casa cheia e fãs visivelmente ansiosos desde cedo, a noite reuniu nostalgia, intensidade emocional e uma forte conexão entre banda e público.
A abertura ficou por conta da Axty, que subiu ao palco às 19h50. Em um momento de ascensão dentro da cena do metal moderno brasileiro, a banda mostrou por que vem ganhando cada vez mais espaço. O set foi direto, pesado e bem recebido, com o público já aquecendo a voz e o pescoço para o que viria a seguir.
Pontualmente às 21h, o Alesana entrou em cena e deu início ao espetáculo com “Curse of the Virgin Canvas”, abrindo a execução do clássico The Emptiness. A reação da plateia foi imediata: fãs cantando cada verso e acompanhando com intensidade uma obra que, ao longo dos anos, se tornou referência dentro do post-hardcore e do screamo.
Na sequência, músicas como “The Artist” e “The Murderer” mantiveram o clima dramático e teatral que sempre marcou a identidade da banda. No palco, a alternância entre vocais limpos e rasgados funcionava com precisão, enquanto as guitarras construíam a atmosfera sombria que caracteriza o álbum.
“Hymn for the Shameless” foi um dos momentos de maior participação do público, com o refrão ecoando forte pelo Carioca Club. Outro ponto alto veio com “The Thespian”, uma das faixas mais emblemáticas do disco, reforçando o caráter narrativo de The Emptiness.
O ápice emocional da noite veio com “Annabel”. A longa faixa final do álbum foi acompanhada com intensidade pelo público e mostrou o quanto a obra continua viva no imaginário dos fãs.
O encore começou com “This Is Usually the Part Where People Scream”, que cumpriu exatamente o que o título promete: a pista virou um coro coletivo. “Beyond the Sacred Glass” manteve a energia alta antes de “Apology” encerrar a noite por volta das 22h20.
O show foi um lembrete claro da força que o Alesana ainda possui ao vivo. A execução de The Emptiness reforçou o caráter quase teatral do álbum e mostrou como sua narrativa continua ressoando entre os fãs, e como, 15 anos depois, o disco ainda soa tão intenso quanto na época de seu lançamento.
Fotos: tsartoriphotos
Por: Priscila Ramos






























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