A experiência de sexta-feira no Fabrique foi marcante do começo ao fim. O lugar estava vibrando de um jeito que poucas vezes vi, com uma energia que tomava conta de tudo. A noite começou quente com o som da Fatal Blow, seguida pelo Escombro, que fez uma apresentação pesadíssima honrando a cena de São Paulo. Os gringos do Vacunt também entregaram um show excelente antes da atração principal, mas foi a entrada do Madball que realmente transformou o clima da noite em uma explosão total.
O Freddy Cricien é um monstro no palco e tem um domínio bizarro. Já começaram com “Nuestra Familia” e o mosh abriu um buraco no meio da pista. É impressionante como o som deles é seco, sem frescura, é groove e porrada o tempo todo.
O que mais me impressionou foi a força dos clássicos ao vivo. Ouvir músicas como “Set It Off” e “Demonstrating My Style” com todo mundo gritando os refrões foi de arrepiar. O setlist parecia uma metralhadora, emendando sucessos como “Hold It Down” e “Infiltrate the System”. Além da surpresa com o cover pesado de “It’s My Life”, fechar a noite com “Pride” foi o golpe final. Saímos do Fabrique exaustos mas com a certeza de ter visto os verdadeiros reis do hardcore em ação.
Quem gosta de hardcore e não foi, perdeu um dos shows mais viscerais que já rolou naquele lugar. O Madball deu uma aula de como se faz música com entrega e coração ao mesmo tempo. Foi um daqueles shows que mostram por que eles são referências absolutas no que fazem.
Por: Carolina Lima e Fernando Spadottino



















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