Enfrentar um dia inteiro de festival nunca é tarefa leve, mas o Monsters of Rock, no dia 04/04 no Allianz Parque, entregou uma experiência que fez cada hora valer a pena. Cheguei cedo, já no clima de maratona, e foi bonito ver o estádio enchendo aos poucos, com diferentes gerações de fãs dividindo o mesmo espaço.
O Jayler abriu o festival com energia de sobra e aquela responsabilidade de tocar para um público ainda chegando, mas deu conta muito bem. “Riverboat Queen” e “Down Below” ajudaram a esquentar o clima, e dava pra perceber que muita gente ali já estava prestando atenção no que pode ser uma banda pra ficar de olho nos próximos anos.
O Dirty Honey entrou logo depois e, pra mim, foi um dos destaques entre as bandas mais novas. Ao vivo, eles soam ainda mais fortes, com um hard rock direto. “California Dreamin’”, “When I’m Gone” e “Rolling 7s” vieram com peso e groove, e a interação com o público funcionou muito bem, especialmente quando o Marc desceu pra galera.
Assistir Yngwie Malmsteen ao vivo é quase uma aula. Mesmo já sabendo o que esperar, impressiona ver de perto a velocidade e precisão dele. Momentos como “Far Beyond the Sun” e o medley que passou por “Bohemian Rhapsody” mostraram exatamente por que ele segue sendo uma referência absoluta na guitarra.
O Halestorm manteve o nível lá em cima com um show muito consistente. Lzzy Hale domina o palco com naturalidade, e músicas como “Love Bites (So Do I)” e “I Miss the Misery” tiveram uma resposta imediata do público. Foi um show redondo, daqueles que funcionam do começo ao fim.
O Extreme trouxe um clima diferente e muito bem-vindo. É impressionante como eles equilibram técnica e diversão, e o Nuno Bettencourt é simplesmente absurdo ao vivo. “More Than Words” foi aquele momento coletivo inevitável, enquanto “Get the Funk Out” levantou a pista de vez.
Quando o Lynyrd Skynyrd subiu ao palco, senti que ali começava um dos pontos mais especiais da noite. Foi o meu show favorito. Existe um peso histórico, mas também uma entrega muito sincera. “Simple Man” foi emocionante, “Sweet Home Alabama” virou um coro gigante, e a homenagem ao Gary Rossington deixou tudo ainda mais significativo.
Encerrando a noite, o Guns N’ Roses fez um show longo e cheio de surpresas. Curti muito ver músicas menos óbvias como “Bad Apples” e “Dead Horse” aparecendo no set, além de momentos como “November Rain” e “Paradise City”, que funcionam sempre. Foi meu segundo show favorito da noite, com um público completamente entregue até o final.
Um ponto que preciso destacar foi a estrutura: a área de descanso na pista premium, aproveitando a arquibancada atrás do palco, fez muita diferença ao longo do dia, não lembro de ter visto antes em outros shows no Allianz. E fica também o reconhecimento para a Mercury Concerts, que entregou mais um evento muito bem organizado.
Saí de lá com aquela sensação boa de ter vivido um dia inteiro de música que fez sentido do começo ao fim.
Fotos: Ricardo Matsukawa
Fotos Guns N’ Roses: Guns N’ Roses
Texto: Priscila Ramos














































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