A noite de 9 de novembro de 2025 no Jai Club, em São Paulo, estava marcada há meses na agenda dos fãs de heavy metal tradicional — e apesar dos contratempos, o que se viu foi uma apresentação que justificou cada minuto de espera. Programado para começar às 21h, o show do Ambush sofreu um atraso considerável devido a problemas no voo da banda, empurrando a entrada do quinteto sueco para perto da meia-noite. Ainda assim, ninguém arredou o pé: a casa permaneceu cheia, vibrante e ansiosa, como só um público fiel ao metal sabe ser.
A noite começou com os veteranos paulistanos do Clenched Fist, que entregaram um show sólido e cheio de energia, apresentando faixas do excelente álbum Máquina Letal. Pesados, diretos e com presença de palco afiada, eles deram o pontapé inicial perfeito para a maratona metálica que viria em seguida.
Depois foi a vez dos mineiros do Hellway Train, que subiram ao palco. Com uma performance potente, carisma e total entrega, a banda mostrou por que conquistou público por todo o país, deixando o Jai Club em clima de celebração e intensidade antes da entrada do Ambush.
Quando finalmente os suecos pisaram no palco, perto da meia noite, a resposta do público foi imediata. O Ambush abriu o set com “Firestorm”, deixando claro que o atraso seria compensado com uma explosão de energia.
A partir daí, a banda entregou um repertório que mistura clássicos e destaques do mais recente álbum Evil in All Dimensions. “Possessed by Evil”, “Evil in All Dimensions” e “Maskirovka” incendiaram o público, reforçando o motivo pelo qual o Ambush é um dos grandes nomes da NWOTHM.
Momentos de coro uníssono surgiram em músicas como “Southstreet Brotherhood”, “Hellbiter” e “Bending the Steel”, todas recebidas com entusiasmo. Faixas como “Come Angel of Night” e “Close My Eyes” trouxeram nuances mais melódicas e dramáticas, mostrando a versatilidade da banda.
Rumo ao final, o Ambush entregou uma sequência destruidora com “Heavy Metal Brethren”, “Natural Born Killers” e, encerrando em grande estilo, “Don’t Shoot (Let ‘em Burn)”, levando o público ao êxtase e fechando a madrugada em clima de vitória metálica.
Mesmo começando em um horário improvável, o Ambush provou que o heavy metal, quando é verdadeiro, supera atrasos, cansaço e expectativas. O Jai Club testemunhou não apenas um show, mas um ritual: intenso, honesto e memorável.
Por: Priscila Ramos
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