Mesmo em plena quarta-feira, 10 de setembro, a Burning House foi palco de uma verdadeira celebração do death metal. O público compareceu em bom número para presenciar a rara união de duas lendas do gênero, Cancer e Pestilence, em uma noite que ainda contou com a força do trio paulista Podridão abrindo os trabalhos.
A missão de aquecer o ambiente ficou com o Podridão, que entrou no palco às 19h30 e despejou um death metal cru e impiedoso. O som direto, os vocais urrados e a postura agressiva funcionaram como um soco na cara de quem ainda estava se acomodando. O set, focado no álbum Coffin of the Corrupted Dead, transformou a casa em um campo de energia bruta, preparando o público para o que viria.
Às 20h30, foi a vez do Cancer assumir o palco. John Walker e companhia começaram com “Enter the Gates” e “Until They Died”, ainda sob olhares atentos da plateia. Mas quando vieram “Amputate” e “Into the Acid”, a resposta cresceu e a primeira roda da noite se abriu. A banda alternou músicas do álbum mais recente Inverted World (2024) com clássicos absolutos de sua carreira, mostrando equilíbrio entre o peso atual e a nostalgia que muitos fãs esperavam ouvir. O público vibrou especialmente com “Hung, Drawn and Quartered” e “Death Shall Rise”, que arrancaram coro e fizeram a pista ferver. Era impossível não notar a satisfação da banda, que registrou o momento em vídeo e retribuiu a energia com sorrisos e riffs ainda mais certeiros.
Já perto das 22h, o Pestilence assumiu o palco e levou a noite a outro patamar. Patrick Mameli liderou a banda em um massacre sonoro técnico e preciso, começando com “Morbvs Propagationem”, “Deificvs” e “Sempiternvs”. Aos poucos, a plateia foi se soltando até explodir de vez com “The Process of Suffocation” e “Twisted Truth”, que transformaram o centro da pista em um redemoinho de mosh. Clássicos como “Chronic Infection”, “Prophetic Revelations” e “Out of the Body” mantiveram o clima em alta, enquanto Mameli instigava o público a dar ainda mais de si. O encerramento com “Land of Tears” foi catártico, deixando fãs exaustos, mas plenamente satisfeitos.
O que poderia ter sido apenas mais um dia útil se transformou em um dos pontos altos do calendário do metal extremo em São Paulo. Com uma abertura certeira, uma apresentação inspirada do Cancer e a avalanche técnica do Pestilence, a noite provou que o death metal segue pulsando forte e continua sendo um combustível essencial para quem vive e respira música pesada.
Confira algumas fotos:
Podridão
Cancer
Pestilence
Por: Priscila Ramos e Leticia Malaguez Orquiz
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