Na noite de 31 de agosto, o Fabrique Club viveu uma jornada gótica com a presença da lendária banda finlandesa The 69 Eyes, em um espetáculo que reafirmou sua carreira quase três décadas marcada por elegância sombria e riffs poderosos. A festa começou com os shows de Drama e When I Die, que criaram o clima perfeito para o que viria a seguir: clima gótico e atmosfera sombria que capturou a plateia desde os primeiros acordes.
Quando os vampiros de Helsinque surgiram no palco, logo com “Devils”, ficou claro que a noite não seria apenas um show, mas um ritual coletivo. A plateia, completamente imersa, vibrou nos versos e refrões de clássicos como Feel Berlin, Perfect Skin, Betty Blue e Drive. Cada transição, desde a melodia envolvente de “The Chair” até o clima melancólico de “I Love the Darkness in You”, parecia feita sob medida para envolver o público, que cantou com fervor, em uníssono, em trechos memoráveis como Cheyenna e Never Say Die.
Jyrki 69 distribuiu carisma e teatralidade durante toda a apresentação — brincou com a plateia, fez performances dramáticas que mesclaram emoção, humor e pura presença de palco. A banda soava afiadíssima: guitarras afiadas, bateria pulsante, baixo marcante. Quando o setlist trouxe Still Waters Run Deep, uma rara execução ao vivo, foi recebido com aplausos espontâneos — um momento de pura conexão entre artistas e fãs.
O grand finale resgatou hinos imprescindíveis como Gothic Girl, Wasting the Dawn e, claro, Brandon Lee, executado com perfeição e arrebatando os corações na Fabrique. A surpresa da noite foi a participação de Supla, convidado especial que subiu ao palco para tocar “I Just Want to Have Something to Do” (Ramones cover) com a banda. Um encontro inusitado, irreverente e empolgante, que acrescentou ainda mais adrenalina ao show.
Por fim, a volta ao palco para o encore trouxe Dance d’Amour — com bexigas pretas tremulando pela casa — e a icônica Lost Boys, encerrando a noite com clima cinematográfico e energia duradoura. No fim, com os olhos talvez escondidos por óculos escuros, Jyrki confessou emocionado que estava com lágrimas nos olhos — um instante para guardar na memória.
Foi mais do que um show; foi uma celebração do gótico, do rock melancólico e da conexão visceral entre The 69 Eyes e seus fãs.
Drama
When I Die
The 69 Eyes
Por: Priscila Ramos e Nina Paschoal
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