A noite de domingo, 27 de julho, foi marcada por um encontro memorável no Vip Station, em São Paulo, que reuniu três grandes nomes do white metal: Bride, Narnia e Stryper. Com realização da En Hakkore Records, a casa estava cheia, a produção impecável e os horários rigidamente respeitados, com os shows começando pontualmente a partir das 17h45. O Bride abriu a sequência com força e autenticidade, trazendo clássicos como “Rattlesnake”, “Would You Die for Me” e “Psychedelic Super Jesus”. Um dos momentos mais marcantes da apresentação foi a execução de “Heroes”, faixa que não era tocada desde os anos 1980 e que arrancou aplausos nostálgicos da plateia. O guitarrista da banda, Troy Thompson, subiu ao palco vestindo uma camiseta do Brasil, gesto que foi celebrado pelo público. Por conta da bateria do Stryper já estar montada ao centro do palco, os bateristas de Bride e Narnia tocaram na lateral, o que não comprometeu em nada a qualidade ou a entrega das apresentações.
Às 18h45, os suecos do Narnia subiram ao palco com uma performance precisa, intensa e tecnicamente refinada. Faixas como “Rebel”, “No More Shadows From the Past”, “You Are the Air That I Breathe” e a inédita “Ocean Wide”, apresentada pela primeira vez ao vivo, envolveram o público com seu peso melódico e espiritualidade latente. Em “Long Live the King”, o vocalista Christian Liljegren — vestindo uma camiseta do Brasil — surpreendeu ao cantar o refrão final em português, criando uma conexão genuína com a plateia e reforçando o carinho da banda com os fãs brasileiros. O encerramento com “Living Water” selou uma das apresentações mais inspiradas que a banda já entregou em solo nacional.
O ápice da noite chegou às 20h com a entrada triunfal do Stryper. Comandada por Michael Sweet, a banda fez um passeio por toda sua trajetória, com clássicos como “To Hell with the Devil”, “Soldiers Under Command” e “Always There for You”. Apesar da energia contagiante, um problema técnico comprometeu brevemente o show: durante a execução da faixa-título do álbum No More Hell to Pay, um ruído ensurdecedor irrompeu nos amplificadores, obrigando a banda a interromper por alguns instantes enquanto a equipe técnica agia rapidamente. Felizmente, o som foi restabelecido, e o restante do show seguiu sem contratempos. Michael Sweet manteve a classe e conduziu a apresentação com carisma, entregando tudo o que os fãs esperavam.
A atmosfera da noite foi de celebração. Havia algo especial no ar — talvez a combinação da excelência musical, do simbolismo espiritual e da devoção de um público vibrante, que respondeu com entusiasmo a cada refrão. Bride trouxe a crueza do hard rock com alma, Narnia imprimiu sofisticação e energia melódica, enquanto o Stryper reafirmou seu trono como referência incontestável do gênero. Foi mais do que um show — foi um rito coletivo entre som, fé e paixão. Um domingo inesquecível para todos que viveram essa noite em São Paulo.
Stryper:
Narnia:
Bride:
Por: Priscila Ramos
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