No domingo, 17 de agosto, Curitiba recebeu de volta o Testament depois de dez anos sem show na cidade. O palco do Tork ’n’ Roll ficou pequeno para a energia da banda e da plateia, em uma noite que ainda contou com a abertura certeira da Royal Rage, que já deixou o público aquecido e pronto para o que viria.
Logo no começo, o Testament mostrou que não estava para brincadeira: “Practice What You Preach”, “Sins of Omission” e “Perilous Nation” foram a sequência de abertura e colocaram todo mundo para cantar e pular junto. Foi um dos grandes destaques da noite, com a energia transbordando já nos primeiros minutos do show.
Chuck Billy, sempre carismático, agradeceu o público e se desculpou pelo tempo que ficaram sem tocar em Curitiba. A cada música ele interagia, sorria e fazia a galera se sentir parte do espetáculo. O clima de conexão entre banda e público foi um dos pontos mais fortes do show.
Em “The Pale King”, o baterista Chris Dovas roubou a cena com uma técnica impressionante. Foi um momento em que muita gente ficou boquiaberta, mostrando que a banda segue com fôlego e potência mesmo depois de tantos anos de estrada.
O setlist também trouxe momentos emocionantes, como em “Native Blood”, dedicada aos povos indígenas, e “Trail of Tears”, que trouxe uma atmosfera mais melódica e introspectiva. Essas músicas criaram um equilíbrio bonito no meio de tanto peso, outro destaque da apresentação.
Mas o Testament não deixou a energia cair. Clássicos como “Electric Crown” e “Souls of Black” levantaram coros poderosos, com a plateia cantando junto do início ao fim. O baixista Steve Di Giorgio ainda arrancou risadas ao se arriscar no português com um irreverente “tudo bem, ok, filha da puta?”, arrancando gargalhadas antes de mandar ver em um solo poderoso.
Na reta final, a pancadaria sonora tomou conta de vez. Com “First Strike Is Deadly” e “Over the Wall”, o público parecia em transe, gritando cada refrão com a banda. O encerramento foi apoteótico, com todos em coro e uma sensação clara de que o Testament voltou para Curitiba em grande estilo.
Mais do que um show, foi uma noite de thrash visceral, técnica afiada e uma conexão real entre banda e fãs. Quem esteve lá com certeza saiu com a sensação de ter vivido um daqueles momentos que ficam para a história.
Fotos Royal Rage
Fotos Testament
Por: Allan Preisler
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