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Review: River Rock Festival 2019 em Indaial/SC

Publicado em 22/09/2019

RIVER ROCK FESTIVAL 2019 em Indaial/SC
06, 07 e 08 de setembro de 2019

Texto e Fotos: Priscila Ramos e Raul Mateus Noering

 

Nos dias 06, 07 e 08 de setembro de 2019 aconteceu mais uma edição histórica do River Rock Festival. O festival que é um dos remanescentes do estado possui uma estrutura própria desde a edição do ano passado em Indaial, chamada de Rota 66.

 

Esse ano o festival contou com uma novidade: apenas bandas inéditas se apresentaram, e com isso contou com um cast de peso: Ratos de Porão (sem o João Gordo já que o mesmo se encontra em recuperação de uma pneumonia), King Bird, Justabeli, Anthares, Sinaya, Legacy of Kain, entre dezenas de outras bandas, e, claro, também contou com a atração internacional Legion of the Damned, diretamente da Holanda.

 

Chegamos ao evento por volta das 20h de sexta-feira e com isso já havíamos perdido uma apresentação. Na hora em que chegamos subiu ao palco a banda Legacy of Kain do Paraná, o que, em minha opinião, já vimos que seria a nossa banda preferida da noite. A banda de thrash/groove metal fez uma apresentação impecável e juntou uma boa parte do público na frente do palco para curtir o som. Logo em seguida subiu ao palco a banda Anthares de São Paulo. Os caras já tocaram aqui em Santa Catarina em alguns festivais e sempre mandam muito bem. Logo após se apresentou o Ratos de Porão. Sem o João Gordo, Jão, Boka e Juninho conduziram muito bem o show e agitaram o público presente. A banda está em uma turnê comemorativa dos 30 anos do álbum ‘Brasil’ e vem executando o mesmo na íntegra em suas apresentações. Cumpriram o papel e deixaram o público satisfeito. Ainda tocaram na noite e madrugada de sexta-feira as bandas PZZ e Cosmic Soul.

 

No sábado de manhã os shows tiveram início às 11h com a banda Apócrifos de São Francisco do Sul. O grupo que conta com integrantes das bandas Luciferiano e Steel Warrior vem marcando presença constante nos festivais de Santa Catarina e não decepciona. Tocaram também as bandas Balboas Punch, 100 Dogmas, Obscurity Vision e The Undead Manz. Durante a tarde também tocou a banda Gueppardo de Porto Alegre que apresentou um som hard e heavy metal clássico dos anos oitenta e juntou boa parte do público. Logo após subiu ao palco o projeto do Deny Bonfante (músico da Perpetal Dreams) e foi bem ovacionada pelo público. Tocou a banda Sinaya de São Paulo e surpreendeu pela qualidade musical e por ser uma banda comandada em sua grande parte por mulheres. Após a Sinaya era a vez da horda Justabeli de São Paulo, o trio possui essência bélica e satânica e se diferencia nessa vertente black metal das demais bandas. Sua presença de palco chama muito a atenção e o trio juntou uma boa parte do público para prestigiá-los. Logo em seguida subiu ao palco a King Bird de São Paulo. A banda de hard rock era uma das apostas da noite e não desapontou o público.

Em seguida era a vez da Arandu Arakuaa. A banda que mescla folk e heavy metal à música indígena e regional brasileira surpreendeu o público. A banda foi muito aclamada, certamente foi um dos destaques da noite. Logo após, tocou a banda Serpent Rise de doom metal de Santa Maria.

Era a hora da atração internacional Legion of the Damned. A banda de death/thrash metal é presença constante em festivais da Europa e focam nas temáticas ocultismo, horror e eventos apocalípticos em suas letras. O show estava marcado para as 23h30 porém houve um pequeno atraso de quase 1 hora para a preparação do som. Não estava tão cheio no momento do show, porém a banda pareceu não se importar e entorpeceu os fãs com riffs massacrantes e solos de guitarra altamente técnicos. O vocalista Maurice Swinkels interagiu com o público e agradeceu a todos pela presença.

As bandas Carcinosi, Raging War e Overblack fecharam a noite e madrugada de sábado para domingo.

 

No domingo chegamos ao festival por volta das 13h e já haviam tocado algumas bandas. Conseguimos pegar ainda as 3 bandas finais: Vermouth, No One Spoke e Cowboys From Hell mandando um tributo ao Pantera para ninguém colocar defeito. Destaque para a banda catarinense No One Spoke, que conta com duas musicistas ligadas à música clássica e une com o peso resultando em um symphonic metal de qualidade. A banda foi muito elogiada pelo público.

 

Vale muito a pena citar a ótima estrutura de som e iluminação. Os dois telões nas extremidades do palco fizeram toda a diferença. A qualidade das bebidas e alimentação também vale elogio. Infelizmente o público não compareceu tanto quanto na edição passada, não sabemos se foi por causa do tempo chuvoso que predominou na sexta e no sábado (em compensação no domingo o sol veio com tudo). De qualquer forma o River Rock mais uma vez não deixou a desejar e cumpriu o que prometeu. Em 2020 a organização já se adiantou: serão 4 dias de festival! Agradecimentos especiais ao Adilson, Regiane, Ariel, Larissa, Adriano e muito sucesso ao River. O Agenda Metal espera contribuir com a divulgação e cobertura nas próximas edições.

 

LEGACY OF KAIN

 

ANTHARES

 

RATOS DE PORÃO

 

APÓCRIFOS

 

BALBOAS PUNCH

 

100 DOGMAS

 

OBSCURITY VISION

 

THE UNDEAD MANZ

 

GUEPPARDO

 

DENY BONFANTE

 

SINAYA

 

JUSTABELI

 

KING BIRD

 

ARANDU ARAKUAA

 

SERPENT RISE

 

LEGION OF THE DAMNED

 

NO ONE SPOKE

 

COWBOYS FROM RIO

 

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