O último sábado, 18 de outubro, foi de pura descarga de adrenalina no palco do Fabrique Club, em São Paulo, com o retorno do Rise of the Northstar ao Brasil. A casa estava lotada e fervendo, um verdadeiro campo de batalha hardcore, com rodas de mosh e stage dives do início ao fim.
A noite começou com duas potências nacionais preparando o terreno. O Sujera abriu os trabalhos com seu hardcore pesado e direto, misturando crítica social e riffs agressivos em faixas como “Não Fica Um” e “Nego Drama”. Na sequência, o Bayside Kings, de Santos, manteve o clima em alta — músicas como “O que você procura aqui?” e “Existência” levaram os fãs ao delírio e deixaram claro que o hardcore brasileiro segue vivo e pulsante.
Quando o Rise of the Northstar subiu ao palco, a energia atingiu outro patamar. Com estética inspirada na cultura japonesa e atitude de rua, o quinteto francês transformou o Fabrique em um dojo do caos. O setlist foi uma sequência destruidora, como “Nekketsu”, “Welcame (Furyo State of Mind)”, “Crank It Up”, “Here Comes the Boom”, “One Love”, “Showdown”, “Neo Paris”, “Back 2 Basics”, “Bosozoku” e encerrando com “Again and Again”, deixando o público completamente insano.
O vocalista Vithia comandou o público com presença de palco impressionante — entre provocações e discursos sobre resistência e irmandade, reforçou a mensagem que sempre acompanha o grupo: lealdade e força acima de tudo. O show do Rise of the Northstar reafirmou o status da banda como uma das mais autênticas e energéticas do hardcore contemporâneo. Uma noite de união e brutalidade — do jeito que o hardcore pede.
Confira algumas fotos:
Sujera
Bayside Kings
Rise of the Northstar
Por: Priscila Ramos
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